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fevereiro 20, 2019

O MAL PODE TOCAR-NOS A TODOS


"É um romance bem estruturado, bem escrito, que capta a tenção do leitor, quer pelo tema, quer pela construção em tempos paralelos, um no passado imediatamente anterior à Segunda Guerra Mundial e no início desta, o outro no mundo atual. Não cede ao facilitismo do romance histórico, embora a História seja parte da ação e nos apresente uma visão inédita da tragédia resultante das invasões russa e nazi da Polónia."
Declaração do Júri do Prémio Leya 2017


PRÉMIO LEYA 2017


Livro recomendado pelo PNL - 1º semestre de 2018, para alunos dos 15-18 anos.


Paris, 2001. Yankel - um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama - recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram - e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk - hoje um escritor famoso - está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da cegueira.
Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne - a editora que não diz tudo o que sabe -, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era. 


No dia 10 de julho de 1941, em Jedwabne
pequena cidade do nordeste da Polónia,
 um grupo de cidadãos, ...

A história deste livro baseia-se nesses episódios.



"(...) Havia ódio lá fora; sentia-se nas ruas, nas vozes, nos olhares; 
(...) Queria lá saber dos alemães, estava a falar dos polacos. Era por isso que ali estava, para lhe implorar que falasse ao seu rebanho, que os recordasse de Cristo. Depois calou-se e esquadrinhou os olhos do padre para ver o que ficara. Só encontrou desnorte e uma coisa que tanto podia ser medo como incredulidade. Desapontado, chamou o outro e saiu."

João Pinto Coelho

"Quando terminei o meu primeiro romance, entendi que havia uma parte da história que não estava contada e quis falar um pouco da universalidade do mal, mais do que a sua banalidade. Não foram só os alemães que cometeram atos bárbaros durante aquele período da história, mas também os polacos, e outros povos. O mal pode tocar-nos a todos".
João Pinto Coelho


Para ficar a conhecer um pouco mais do autor, veja AQUI







agosto 29, 2018

O QUARTO DE JACK


"Acordo na Cama e está a chover, 
que é quando a Claraboia está toda desfocada. (...)
Quando acordo, a Claraboia está toda azul no seu vidro, 
não resta neve nem nos cantos.(...)
Agora a Claraboia já escureceu, 
espero que Deus mostre o seu rosto prateado"


"O Quarto de Jack é um dos livros mais profundamente 
comoventes que li em muito tempo"
                                                                John Boybne, 
autor de O Rapaz do Pijama às Riscas


Para Jack, de cinco anos, o quarto é o mundo todo. É onde ele e a Mamã comem, dormem, brincam e  aprendem. Embora Jack não saiba, o sítio onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto de 11m2, é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade. Contada na divertida e comovente voz de Jack, esta é a história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras e da ligação umbilical que une mãe e filho.


O Quarto de Jack, foi em 2010 finalista do Man Booker Prize 
e do Orange Prize,  tendo vencido importantes galardões.



O livro faz parte do Plano Nacional de Leitura, recomendado no programa de português do 8º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula e pode ser requisitado na Biblioteca Municipal para empréstimo domiciliário.




Emma Donoghue nasceu a 24 de outubro de 1969 em Dublin, Irlanda.
Escreve desde os 23 anos. Com incursões em vários géneros literários, é a ficção onde regista maior popularidade. Os seus livros estão traduzidos em cerca de 40 línguas.
O Quarto de Jack foi adaptado para cinema pela própria autora, o que lhe valeu a nomeação ao Oscar de melhor argumento adaptado.
Para além desta nomeação, teve ainda mais 3 indicações:
  • Oscar de melhor filme
  • Oscar de melhor realizador
  • Oscar de melhor atriz - Brie Larson

O filme venceu vários prémios, incluindo o Oscar de melhor atriz.



"Adorei O Quarto de Jack. É de uma imaginação incrível 
e de um estilo de linguagem deslumbrante. 
E no meio de tudo isto, um miúdo totalmente credível e encantador. 
Diferente de tudo o que li até hoje."
                                                                                Anita Shreve, 
autora de Viver depois de Ti






Boa Leitura




julho 25, 2018

O MELHOR MAN BOOKER DE SEMPRE


"As longas noites do Cairo. (...) 
Na zona nordeste do Cairo ficava o grande pátio da escola religiosa, 
e para lá do pátio o Bazar Khan el Khalili."



Para celebrar as cinco décadas de existência, a organização do prémio Literário Man Booker decidiu atribuir este ano um  "Booker Dourado" ao livro que fosse escolhido como o melhor de sempre
E no passado dia 8 de julho foi anunciado o melhor romance das últimas cinco décadas.
O romance foi adaptado ao cinema e ganhou nove dos doze Oscares para os quais estava nomeado.
Entre nós foi editado pela primeira vez pela Dom Quixote em 1986, coincidindo com o ano do lançamento do filme com o título "O Paciente Inglês".



