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agosto 12, 2026

MARIDOS E AMANTES

 






Maridos e Amantes, de Beatriz Williams, é um romance envolvente que entrelaça duas histórias separadas por mais de setenta anos, revelando como os segredos do passado continuam a moldar o presente.
Na Nova Inglaterra dos dias de hoje, Mallory Dunne enfrenta a maior provação da sua vida quando o filho adoece gravemente. Enquanto procura desesperadamente um dador compatível, descobre verdades inesperadas sobre a história da sua família e vê-se obrigada a revisitar um amor que julgava encerrado. Em paralelo, o leitor é transportado para o Cairo dos anos 1950, onde Hannah Ainsworth, sobrevivente do Holocausto, se vê dividida entre o dever, a paixão e os perigos de um mundo marcado pela espionagem e pela instabilidade política.
Com uma escrita elegante e personagens profundamente humanas, Beatriz Williams constrói um romance onde o amor, a perda, a maternidade, os sacrifícios e os laços familiares se cruzam de forma emocionante.
Entre cenários históricos fascinantes e um enredo repleto de mistério, Maridos e Amantes é uma leitura cativante que convida a refletir sobre as escolhas que fazemos e o impacto que elas podem ter ao longo de várias gerações.



Venha descobrir este romance na Biblioteca Municipal da Marinha Grande
deixe-se envolver por uma história inesquecível, 
onde o passado nunca deixa verdadeiramente de nos acompanhar.








Beatriz Williams é uma escritora norte-americana reconhecida pelos seus romances de ficção histórica, nos quais combina acontecimentos reais, mistério, romance e personagens memoráveis. Antes de se dedicar à escrita, licenciou-se na Universidade de Stanford e trabalhou durante vários anos na área das finanças, em Londres e Nova Iorque.
Estreou-se como romancista em 2012 e, desde então, tornou-se uma presença constante nas listas de livros mais vendidos do The New York Times. As suas obras distinguem-se pela cuidada recriação histórica, pelos enredos que alternam entre diferentes épocas e pela forma como explora as relações humanas, os segredos de família e o papel das mulheres em momentos marcantes da História.
Traduzidos para diversas línguas, os seus livros conquistaram leitores em todo o mundo, consolidando Beatriz Williams como uma das vozes mais apreciadas da ficção histórica contemporânea.



"Este trabalho de Williams, uma ficção histórica disfarçada de leitura de verão, acompanha um casal fascinante e brilhantemente criado, e as descrições de um tenso Cairo pós-guerra são simultaneamente imponentes e detalhadas. O resultado é um livro que nos agarra como um bom filme, e que nos apanha de surpresa"
                                                                                                            The New York Times










agosto 07, 2026

O DIREITO DE NÃO FAZER NADA




 


 Há dias em que o melhor plano é... não ter plano nenhum.

Depois de um ano inteiro de trabalho, compromissos e horários, parar não é um luxo: é um direito. É nesses momentos de descanso, em que o tempo parece abrandar, que podemos recuperar energias, respirar fundo e simplesmente desfrutar do prazer de não fazer nada.

Mas esse "não fazer nada" pode ganhar um companheiro perfeito: um bom livro. Sem pressas, sem obrigações, apenas o prazer de ler ao ritmo das férias, da sombra de uma árvore, da praia, da varanda ou do sofá.

Na Biblioteca Municipal da Marinha Grande há histórias para todos os gostos: romances que nos fazem viajar, policiais que prendem até à última página, biografias inspiradoras, livros de aventura, fantasia, poesia ou ciência. Há sempre um livro à espera de tornar esses momentos de descanso ainda mais especiais.


Se vai aproveitar o merecido tempo de pausa, passe pela biblioteca.
 Temos, de certeza, o livro certo para animar esse delicioso "estar sem fazer nada".





Porque descansar também é ler. 
E ler é uma das melhores formas de aproveitar o tempo.


julho 29, 2026

OLHO POR OLHO




Olho por Olho, de Jeffrey Archer, é um thriller envolvente que combina vingança, justiça e intriga política, confirmando o talento do autor para criar narrativas cheias de ritmo e reviravoltas.
Neste romance, a determinação de um homem em fazer justiça leva-o a enfrentar adversários poderosos, num jogo perigoso onde cada decisão pode alterar o destino de todos os envolvidos. Entre conspirações, interesses ocultos e dilemas morais, o autor conduz o leitor por uma trama inteligente que prende da primeira à última página.

Com capítulos curtos, suspense constante e personagens bem construídas, Olho por Olho, gentilmente oferecido pela MJReads, é uma leitura ideal para quem aprecia romances de ação, mistério e estratégia, onde nada é exatamente o que parece.

Porque vale a pena ler este livro?

Porque Jeffrey Archer transforma uma história de vingança num intenso confronto entre ética,
 poder e justiça. Olho por Olho é um romance impossível de largar, que desafia o leitor
 a refletir sobre até onde se pode ir para corrigir uma injustiça e se
 a vingança consegue, alguma vez, substituir a verdadeira justiça.


Jeffrey Archer nasceu a 15 de abril de 1940, em Londres, Inglaterra. É um dos mais conhecidos autores britânicos de ficção contemporânea, com mais de 300 milhões de livros vendidos em 114 países e é publicado em 47 línguas. 
É o único autor que foi número 1 de vendas nos géneros de ficção, contos e não-ficção.
Antes de se dedicar em exclusivo à escrita, teve uma carreira na política. Foi deputado pelo Partido Conservador e, mais tarde, membro da Câmara dos Lordes. A sua vida pública ficou marcada por sucessos, mas também por polémicas e problemas judiciais, experiências que muitos leitores consideram ter enriquecido a forma como retrata o poder, a ambição e a natureza humana nos seus romances.
Estreou-se na literatura em 1976 com Not a Penny More, Not a Penny Less (Nem Mais um Tostão, Nem Menos um Tostão). O reconhecimento internacional chegou pouco depois com Kane e Abel, um dos seus maiores êxitos editoriais. Desde então, publicou numerosos romances de suspense, intriga política e drama, destacando-se também as séries As Crónicas de Clifton e William Warwick, muito apreciadas pelos leitores.
A  sua escrita caracteriza-se por tramas bem construídas, capítulos curtos, ritmo acelerado e reviravoltas surpreendentes, qualidades que fizeram dele um dos autores mais populares do género do thriller e da ficção de entretenimento. As suas obras continuam a conquistar leitores em todo o mundo pela capacidade de prender a atenção da primeira à última página.


"Provavelmente o melhor contador de histórias dos nossos dias"
The Times






julho 24, 2026

MORTE NO PARQUE

 O autor português mais lido da nossa Biblioteca em 2025 está de volta!

Depois de conquistar os leitores da nossa Biblioteca e de se tornar
  o autor português mais requisitado 
Lourenço Seruya regressa com um novo e eletrizante thriller:  


Livro gentilmente oferecido pela MJReads com dedicatória
aos leitores da BM da Marinha Grande

Tudo começa numa residência literária em Serralves, onde seis escritores procuram inspiração. Mas a tranquilidade é interrompida pela descoberta de um cadáver. O assassino continua no parque… e cada página aproxima o leitor da verdade, numa investigação repleta de suspense, reviravoltas e segredos.
Assim que começa a investigar os escritores e os funcionários, o inspetor Bruno Saraiva conclui que nenhum deles tinha motivos para desejar aquela morte. Terá a escuridão confundido o assassino, levando-o a matar a pessoa errada?
Apesar de todo o esforço, a Polícia não consegue fazer progressos na investigação. Até que é encontrado outro cadáver... 



Se já é fã de Lourenço Seruya, esta é uma leitura imperdível. 

Se ainda não conhece a sua escrita, Morte no Parque é o convite perfeito para descobrir um dos nomes mais cativantes da literatura policial portuguesa da atualidade.


Visite a Biblioteca, descubra este novo livro e deixe-se envolver por um mistério do qual será impossível escapar. 
Esperamos por si!




julho 15, 2026

A CARTEIRA

Este é um romance para quem aprecia personagens inesquecíveis, 
retratos de época rigorosos e romances que recordam 
que uma única pessoa pode transformar a vida de muitos.
Uma leitura emocionante que celebra a liberdade,
 a resiliência e o poder das pequenas ações para mudar o curso da História.


A Carteira é um romance que nos transporta até ao sul de Itália dos anos 30, onde a tradição e os costumes parecem determinar o destino de cada pessoa. É neste cenário que surge Anna Allavena, uma mulher vinda do Norte, cuja independência, coragem e determinação desafiam as convenções de uma pequena aldeia.
Quando decide candidatar-se ao lugar de carteira, tornando-se a primeira mulher a distribuir correspondência na comunidade, Anna não leva apenas cartas de porta em porta. Leva esperança, aproxima pessoas, guarda segredos, testemunha amores, despedidas e reencontros. Ao longo de duas décadas marcadas pelas transformações sociais  e pela Segunda Guerra Mundial, torna-se o elo invisível que une uma população inteira.


Francesca Giannone  nasceu em 1982, na região da Apúlia, no sul de Itália, onde vive atualmente. Formou-se em Ciências da Comunicação e trabalhou durante vários anos no setor da comunicação, antes de se dedicar inteiramente à escrita. 
Estreou-se na literatura com este romance, que sugerimos aos nossos leitores, e que foi inspirado na história da sua bisavó, a primeira mulher carteiro numa pequena localidade da Apúlia.
Publicado em 2023, o livro tornou-se um enorme sucesso editorial em Itália, conquistando leitores e crítica, permanecendo durante meses no top de vendas. 
A escrita de Francesca Giannone destaca-se pela capacidade de recriar ambientes históricos, construir personagens femininas fortes e explorar temas como  a família, a identidade, a emancipação feminina e o poder das relações humanas. 
Este romance foi distinguido com o prestigiado Prémio Bancarella 2023, um dos mais importantes galardões literários italianos.



Deixe-se conquistar por este romance inesquecível.
Requisite-o na Biblioteca e descubra porque há histórias que permanecem connosco muito depois da última página.





julho 01, 2026

A CHEFE DOS MAUS

Se o Leitor procura um livro que quebre a rotina das leituras habituais,
  A Chefe dos Maus
do escritor Ricardo Adolfo é a escolha certa nossa mostra de sugestões de leitura.
Este romance afasta-se dos clichés literários e oferece uma viagem alucinante, 
satírica e sem filtros pelo submundo de Tóquio.
Se procura uma leitura previsível, talvez este não seja o livro certo.
Mas se gosta de uma escrita irreverente e de histórias que desafiam convenções, 
então este é o livro que merece sair da Biblioteca consigo.


A história arranca com uma premissa genial e absurda: uma sucursal da máfia em Tóquio recebe ordens da sede para aumentar as quotas de diversidade de género na direção. Para evitar problemas, o "Chefe dos Chefes" promove  a sua discreta assistente a estagiária de liderança. Boicotada por todos, ela decide fazer o impensável para singrar: aprende a gerir negócios ilegais, a fazer cobranças violentas e descobre que tem um talento inesperado para o poder.
O resultado é um romance surpreendente, simultaneamente divertido e inquietante, que nos faz rir enquanto nos obriga a pensar sobre o trabalho, a ambição, a desigualdade e os mecanismos de poder que também existem nas empresas aparentemente respeitáveis.

Uma voz singular da literatura portuguesa contemporânea


Nascido em Luanda, em 1974, e a viver em Portugal desde a infância, Ricardo Adolfoconstruiu uma obra marcada pela originalidade e pela diversidade temática. Os seus romances desafiam lugares-comuns, transportando os leitores para universos improváveis sem perder de vista as questões humanas que nos são mais próximas: a ambição, o poder, a identidade, o acaso e as escolhas que moldam a vida.
A sua escrita distingue-se pelo ritmo cinematográfico, por personagens complexas e por uma imaginação capaz de transformar cenários distantes em histórias surpreendentemente próximas.
Ricardo Adolfo era uma dos poucos escritores portugueses contemporâneos sobre quem Lobo Antunes tinha curiosidade e de quem disse sobre os seus livros: " Uma maneira de falar completamente nova na literatura portuguesa".   
Em A Chefe dos Maus, leva-nos até Tóquio para construir uma narrativa simultaneamente divertida, satírica e profundamente crítica sobre as relações de poder no mundo contemporâneo.
Ler Ricardo Adolfo é descobrir um escritor que recusa fórmulas fáceis e que convida o leitor a sair da sua zona de conforto. Cada livro é uma nova viagem, um novo cenário e uma nova forma de olhar para o mundo. 
Se ainda não conhece a sua obra, esta é uma excelente oportunidade para começar. Talvez A Chefe dos Maus seja o primeiro livro de Ricardo Adolfo que leva para casa — mas dificilmente será o último.

Leve-o consigo.
Os outros livros podem esperar; esta chefe, dificilmente.





junho 24, 2026

DESCOBRIR NOVOS AUTORES É UMA DAS GRANDES MISSÕES DA BIBLIOTECA

 


Ao divulgar novos livros e novos escritores, a biblioteca convida cada leitor a sair da sua zona de conforto, a explorar outros géneros literários e a viajar por diferentes geografias e sensibilidades. Cada livro ou autor desconhecido que chega às estantes é uma oportunidade para encontrar uma história inesquecível ou um autor que passe a fazer parte das suas leituras favoritas.
Ler novos autores é alargar horizontes e descobrir que a literatura não tem fronteiras. E a biblioteca, enquanto espaço de livre acesso à cultura e conhecimento, assume o papel de mediadora dessa descoberta.


Promover essa descoberta é democratizar a cultura. Quando uma biblioteca aposta num novo autor, garante que a literatura continua viva, dinâmica e em constante renovação.
Afinal, todos os grandes clássicos de hoje foram, um dia, tesouros escondidos à espera de serem descobertos numa estante.

Porquê arriscar um autor desconhecido?
Pela surpresa total, pela  sensação de ler algo sem qualquer expetativa, 
ler histórias em formatos ousados, temas inovadores.
Arrisque, leia um autor desconhecido.

Antes de ir de férias, 
visite-nos e aceite as nossas sugestões de leitura.






junho 05, 2026

UMA HEROÍNA ESQUECIDA PELA HISTