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abril 05, 2019

EU ESCREVO PARA AQUELES QUE NÃO ME PODEM LER



Eduardo Galeano, um dos mais apaixonado ativista e escritor latino-americano, nasceu a 3 de setembro de 1940, em Montevideu, Uruguai.
Nos cafés de Montevideu despertou para o "arco-íris da humanidade", para o colorido das gentes e dos pequenos gestos, e aprendeu a escutar a dignidade das vozes das ruas.
Com um percurso intensamente político, Eduardo Galeano foi, nos anos 60, editor do mítico Marcha, principal  jornal de esquerda uruguaio, e, se sonhara ser jogador de futebol em criança, cedo se tornou um ponta de lança dos oprimidos e dos sem voz, fitando o silêncio a que estavam condenados.
A sua voz alimentou o fogo de movimentos contestatários, ecoou entre o nevoeiro do Chiapas, em 1996, e entre os indignados de Madrid, em 2011.
Em 1973, com o golpe militar no seu país, foi preso e o seu nome passou a constar da lista dos esquadrões da morte. Temendo pela sua vida exilou-se em Espanha.
Com a restauração da democracia, voltou ao seu país em 1985, onde viveu atá à sua morte a 13 de abril de 2015.
Em julho de 2008, Eduardo Galeano foi agraciado com o primeiro título de Cidadão Ilustre do Mercosul.




Escrito no exílio e ilustrado pelo autor, O Livros dos Abraços reúne memórias e sonhos, fábulas que entrelaçam o real e o fantástico, crónicas indeléveis das trivialidades, das gentes e dos seus costumes, da política e dos seus mártires, do amor, da guerra e da paz.
O Livro dos Abraços é uma história alternativa da América Latina, contada pelo mestre da narrativa breve, numa síntese inspirada do seu imaginário.




Paradoxos

Se a contradição é o pulmão da história, o paradoxo há-se ser, ocorre-me, o espelho que a história usa para troçar de nós.
Nem o próprio filho de Deus se salvou do paradoxo. Ele escolheu, para nascer, um deserto subtropical onde quase nunca neve, mas a neve transformou-se num símbolo universal do Natal desde que a Europa decidiu europeizar Jesus. E como se não bastasse, o nascimento de Jesus é, hoje em dia, o negócio que mais dinheiro dá aos mercadores que Jesus expulsou do Templo.
Napoleão Bonaparte, o mais francês dos franceses, não era francês. Josef Estaline, o mais russo dos russos, não era russo; e o mais alemão dos alemães, Adolf Hitler, nasceu na Áustria. Margherita Sarfatti, a mulher mais amada pelo anti-semita Mussolini, era judia. José Carlos Mariátegui, o mais marxista dos marxistas latino-americanos, acreditava fervorosamente em Deus. Che Guevara foi considerado totalmente inapto para a vida militar pelo exército argentino.
Pelas mãos de um escultor chamado Aleijadinho, que era o mais feio dos brasileiros, nasceram as maiores belezas do Brasil. Os negros norte-americanos, os mais oprimidos, criaram o jazz, que é a mais livre das músicas. Dom Quixote, o mais andante dos cavaleiros, foi concebido na cela de uma prisão. E, cúmulo dos paradoxos, Dom Quixote nunca disse a sua frase mais célebre: Ladram, Sancho, sinal de que cavalgamos.
"Acho-te nervosa", diz o histérico. "Odeio-te", diz a apaixonada. Não haverá desvalorização", diz, em vésperas da desvalorização, o ministro da Economia.
"Os militares respeitam a Constituição", diz, em vésperas do golpe de Estado, o ministro da Defesa.
Na sua guerra contra a revolução sandinista, o governo dos Estados Unidos concordava, paradoxalmente, com o Partido Comunista da Nicarágua. E paradoxais foram também, no fim de contas, as barricadas sandinistas durante a ditadura de Somoza: as barricadas, que fechavam as ruas, abriam o caminho.
In, O Livro dos Abraços












março 21, 2019

SEM POESIA NÃO HÁ HUMANIDADE




O Verão Deixa-me os Olhos Mais Lentos Sobre os Livros 

O verão deixa-me os olhos mais lentos sobre os livros.
As tardes vão-se repetindo no terraço, onde as palavras
são pequenos lugares de memória. Estou divorciada dos
outros pelo tempo destas entrelinhas - longe de casa,
tenho sonhos que não conto a ninguém, viro devagar

a primeira página: em fevereiro, eles ainda faziam amor
à sexta-feira. De manhã, ela torrava pão e espremia 
laranjas numa cozinha fria. Havia mais toalhas para lavar
ao domingo, cabelos curtos colados teimosamente ao espelho.
Às vezes, chovia e ambos liam o jornal, dentro do carro,
antes de se despedirem. Às vezes, repartiam sofregamente
a infância, postais antigos, o silêncio - nada

aconteceu entretanto. Regresso, pois, à primeira linha,
à verdade que remexe entre as minhas mãos. Talvez os olhos
estivessem apenas desatentos sobre o livro; talvez as histórias
se repitam mesmo, como as tardes passadas no terraço, longe
de casa. Aqui tenho sonhos que não conto a ninguém.
                                                                                          
Mª Rosário Pedreira




Hoje, 21 de março, celebra-se 
O Dia Mundial da Poesia

Foi a 16 de março de 1999 na 30ª Conferência Geral da UNESCO que a data foi criada. Com este dia pretende-se comemorar a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação. A data visa a importância da reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa. A poesia contribui para a diversidade criativa, inferindo a nossa percepção e compreensão do mundo.

Um estudo recente descobriu que ler poesia ajuda a estimular o cérebro e traz mais ajuda do que os livros de auto-ajuda. Ler poesia estimula a atividade no hemisfério direito, uma área no nosso cérebro ligada ao pensamento simbólico e à criatividade.
A poesia não tem de ser entendida. 
A poesia é para ser sentida.



Caro Leitor, se nunca leu Poesia, hoje é um bom dia para começar.
Visite-nos, peça sugestões...
Há tantos poetas nas nossas estantes à sua espera.



Sem Poesia não há Humanidade.
                                                                                  Teixeira de Pascoais



Mas hoje é também:
  •  O Dia Mundial da Árvore, 
  •  O Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial
  • O Dia Europeu da Criatividade Artística
  • O Dia Mundial da Trissomia 21
  • O Dia Mundial da Marioneta



Tenha um Bom Dia





março 13, 2019

A OUTRA MENTE BRILHANTE


Mileva Maric

Em 1896, Mileva Maric, uma mulher extremamente inteligente, é a única estudante do sexo feminino a frequentar o curso de Física numa universidade de elite em Zurique. É aí que se apaixona pelo colega Albert Einstein, com quem acaba por casar e ter três filhos. Apesar da total dedicação aos filhos, Mileva nunca abandona a sua paixão pela ciência, trabalhando em conjunto com o marido e contribuindo para estudos científicos tão importantes como a Teoria da Relatividade.
Contudo, por nunca ter concluído a licenciatura, todo o mérito dos artigos que escreve com o marido é atribuído a ele. À medida que a fama de Albert Einstein aumenta, cresce também o receio de Mileva de que as suas próprias ideias científicas permaneçam para sempre sob a sombra do marido, com quem mantém uma relação cada vez mais conturbada.


Romance inspirado em factos reais, 
que relata a história da primeira mulher de Einstein 
 que trabalhou e casou com um dos maiores 
cientistas da História.




"Com os olhos cansados de olhar para os cálculos minúsculos, 
alisei a capa do artigo:
 " Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento".
 Os nossos dois nomes - Albert Einstein e Mileva Maric Einstein
 - surgiam por baixo do título. 
O trabalho era, em grande parte, meu, mas eu compreendia que, 
sem ter tirado a licenciatura nem o doutoramento, 
o nome do Albert teria de constar em primeiro lugar."



Marie Benedict tem uma licenciatura em Direito, formou-se também no Boston College em História e História da Arte. Sempre sonhou em desenvolver trabalhos que pudessem dar a conhecer a vida e os grandes feitos de grandes mulheres da História.
" (...) Na verdade, nem sequer nunca tinha ouvido falar de Mileva Maric até ter ajudado o meu filho Jack num trabalho sobre o magnífico livro infantil Quem foi Albert Einstein?, que referia, de passagem, que a primeira mulher de Albert Einstein também era física.
Fiquei curiosa. Quem era esta mulher desconhecida, uma física na altura em que pouquíssimas mulheres estudavam na universidade? E que papel poderia ela ter desempenhado nas grandes descobertas do cientista?"



"Um intrigante romance sobre uma das mais fortes
 parcerias intelectuais do século XX"
                                                                            Kirkus Reviews










fevereiro 27, 2019

OS AMORES E DEVANEIOS DE UMA MULHER APAIXONADA E DE UM STRIPPER FINGIDOR


Ilustração de Beryl Cook

"Sou uma mulher normal, que tinha tido poucas escaramuças românticas nas três décadas e picos que levava de vida. Digo escaramuças românticas, não experiências sexuais, porque dessas também tive, sobretudo na puberdade. Tive-as, mas prefiro esquecê-las. Em contrapartida, aqueles primeiros tempos com o José - que, sem dúvida, foi o primeiro amor da minha vida - nunca os poderei esquecer.
(...) De modo que, quando veio ter comigo como que num encontro casual, deixei-me de rodeios, convidei-o a sentar-se à minha mesa e reconheci que, naturalmente, me lembrava muito bem dele. Mas recordava-o coberto apenas com um slip minúsculo, saracoteando-se e exibindo o corpo musculoso, deixando que lhe apalpássemos as carnosidades..."


Este romance que hoje divulgamos, do escritor argentino Lázaro Covadlo
foi oferecido à Biblioteca Municipal pela Liliana Carvalho, 
que nos visitou no passado dia 22 e 
teve a gentileza de nos oferecer este livro aquando da sua visita.



Marina é uma mulher inquieta: com a vida, com a descoberta dos outros e dela própria. Professora de Biologia e órfã, desde cedo foi criada pelo muito extremoso tio Hilário, proprietário de um negócio de próteses, cadeiras de rodas e material sanitário. Marina, trintona habituada ao celibato e à solidão, encanta-se com José Serra, exibicionista profissional com um sorriso tímido.
José Serra sempre achou melhor poupar Marina às imundices da sua vida. A atração não foi coisa imediata: quando conheceu Marina, José pensou que com aquela rapariga poderia envolver-se por uns tempos. O que não imaginava era que ela viria a transformar a sua vida. Nem em sonhos teria conseguido imaginar.
José morre prematuramente e Marina, viúva e com o negócio do tio em mãos, nunca deixa de pensar no seu adorado marido: " Se é certo que desde pouco tempo depois de enviuvar estive com muitos homens e, na maior parte desses encontros, não passei mal, ninguém mais do que o José, que descanse em paz, é capaz de fazer cócegas na minha imaginação e na minha memória".


Visite-nos também.
Leve As aventuras de Marina Pons consigo.

Ilustração de Beryl Cook

"Agora, que não tenho marido, poderia dizer que o sou de muitos, 
mas seria falso; é verdade que posso habituar-me a quem me apetecer, 
mas de facto não sou mulher de ninguém".









fevereiro 13, 2019

SABES, AMOR, ESTIVE A PENSAR


Ilustração de Leandro Lamas

"É fácil ficar apaixonado; o que não é tão fácil é manter essa paixão.
Todos desejamos que o amor seja duradouro e que possamos viver felizes para sempre.
Não há ninguém que, ao decidir casar, comunique o seguinte ao parceiro: "Sabes, amor, estive a pensar. Vamos casar e ter uma vida maravilhosa durante dois ou três anos. Depois disso, cansamo-nos um do outro e pedimos o divórcio. O que achas?" 
Ou então: "Querido, vamos viver juntos e ter uma vida sexual incrível durante cinco anos; depois, vamos começar a discutir, alimentar ressentimentos, ter alguns casos extraconjugais e, finalmente, separamo-nos."

Ilustração de Leandro Lamas

"A maioria das pessoas não sabe como resolver os problemas relacionados com o amor e os relacionamentos e, por isso, acabam por escolher as piores soluções.
Claro que a primeira opção é simplesmente ignorar o problema e esperar que ele se resolva por si mesmo. Outra das alternativas é justificar o problema, tentando acreditar que não existem relacionamentos "perfeitos" e esperar mais daquela relação seria uma atitude imatura e irrealista. Também se pode tentar colocar todas as culpas no outro. Até se pode chegar ao ponto de deixar aquela pessoa, só para encontrar mais tarde um outro relacionamento que traga de novo o mesmo tipo de problema. Há quem prefira saltitar de parceiro em parceiro, numa tentativa de evitar conflitos e problemas, e há quem julgue ser menos assustador manter a relação atual do que correr riscos de a perder, desistindo assim de mudar."




Ao requisitar este livro na Biblioteca Municipal,
 o Leitor vai estar perante uma panóplia de situações com as quais seguramente se identifica.
O Leitor irá aprender as técnicas que lhe permitirão enriquecer os seus
 relacionamentos, com um amor maior e uma melhor comunicação e cooperação.

Ilustração de Leandro Lamas

SEM AMOR, TUDO O MAIS FALHARÁ




janeiro 09, 2019

MAS NÃO HOUVE UM "DEPOIS"



Na noite de 30 de julho de 1994, a pacata vila de Orphea, na costa leste dos Estado Unidos, assiste ao grande espetáculo de abertura do festival de teatro. Mas o presidente da Câmara está atrasado para a cerimónia ...
Ao mesmo tempo, Samuel Paladin percorre as ruas desertas da vila à procura da mulher, que saiu para correr e não voltou. Só pára quando encontra o seu corpo em frente à casa do presidente da Câmara. Dentro da casa, toda a família do presidente está morta.
A investigação é entregue a Jesse Rosenberg e Derek Scott, dois jovens polícias do Estado de Nova Iorque. Ambiciosos e tenazes, conseguem cercar o assassino e são condecorados por isso. 
Vinte anos mais tarde, na cerimónia de despedida de Rosenberg da Polícia, a jornalista Stephanie Mailer confronta-o com uma revelação inesperada: o assassino não é quem eles pensavam, e a jornalista reclama ter informações-chave para encontrar o verdadeiro culpado.
Dias depois, Stephanie desaparece.


Caro Leitor, 
lembra-se da leitura viciante sobre 

Agora vai querer saber o que aconteceu a Stephanie Mailer 
e o que aconteceu realmente no verão de 1994





"Escrevo porque gosto de ler romances e é isso que quero fazer"
                                                                                                                       Joel Dicker




Joel Dicker, nasceu a 16 de junho de 1985, em Genebra, Suíça.
Começou a escrever em revistas muito novo. Trabalhou como jornalista. Teve livros recusados.
"Houve muitos livros, antes de chegar ao crime, que não foram aceites pelos editores."
A publicação do seu segundo romance faz dele um fenómeno literário global: A verdade sobre o caso Harry Quebert foi publicado em 33 países, vendeu mais de 4 milhões de exemplares, venceu o prémio de melhor romance da Academia Francesa de Letras, o Prix Goncourt des Lycéens, o prémio da revista Lire para melhor romance em língua francesa e, agora transformado em série de sucesso, aos domingos às 22h10, em exclusivo no canal AMC, com Patrick Dempsey como protagonista.
O Desaparecimento de Stephanie Mailer é o seu quarto romance, com um ritmo vertiginoso, entrelaçando tramas, personagens, surpresas e volte-faces, sacudindo o leitor e impelindo-o, sem possibilidade de parar, até ao inesperado e inesquecível desenlace.



"- Em 1994, enganou-se quanto ao culpado do crime."




Boa Leitura






dezembro 07, 2018

12.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO


FRAGMENTOS é a denominação de uma página, que encontrou ao longo deste ano nos nossos blogues. No ano em que se assinalou o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal publicou 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, demos o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



Hoje publicámos o 
12.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO. 


Não deixe de passar por AQUI







novembro 21, 2018

MÃE, ONDE É QUE TU ESTÁS?


"Agora temos todo o tempo do mundo. 
Tirando o facto de eu estar mais para lá do que para cá e o
 John mal se lembrar do próprio nome. Mas não faz mal.
 Eu lembro-me. Entre nós, somos como uma só pessoa". 


Helen Mirren e Donald Shutherland - Ella e John

Os Robina partilharam uma vida maravilhosa por mais de sessenta anos. Agora, já com oitenta e tal, Ella tem cancro e John sofre de Alzheimer. Na ânsia de viver uma grande aventura, estes "velhotes em apuros" fogem da supervisão dos filhos e dos médicos, que parecem querer controlar-lhes as vidas, deixando para trás a sua casa nos arredores de Detroit, decididos a viver uma férias proibidas e a redescobrir toda uma vida. Com ela a fazer de atenta copiloto, John conduz a caravana Leisure Seeker de 78 pelas vias esquecidas da Rota 66 até à Disneyland, em busca de um passado muito doloroso de recordar. Mas apesar disso, Ella está decidida a demonstrar que tudo se pode repetir na vida... mesmo que todos digam o contrário.


Uma Viagem Inesquecível
Escrito por Michael Zadoorian
Editado pela Harper Collins



"Foi uma viagem fenomenal. Diverti-me imenso. Se tivéssemos ficado em casa, as coisas tinham piorado muito mais cedo, acreditem.  Eu teria sofrido muito mais. Teria sido submetida a todas as indignidades que a medicina moderna tem para oferecer e nada teria mudado. Eventualmente, seria enviada para casa para morrer. E depois, apesar de todos os seus desejos, o John seria enviado para uma casa de repouso. Para ele haveria um declínio final de um ano ou dois ou três, cada um pior do que o outro.
E por fim, seria o final infeliz. Um de nós sem o outro. Era o que aconteceria se não acabasse a história desta forma."




Michael Zadoorian, escritor norte-americano, nasceu a 26 de fevereiro de 1975, em Detroit, Michigan.
O livro que hoje divulgamos foi um best seller a quando da sua publicação em 2009.
Em 2017, foi adaptado ao cinema pelo realizador Paolo Virzi, tendo como protagonistas os atores Helen Mirren e Donald Sutherland.
Veja o filme e leia o livro.



"Uma Viagem Inesquecível é praticamente como a própria vida:
 jovial, dolorosa, comovente, trágica, misteriosa e a não perder."
                                                                                      Booklist





novembro 16, 2018

11.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO


FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



Hoje publicámos o 
11.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO. 


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novembro 07, 2018

NADA DO QUE VIVEMOS NA INFÂNCIA É A FEIJÕES



"À medida que vamos reconstituindo o fio à meada e indo lá atrás de tudo, é fácil darmo-nos conta de que muito do que nos viria a marcar a vida toda começou muito cedo e, à vezes, sem  darmos por isso e sem o termos associado a qualquer coisa que nos despertou na infância. (...)
Eu habituei-me - não por especial mérito meu, mas porque não havia outra solução, e o ser humano foi feito para resistir e se adaptar. E não apenas me habituei e adaptei, como também tirei todo o partido da situação: os meus tempos no Carvalhal foram dos mais felizes da minha vida e, seguramente, dos mais importantes para o que eu viria a ser depois. Não é impunemente que um tipo cresce a comer arroz de feijão todos os almoços e cebola crua com sal e broa todos os lanches."


Hoje divulgamos um livro de memórias e de reflexões: da infância à juventude, do jornalismo à política, que tem como pano de fundo a História Contemporânea do nosso país e que começa em 1960 e termina em 2010.


"Isto não é um livro de pró-memória, 
mas para deixar registado 
o que me lembro antes de me esquecer."
                                                                                  Miguel Sousa Tavares



O seu autor, já conhecido dos nossos Leitores, é Miguel Sousa Tavares.
O livro intitula-se Cebola Crua com Sal e Broa: da infância para o mundo



Pode um homem viver impunemente começando a sua infância numa aldeia do Marão, comendo cebola crua com sal todas as merendas? E daí saltar para o mundo cinzento e as manhãs submersas da vida salazarenta da Lisboa dos anos sessenta? Acordar na manhã luminosa do 25 de Abril e descobrir que, afinal, éramos todos anti-fascistas e revolucionários e, logo depois, ir ao encontro do mundo e descobrir-se a si mesmo como uma testemunha privilegiada de tempos incríveis que, não os narrando, teria sepultado para sempre na cinza dos dias inúteis?
Declaro que vi. E, por isso, conto. Antes que a água tudo lave e apague.




Para ficar a conhecer um pouco mais do autor, veja AQUI


"Sempre tive uma certeza, 
a de que a infância me determinou muito."
                                                                                   Miguel Sousa Tavares



BOA LEITURA


outubro 29, 2018

A SOCIEDADE LITERÁRIA DA TARTE DE CASCA DE BATATA




Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros. É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet. Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.
Fascinada pela história da dita Sociedade Literária, e ainda mais pelos seus novos amigos, Juliet parte para Guernsey. O que encontra na ilha mudará a sua vida para sempre.


UM DOS MELHORES LIVROS DO ANO...
UM ROMANCE DELICIOSO, INESQUECÍVEL.
BOOKPAGE


O livro foi recentemente adaptado ao cinema, sob a direção de Mike Newell, o mesmo realizador de Quatro Casamentos e um Funeral e Harry Potter e o Cálice de FogoO filme Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata conta com a participação de Lily James (Downton AbbeyCinderela) no papel da escritora Juliet Ashton. Veja a seguir o trailer.






Aceite a nossa sugestão.
Passe por cá, requisite o livro, leia-o e na próxima 5.ª feira, aproveite o feriado para ver o filme. 
Depois ... deixe-nos a sua opinião.










outubro 10, 2018

10.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO


FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



Hoje publicámos o 
10.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO. 


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setembro 19, 2018

NA IGREJA TEM DE HAVER LIBERDADE DE PENSAR E DE INTERPRETAR


Ilustração de André Carrilho



Numa altura em que a Igreja Católica está envolta em polémica, o Papa Francisco tem pela frente uma missão gigantesca.
A credibilidade da Igreja como instituição bateu no fundo. A pedofilia tem de acabar, assim como os escândalos com o Banco do Vaticano. Os Direitos Humanos têm de ter significado também dentro da Igreja: liberdade de investigação, de opinião, de expressão. As mulheres não podem ser discriminadas. A moral sexual deve ser revista, bem como a lei do celibato.


Os desafios que o Papa Francisco tem pela frente, o Leitor vai encontrá-los neste livro.
Disso nos dá conta o padre Anselmo Borges.


"Este é um livro altamente inspirador para as gerações que vivem os tempos conturbados dos nossos dias. [...] uma obra tão importante, que nos permite conhecer melhor o Papa Francisco - buscador da paz, do diálogo inter-religioso, da renovação da Igreja, da defesa da Natureza, do combate à desigualdade, da afirmação intransigente dos direitos Humanos"
                                                                                                          Artur Santos Silva




"O que é admirável em Anselmo Borges é que ele pronuncie a palavra liberdade
 na casa da Igreja, com a naturalidade e a coragem próprias
 de quem deseja defender o essencial".
                                                                                                          Lídia Jorge



Anselmo da Silva Borges, nasceu a 20 de julho de 1944, em Paus, Resende. É um padre católico, professor universitário e ensaísta. Aos 19 anos decidiu ser padre e foi ordenado pelo cardeal Cerejeira. Nunca deixou a igreja, mas escolheu a via da crítica ativa.
"Posso ser um bom católico e não acreditar em Fátima porque não é um dogma. Não me repugna, contudo, que as crianças, os chamados três pastorinhos, tenham tido uma experiência religiosa, mas à maneira das crianças e dentro dos esquemas religiosos da altura. É preciso também distinguir aparições de visões. É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima."

O padre Anselmo Borges considera que o Papa Francisco, que celebrou a 13 de março cinco anos de pontificado, foi desde a primeira hora um papa diferente e com a preocupação de tornar a Igreja próxima das pessoas.
O papa, que escolheu chamar-se Francisco inspirado em Francisco de Assis, reúne as qualidades  dos jesuítas e dos franciscanos, tem mais simpatia fora da Igreja do que na hierarquia católica.





"O que mais noto aqui é que o Papa Francisco não está vivo e operante,
 em primeiro lugar, na hierarquia católica. 
Diria até que há mais simpatia para com ele fora da Igreja"
                                                                                                                  Anselmo Borges
                                                







BOA LEITURA






setembro 13, 2018

9.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO




FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



Hoje publicámos o 
9.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO. 


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agosto 16, 2018

8.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO




FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



Hoje publicámos o 
8.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO. 


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agosto 08, 2018

O LEMA DOS STARK É O INVERNO ESTÁ A CHEGAR







A temporada final da Guerra dos Tronos vai estrear nas nossas 
televisões no primeiro semestre de 2019. 
Enquanto isso, que tal aproveitar as férias para ler 
"A melhor fantasia dos últimos 50 anos" segundo The Denver Post?




Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo para lá da qual cresce uma ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.







George R. R. Martin prova porque é o maior escritor de fantasia da atualidade. Com a sua imaginação poderosa, a sua escrita inteligente e as suas personagens cativantes, volta a deixar o leitor rendido e a ansiar por mais.
Se gosta de um romance histórico épico, de um thriller arrepiante, de uma aventura emocionante, de uma fantasia credível e, em suma, de uma grande leitura... então estas aventuras são para si.






George R. R. Martin nasceu a 20 de setembro de 1948 em Bayonne, New Jersey. Começou a escrever muito jovem, vendendo histórias de monstros às crianças suas vizinhas.
Trabalhou dez anos em Hollywood como escritor e produtor de diversas séries e filmes de grande sucesso (Twilight Zone; A Bela e o Monstro).
Autor de muitos bestsellers, foi em meados dos anos 90 que começou a sua mais famosa obra:
A Guerra dos Tronos.






"Em nome de Robert da Casa Baratheon, o Primeiro do Seu Nome, rei dos Ândalos e dos Roniares e dos Primeiros Homens, Senhor dos Sete Reinos e Protetor do Domínio, pela voz de Eddard da Casa Stark, Senhor de Winterfell e Guardião do Norte, ..."




Boa Leitura


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