O Leitor já adivinhou que falamos do romance 
O Doente Inglês
escrito pelo canadiano Michael Ondaatje




A história de O Doente Inglês ocorre durante o final da II Guerra Mundial. As Tropas aliadas avançam lentamente pela Sicília até ao norte da Europa. No caminho, passam por um antigo convento, a Villa de San Gioilamo, no norte de Florença. É aí que a trama se desenrola, em torno dos seus quatro protagonistas: Hana, uma jovem enfermeira canadiana, abatida e desesperançada; o seu paciente, um homem cujo corpo ficara  calcinado pelo fogo durante a guerra e que, tendo perdido a memória, se esforça por recuperá-la; Caravaggio, o espião que fora capturado e, de imediato, mutilado pelo inimigo; e Kip, o sapador especialista em desactivação de explosivos.
O Doente Inglês é o relato nostálgico das vivências destes quatro desconhecidos que enfrentam os seus medos e incertezas, explorando o seu passado. É também uma bela história de amor.


"Foi nessa altura da sua vida que ela se virou para os livros, como única porta de saída da prisão. Os livros tornaram-se metade do seu mundo. (...)
Espreitou para o corredor, embora já ali não vivesse mais ninguém senão ela e o doente inglês na Villa San Girolamo. (...) 
Ela não se preocupava com o inglês no que dizia respeito às lacunas do enredo. Não lhe resumia os capítulos em falta. Pegava simplesmente no livro e dizia "página noventa e seis" ou "página cento e onze". Era esse o único ponto de referência."





Michael Ondaatje nasceu a 12 de setembro de 1943 no Sri Lanka. De ascendência holandesa, cingalesa e tamil, é filho de distintos membros da sociedade colonial cingalesa: o pai possuía plantações de borracha e chá, enquanto a mãe era uma famosa bailarina local e uma fervorosa admiradora de Isadora Duncan. Aos onze anos, após a separação dos pais devido a problemas de álcool do seu pai, mudou-se com a mãe para Inglaterra, onde iniciou os estudos na Universidade Dulwich, Londres. Em 1962, instalou-se no Canadá e entrou na Universidade Bishop's do Quebeque para estudar Literatura. Em seguida, frequentou a Universidade de Toronto e a Universidade Queen's no Ontário. 
Atualmente vive no Canadá, é professor na Universidade York de Toronto e editor da revista literária Brick. É considerado um dos mais proeminentes escritores contemporâneos daquele país.
Possui uma vasta obra que se reparte pelos vários géneros literários: poesia, conto e romance.
Ficou mundialmente conhecido com o romance que hoje divulgamos aos nossos leitores, depois de ter sido adaptado ao cinema por Anthony Minghella.


Ilustração de Iban Barrentxea




Boa Leitura



maio 22, 2018

PRÉMIO CAMÕES 2018


O Prémio Camões, considerado o maior prémio da língua portuguesa, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988 com o objetivo de distinguir um autor "cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum".

O júri desta 30ª edição do Prémio Camões, composto por Maria João Reynaud e Manuel Frias Martins em representação de Portugal, Leyla Perrone-Moiés e José Luis Jobim pelo Brasil, Ana Paula Tavares em representação de Angola e por Cabo Verde José Luís Tavares, distinguiram por unanimidade o escritor cabo-verdiano Germano de Almeida.


"Estou feliz. É o reconhecimento do trabalho que a gente faz.
 Embora eu considere que escrever não seja trabalho, é prazer".


Germano de Almeida é um dos escritores mais lidos e traduzidos de Cabo Verde e é o segundo escritor daquele país a ser distinguido com o prémio Camões. Em 2009 o galardoado foi o poeta Arménio Vieira.


"Não sinto qualquer pressão pelo facto de só escrever em português. Cabo Verde tem uma necessidade imperiosa de cultivar a língua portuguesa porque é o nosso instrumento de contacto com o mundo."


"O meu olhar sobre Cabo Verde é meu, é o olhar do Germano, do cabo-verdiano. Há nele muita complacência e muita compreensão. Sou um homem profundamente cabo-verdiano, que ao escrever está a traduzir uma cultura. E o cabo-verdiano é um povo que apesar de todos os problemas, continua a manter um grande sentido de humor. Isso caracteriza-nos, mas há outra coisa: o amor e a esperança nunca morreram em Cabo Verde.



Do premiado deste ano, o Leitor encontrará na Biblioteca Municipal para empréstimo domiciliário os seguintes títulos:




Boas Leituras






fevereiro 21, 2018

A EDUCAÇÃO DE ELEANOR


Em 2017 venceu o Costa First Novel para melhor romance de estreia.

Foi um dos livros mais destacados na feira do livro de Frankfurt de 2015,
 tendo direitos de tradução cedidos para 26 países.

Para o Daily Express é "Um prazer absoluto! De rir às gargalhadas. E muito comovente".

Segundo o The Observer é um livro "Que tem tanto de perspicaz e de sério quanto de 
divertido e de cativante".



Gail Honeyman vive e trabalha em Glasgow e o romance que hoje divulgamos, A Educação de Eleanor, foi o seu primeiro livro.
Entre nós foi editado em maio de 2017 pela Porto Editora.




"Sou uma sobrevivente solitária: sou Eleanor Oliphant. Não preciso de mais ninguém: não há nenhum grande vazio na minha vida, não falta peça nenhuma no meu puzzle particular. Sou uma entidade autónoma. Pelo menos, foi o que sempre assegurei a mim própria. Porém, ontem à noite, encontrei o amor da minha vida. Quando o vi entrar em palco, simplesmente soube. Ele trazia um chapéu muito elegante, mas não foi isso que me atraiu. Não; não sou assim tão superficial. Vestia um fato de três peças, com o botão de baixo do colete desabotoado. Um verdadeiro cavalheiro nunca abotoa o último botão, foi o que a mamã garantiu - é um dos sinais a procurar, pois indica um homem sofisticado e elegante, da classe e posição social apropriadas. O rosto atraente, a voz... Enfim encontrara um homem que podia ser descrito, com algum grau de certeza, como "um bom partido".
A mamã ia ficar felicíssima."   

Mas quem é afinal Eleanor Oliphant?

É uma mulher com uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.
Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.
A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o seu coração.


Para ficar a conhecer a Eleanor e a sua história, 

Visite-nos





novembro 30, 2017

OS HOMENS PODEM SER TÃO EFICAZES COMO DEUS


"Pareceu-lhe que a região estava a morrer por falta de árvores. 
Acrescentou depois que, não tendo afazeres muito importantes, 
decidira remediar a situação."



Inspirado em acontecimentos verdadeiros, a nossa sugestão de leitura para o seu fim de semana, relata o poder que o ser humano tem para influenciar o mundo à sua volta.

Narra a vida de um homem e o seu esforço solitário, constante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar especial. Com as suas próprias mãos e uma generosidade sem limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do nada, surgir uma floresta inteira - com um ecossistema rico e sustentável.
É um livro admirável que nos mostra como um homem humilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver longe do mundo e usando apenas os seus próprios meios, consegue reflorestar sozinho uma das regiões mais inóspitas e áridas de França.
Continua a ser lido por milhares de leitores em todo o mundo e a servir-lhes de inspiração, transformando a sua relação com a natureza e fazendo-os acreditar na sua própria força interior.
Foi escrito em 1953 e é um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º ciclo - Leitura autónoma.

O HOMEM QUE PLANTAVA ÁRVORES
Escrito por Jean Giono
Editado pela Marcador



"Disse-lhe que, daí a trinta anos, esses dez mil carvalhos estariam magníficos.
 Ele respondeu-me simplesmente que, se Deus lhe desse vida, 
dentro de trinta anos teria plantado tantas outras árvores que estas dez mil não passariam então de uma gota de água no oceano".



Jean Giono nasceu a 30 de março de 1895 em Manosque, filho único de um sapateiro e de uma lavadeira, foi um dos grandes escritores franceses da sua geração. A sua prodigiosa produção literária inclui histórias, ensaios, poesia, peças de teatro, traduções e mais de 30 romances.
A sua atitude pacifista levou-o a ser preso duas vezes em França durante a Segunda Guerra Mundial.
Viveu sempre muito ligado à zona da Provença e a Manosque - pequena cidade onde nasceu, viveu e onde faleceu a 9 de outubro de 1970.
Foi galardoado com o Prix Bretano, o Prix de Monaco (pela totalidade da sua obra), a Légion d'Honneur, e era membro da Académie Goncourt.










novembro 10, 2017

PRÉMIO LITERÁRIO FERNANDO NAMORA

Desde 1987 que o Prémio Literário Fernando Namora é entregue, anualmente, a uma obra de ficção (romance ou novela) de um autor português. Foi instituído pela Sociedade Estoril Sol, numa homenagem ao escritor com o mesmo nome, e este ano, por unanimidade, o júri presidido por Guilherme d' Oliveira Martins,  escolheu o romance A Noite não é Eterna, de Ana Cristina Silva, editado pela Oficina do Livro.

Para o júri "é uma obra que se articula a partir da realidade social, politica e humana das crianças romenas, e das suas famílias, no período da ditadura de Nicolae Ceausescu. (...) É uma belíssima composição narrativa com linguagem sóbria e cuidada, que valoriza em particular a narrativa de um drama pungente, num quadro político sufocante e obsessivo. É uma história construída sobre os labirintos da tirania". 





A Roménia, sob o jugo do ditador Nicolae Ceausescu, atravessa um dos piores períodos da sua história, com a população a enfrentar a fome e dominada pelo terror. Seguindo as orientações do Presidente para a criação de um exército do povo, no qual os soldados seriam treinados desde crianças, Paul, um ambicioso funcionário do partido, decide levar de casa o filho de três anos e entregá-lo aos cuidados do Estado.
Quando a mãe se apercebe do desaparecimento do pequeno Drago, o desespero já não a abandonará, bem como o firme desejo de acabar com a vida do marido. Correndo riscos tremendos, Nádia não desistirá, porém, de procurar o menino, ainda que para isso tenha de forjar uma nova identidade, de fazer falsas denúncias, de correr os orfanatos cujas imagens terríveis chocaram o mundo e até de integrar uma rede que transporta clandestinamente crianças romenas seropositivas para o Ocidente. 
Mas será que o seu sofrimento pode ser apaziguado enquanto Paul for vivo? Enquanto o ditador for vivo?



Ana Cristina Silva nasceu a 14 de novembro em Vila Franca de Xira.
Professora e Psicóloga, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e escrita, tendo feito investigação no domínio das aquisições precoces da linguagem escrita, ortografia e produção textual.
A sua estreia literária aconteceu em 2002 com a obra Mariana, Todas as Cartas.
Em 2011 a autora foi finalista deste mesmo Prémio com o romance Cartas Vermelhas, eleito pelo semanário Expresso Livro do Ano.
Em 2012, a escritora foi finalista do Prémio SPA/RTP, com o romance Rei do Monte Brasil, vencedor do Prémio Urbano Tavares Rodrigues.
Em 2013, foi novamente finalista do Prémio Literário Fernando Namora, com A Segunda Morte de Anna Karénina. 



A Biblioteca Municipal tem disponível para empréstimo domiciliário os seguintes títulos da autora:
  • As fogueiras da Inquisição
  • A segunda Morte de Anna Karénina
  • Cartas Vermelhas
  • A noite não é Eterna



Boas Razões para vir à Biblioteca Municipal 
e Requisitar Livros desta Autora Premiada










outubro 11, 2017

ESTA ESCADA, DE ONDE VEM E PARA ONDE VAI?


Escada Camondo, Istambul



Em Istambul, confluência de mundos, esta estranha escada desperta a atenção de Tiago Salazar,  que decide ir atrás da sua história.
- Esta escada, de onde vem e para onde vai?




Tiago Salazar nasceu em Lisboa, em 1972. Formou-se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. É doutorando em Turismo no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, estando a preparar uma tese sobre A Volta ao Mundo, de Ferreira de Castro.
Trabalha como jornalista desde 1991, atualmente como freelancer. 
Em 1995 Venceu o prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de Cultura.
É formador de Escrita e Literatura de Viagens. Idealizou, escreveu e apresentou o programa da RTP2 Endereço Desconhecido.
Em 2010 Foi Bolseiro da Fundação Luso-Americana em Washington, ao abrigo da Bolsa José Rodrigues Migueis. É autor de vários livros de viagens: Viagens Sentimentais, editado em 2007, faz parte do fundo documental da Biblioteca Municipal.
A Escada de Istambul é a sua estreia no romance e começou com uma conversa entre dois estranhos numa escadaria bifurcada na cidade de Istambul.


"Podia ter sido uma reportagem, porque é uma história real; 
tornou-se um romance histórico porque a história é encantadora, ainda que trágica. 
E é muito mais do que uma biografia ou biografias de pessoas avulsas
 - é a história da humanidade, de uma família que representa um todo."
                                                                                             Tiago Salazar


Tiago Salazar escreveu
Oficina do Livro editou
A ESCADA DE ISTAMBUL



Conhecidos como os "Rothschild do Oriente", os judeus Camondo erraram pela Europa até se instalarem em Istambul, onde viriam a tornar-se banqueiros do sultão e grandes filantropos.
Abraham-Solomon, o patriarca, era o judeu mais rico do Império Otomano e combateu a maldição do judaísmo na Turquia fundando escolas que respeitavam todos os credos e legando ao seu filho e aos netos a importância da caridade e do mecenato. Já em Paris, o seu bisneto Isaac, amigo dos pintores impressionistas, doaria ao Museu do Louvre mais de cinquenta quadros de Monet, Manet e Degas; e o seu primo Moïse, devastado pela morte do filho na Primeira Guerra Mundial, abriria um museu que ainda hoje pode ser admirado e visitado na capital francesa.
E, porém, apesar do seu poder e da sua influência, poucos conhecem a história desta família magnânima. O mistério explica-se: sobre a dinastia Camondo abateu-se uma fatalidade - a sua fortuna e o seu sangue eclipsaram-se nos campos de extermínio de Auschwitz.


"Os primeiros Camondo vieram de Veneza, e antes de Toledo, e antes ainda talvez de Lisboa ou das terras dos tangerinos. Onde punham a mão faziam fortuna, isso é certo. Era como um dom. Haim Camondo, a mulher e os filhos vieram para Istambul depois do doge se ter sentido ameaçado pelo seu poder e os escorraçar. Acabaram por ser expulsos também daqui, pois o Grande Senhor não queria nada com a graça dos judeus.(...)
Se perguntar hoje por aí quem foram os Camondo e lhes disser que foram os homens mais ricos que Istambul já conheceu, acharão que é louco."
In,  A Escada de Istambul



Fotografia de Henri Cartier-Bresson









setembro 15, 2017

PARA SEMPRE É MUITO TEMPO

Para a sua leitura de fim de semanasugerimos uma das autoras de maior sucesso a nível mundial e também uma das preferidas dos nossos leitores.


"Alma ia ter pela frente muitos anos para analisar com serenidade os seus atos de 1955. Nesse ano teve consciência da realidade e as tentativas para atenuar a vergonha imensa que a atormentava foram inúteis. A vergonha da irresponsabilidade de ficar grávida de Ichimei, de amar Ichimei menos do que a si mesma, do seu horror à pobreza, de ceder à pressão social e aos preconceitos raciais, de aceitar o sacrifício de Nathaniel, de não se sentir à altura da amazona moderna que fingia ser, do seu carácter pusilânime, convencional e mais meia dúzia de epítetos com os quais se castigava."
                                                                                                                In, O Amante Japonês




O Amante Japonês percorre diversas épocas e lugares, que fizeram história no século XX. A Segunda Guerra Mundial, o genocídio judeu, os campos de concentração americanos para os japoneses e nipo-americanos, a sida, a homossexualidade, woodstock, as drogas...

Mas voltemos ao princípio ...
Em 1939, quando a Polónia capitula sob o jugo dos nazis, os pais da jovem Alma Belasco enviam-na para casa dos tios, uma opulenta mansão em São Francisco. Aí, Alma conhece Ichimei Fukuda, o filho do jardineiro japonês da casa. Entre os dois brota um romance ingénuo, mas os jovens amantes são forçados a separar-se. Na sequência do ataque a Pearl Harbor, Ichimei e a família - como milhares de outros nipo-americanos - são declarados inimigos e enviados para campos de internamento.
Alma e Ichimei voltarão a encontrar-se ao longo dos anos, mas o seu amor permanece condenado aos olhos do mundo.
Décadas mais tarde, Alma prepara-se para se despedir de uma vida emocionante. Instala-se na Lark House, um excêntrico lar de idosos, onde conhece Irina Bazili, uma jovem funcionária com um passado igualmente turbulento. Irina torna-se amiga do neto de Alma, Seth, e juntos irão descobrir a verdade sobre uma paixão extraordinária que perdurou por quase setenta anos.



"- Para sempre é muito tempo, Alma. 
Creio que voltaremos a encontrar-nos em circunstâncias mais adequadas ou noutras vidas."                                                                                                                                                                              
                                         


Isabel Allende nasceu a 2 de agosto em Lima, no Peru.
Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Começou por trabalhar como jornalista, no Chile e na Venezuela. Em 1982, o seu primeiro romance, A Casa dos Espíritos, baseada nas recordações da sua infância, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos eles êxitos internacionais.
A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Já foi galardoada, em 2010, com o Prémio Nacional de Literatura do Chile e homenageada, em 2014, pelo antigo Presidente dos EUA, Barack Obama, com a Medalha Presidencial da Liberdade.


"Ninguém conta histórias sobre mulheres fortes de um modo tão apaixonante como Isabel Allende"
                                                                                                                    Cosmopolitan


Pintura de Didier Lourenço



Bom Fim de Semana e Boas Leituras 




julho 28, 2017

DESCULPE, SENHOR INSPETOR HOUVE UM CRIME.


É sexta-feira, vem aí mais um Fim de Semana que, para muitos de nós, é também o começo das tão desejadas Férias, mas . . . não se está a esquecer de nada, Caro Leitor?

Ilustração de Denis Zilber


Para que o Leitor não tenha de se preocupar com a leitura, 
aceite a nossa sugestão de leitura de fim de semana que tem como 
pano de fundo o Portugal contemporâneo, um país traído por uma elite política corrupta, 
que sofre sob o peso dos seus próprios erros históricos.



A SENTINELA
Escrito por Richard Zimler
Editado pela Porto Editora


6 de julho de 2012. Henrique Monroe, inspetor-chefe da Polícia Judiciária, é chamado a um luxuoso palacete de Lisboa para investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um abastado construtor civil. Depois de interrogar a filha da vítima, Monroe começa a acreditar que Coutinho foi assassinado ao tentar defender a perturbada adolescente do violento assédio sexual de algum amigo da família. Ao mesmo tempo, uma pen que o inspetor descobre escondida na biblioteca da casa contém alguns ficheiros com indícios de que a vítima poderá também ter sido silenciada por um dos políticos implicados na rede de corrupção que o industrial montara para conseguir os seus contratos.


"Todo o assassinato é um sinal de fracasso - fracasso em perdoar, em compreender, em conseguir justiça de outra maneira. Em encontrar uma porta de saída.
Por isso pergunto-me que fracasso se esconderá ensopado em sangue no tapete de Coutinho.
O mais provável é que um dos seus amigos ou conhecidos, com cuja mulher ou namorada Coutinho ..."


Para chegar ao desfecho deste crime, 
só tem que vir à Biblioteca Municipal e requisitar o livro.



Richard Zimler nasceu a 1 de janeiro de 1956 em Roslyn, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco.
Em 1990 foi viver para o Porto, onde lecionou jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. No últimos 19 anos, publicou 10 romances, uma coletânea de contos e dois livros para crianças, que rapidamente entraram nas listas de bestsellers de vários países (Portugal, Brasil, EUA, Inglaterra, Itália, ...).
O autor tem atualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa.
A 9 de julho deste ano recebeu a Medalha Municipal de Honra da Cidade do Porto e confere ao agraciado o título de "Cidadão do Porto".


Richard Zimler já ganhou diversos prémios:
  • Em 1994 o National Endowment of the Arts Fellowship in Fiction (EUA)
  • Em 1998 o Prémio Herodotus (EUA) para o melhor romance histórico
  • Em 2009 o Prémio literátio Alberto Benveniste 
  • Em 2009 o seu livro Os Anagramas de Varsóvia foi nomeado o Melhor Livro de 2009 pela revista LER e pelos alunos das escolas secundárias de Portugal - Prémio Marquês de Ouro
  • Ainda em 2009, o autor escreveu o guião para a curta-metragem O Espelho Lento, baseado num dos seus contos. O filme foi realizado nesse mesmo ano pela realizadora sueco-portuguesa Solveig Nordlund e venceu o Prémio de Melhor Filme Dramático no Festival de Curtas-Metragens de Nova Iorque em maio de 2010.



" Richard Zimler é um escritor emblemático e de indispensável leitura"
                                                                   Helena Vasconcelos



Ilustração de Iban Barrenetxea


Boas Leituras





maio 08, 2017

MELHOR LIVRO DE FICÇÃO NARRATIVA


Foi no passado dia 15 de março, no Grande Auditório de Centro Cultural de Belém, que J. Rentes de Carvalho recebeu o Prémio Autores 2017 na categoria Melhor Livro de Ficção Narrativa, com o romance O Meças.


"O melhor de um livro de Rentes de Carvalho é tudo"
                                                                                            Sara Figueiredo Costa, Time Out



Romance inédito que conta a história de António Roque, homem atormentado, possesso do demónio de funestas memórias. As imagens do passado que regularmente se apoderam dele transformam-no num monstro capaz dos piores atos. Mas a obscura história da irmã e do homem abastado que se servia dela e que, apesar de morto, continua a instigar-lhe um ódio devastador não é exatamente como ele pensa que se lembra.
Depois de anos emigrado na Alemanha, o Meças regressa à sua aldeia de origem. Com ele vivem o filho (a quem detesta) e a nora (a quem deseja, mas inferniza a vida), atemorizando de resto a todos os que com ele se cruzam.
Uma história de violência, em que a progressiva definição dos contornos da memória revelará novas e dolorosas verdades.


"Coisas do Meças". Dizem aquilo e encolhem os ombros, mas mexericam, danam-se de não saber, pois nem os segredos de confessionário costumam durar tanto.
Sempre de cara torcida, ultimamente vêem-no pouco, raro aparece nos cafés, pensaram que andasse metido nalguma e estivesse outra vez preso, como quando numa zaragata na Covilhã, com tanta porrada que lhe dera, tinha deixado um cigano às portas da morte.
Não lhe faz mossa o que pensam ou cochicham, mais o aflige sentir que, à medida que os anos passam, o casulo em que de pequeno se meteu às vezes lhe tira o ar".
                                                                                                                   In, O Meças



J. Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris, trabalhando em vários jornais. Em 1956 passou a viver em Amesterdão, onde se licenciou e foi docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988. Dedica-se, desde então, exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias.

Para além do Prémio acima mencionado, recebeu em:
  • 2012 Grande Prémio de Literatura Biográfica APE com o livro Tempo Contado
  • 2013 Grande Prémio de Crónica APE com o livro Mazagran


O Leitor pode encontrar na nossa Biblioteca Municipal 
para empréstimo domiciliário os seguintes títulos:
  • Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia
  • A Sétima Onda
  • Ernestina
  • O Meças
  • Portugal a Flor e a Foice









abril 13, 2017

SE PUDERES, AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE


"O beijo de Judas Iscariotes, o beijo mais célebre da História, não foi de modo 
algum o beijo de um traidor: os emissários dos sacerdotes do Templo 
que vieram prender Jesus no final da Última Ceia não
 precisavam minimamente que Judas Iscariotes lhes apontasse o mestre." 
                                                                                                                       In Judas



Amos Oz, escritor israelita mais conhecido e lido do mundo, co-fundador do movimento pacifista Paz Agora,  nasceu em Jerusalém a 4 de maio de 1939. Em 1917 os seus pais fugiram de Odessa, na Ucrânia, para Vilnius, na Lituânia, e daí foram, em 1933, para o Mandato Britânico da Palestina. Em 1954 entrou para o Kibbutz Hulda.
Estudou Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém, entre 1960 e 1963, tendo publicado nessa altura os seus primeiros contos.
Amos Oz participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur e fundou na década de 70, juntamente com outros elementos, o movimento pacifista israelita Schalom Achschsw- Paz Agora.
Atualmente dedica-se à militância a favor da paz entre palestinianos e israelitas e é professor de literatura na Universidade Ben-Gurion, no deserto do Neguev.
A sua vasta obra, que inclui romances e ensaios, está traduzida em mais de 30 línguas, alguns dos quais o Leitor pode encontrar na sua Biblioteca:
  • Uma Pantera na Cave
  • Não Chames à Noite Noite
  • O Mesmo Ar
  • Conhecer uma Mulher
  • Contra o Fanatismo
  • Uma história de Amor e Trevas

Os seus livros têm recebido as mais importantes distinções internacionais:
  • 1988 - Prémio Femina
  • 1992 - Prémio da Paz dos Livreiroa Alemães
  • 1998 - Prémio Israel de Literatura
  • 2005 - Prémio Goethe
  • 2007 - Prémio Príncipe das Asturias
  • 2013 - Prémio Franz Kafka


"Precisamos de líderes israelitas, palestinianos e árabes com coragem para tomar decisões
 vistas como "traição" pelo seu próprio povo. Se estes líderes vão aparecer, não sei. 
É difícil ser profeta na terra do profeta. 
Por aqui há muita competição no negócio das profecias". 
                                                                                                                     Amos Oz



O seu mais recente romance, e que hoje sugerimos para as suas mini-férias de Páscoa,
publicado o ano passado pela Dom Quixote, foi galardoado  com o
Prémio Internacional de Literatura  - Casa das Culturas do Mundo 2015 (Alemanha) 
e é um dos finalistas do Prémio Man Booker Internacional deste ano.


É um romance sobre traidores e amantes, pais e filhos, mulheres e homens. Numa prosa sensível e bem-humorada, evoca conflitos pessoais e políticos, teologia e heresia, lealdade e traição, explorando o lado sombrio da história judaico-cristã e o legado trágico da história judaico-árabe. Uma obra-prima perfeita e necessária, nas palavras de Alberto Manguel.


No inverno de 1959-1960, em Jerusalém, quando esta se encontra ainda dividida entre Israel e Jordânia - e uma cerca de arame farpado atravessa a terra de ninguém separando as duas metades inimigas -, a vida de Samuel Asch está prestes a sofrer uma reviravolta. Samuel é um rapaz tímido, sensível, socialista, de entusiasmo fácil e desilusão imediata, estudante da Universidade Hebraica. Ainda longe de terminar a sua tese de doutoramento, "Jesus visto pelos judeus", com particular fascínio pela personagem e o mistério de Judas, o seu mundo começa a desabar: a namorada abandona-o, os pais declaram falência e ele já não pode subsidiar os seus estudos.
Samuel encontra refúgio e emprego numa antiga casa de pedra situada num extremo de Jerusalém. Durante algumas horas diárias a sua função é servir de interlocutor a Gershom Wald, um septuagenário com uma vasta cultura. Mas aí mora também Atalia Abravanel, uma mulher enigmática e sensual.
Quem é realmente Atalia? O que a liga a Gershom? Quem é o dono da casa onde vivem? Que histórias escondem aquelas paredes? Ao mesmo tempo, Samuel retoma a pesquisa para a sua tese e a misteriosa e maldita figura de Judas Iscariotes - a suposta encarnação da traição e da maldade - vai absorvendo-o irremediavelmente e ganhando uma visão inovadora e impressionante. 


"A traição de Judas não ocorreu quando alegadamente beijou Jesus à chegada dos guardas. 
A sua traição, se é que existiu traição, aconteceu no momento da morte de Jesus na cruz. 
Foi nesse momento que Judas perdeu a fé.
 E ao perder a fé, perdeu igualmente o gosto de viver".
                                                                                                                    In Judas













fevereiro 24, 2017

IR PARA A FOLIA OU FICAR NO SOFÁ?


Carnaval de Carybé (1911-1997)

É já este fim de semana que se vai "Brincar ao Carnaval".
Para quem gostar da Folia, não vale a pena falar em leitura de fim de semana.

Mas... há sempre um ou outro Leitor
ansioso pelo fim de semana para ficar no sofá, com uma bebida quente e ... UM LIVRO;
ou, então, sentar-se no sofá e ver uma "maratona" de Séries.

A Rainha do Sul diz-lhe alguma coisa?
Teresa Mendoza, sabe quem é?
Epifanio Vargas sabe o que faz?
Joaquim de Almeida consegue apanhar a agenda de Güero?

Joaquim de Almeida, no papel de Epifanio Vargas

Na série A Rainha do Sul, que é transmitida todas as quintas-feiras no canal Fox Life, pelas 23h05, Teresa Mendoza, interpretada pela atriz Alice Braga, sobrinha da nossa conhecida Sonia Braga, contracena com Joaquim de Almeida, no papel de Epifanio Vargas.
Foi baseada no romance do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, editado pelas Edições ASA, e que o Leitor pode requisitar para leitura do seu fim de semana.



Teresa Mendoza é uma mulher solitária que constrói um império a partir do nada num mundo implacável inteiramente dominado por homens, o mundo do narcotráfico.
Uma história de corrupção, amor e morte que nos revela o que de melhor e de pior existe no ser humano.
Teresa vê-se forçada a fugir do México quando o namorado, que trabalhava para um cartel de droga, é assassinado. Este vai ser o momento de viragem na sua vida. Pobre e analfabeta, estava longe de imaginar que acabaria por se converter numa lenda do narcotráfico espanhol.
No final, aquela que regressa à sua terra natal para ajustar contas com o passado será uma Teresa muito diferente da que fugiu doze anos antes.
Um romance onde não há bons nem maus, mas que é o reflexo de um universo cruel onde matar, morrer, enganar, corromper, trair, subornar e traficar faz parte do quotidiano. Um mundo em que a moralidade é em absoluto impraticável e onde a chave do sucesso reside, ironicamente, na falta de esperança.

"Não escrevo para que o mundo seja melhor.
Eu escrevo romances em legítima defesa."


Arturo Pérez-Reverte, nasceu em Cartagena a 24 de novembro de 1951. Antigo repórter de guerra, dedica-se exclusivamente à escrita desde 1980. O seu grande êxito, A Tábua de Flandres, foi publicado em 1990, foi um sucesso de vendas, mereceu o Grande Prémio francês para a categoria de romance policial, faz parte do Plano Nacional de Leitura como sugestão de leitura para o ensino secundário e,  pode ser requisitado pelo Leitor.
Em 2003 foi eleito membro da Real Academia Espanhola.
Da sua vasta bibliografia, para além dos romances acima mencionados, o Leitor encontra na Biblioteca Municipal, ainda, os seguintes títulos: Território Comache, Um Dia de Cólera, A Pele do Tambor, galardoado com o Prémio Jean Monnet para a Literatura Euripeia.
Como repórter de guerra, durante mais de vinte anos, esteve no Líbano, Nicarágua, Moçambique, Eritreia, Jugoslávia, entre  outros países em conflito.

"A História permite-nos compreender melhor o presente. O novo não é mais do que o passado que já esquecemos. Tudo já aconteceu. Quem não leu a Guerra de Tróia, não compreende Sarajevo, quem não leu Xenofonte não compreende a guerra dos mercenários em Angola, em 1978."

Tem uma visão pessimista do mundo, odeia o humanismo cristão, " O problema da Europa neste momento é que não tem líderes. O melhor que conseguimos é Merkel. Rajoy é um medíocre. Portugal está como está. (..) Dentro de 20 anos chegarão os fascismos. Haverá movimentos neonazis vitoriosos por toda a Europa. (...) Mas eu já não vou cá estar, já não me importa."



Ficou indeciso entre ir para a rambóia
ou ficar quentinho no sofá com a nossa sugestão de leitura.

Qualquer que seja a sua escolha
Tenha um bom fim de semana.




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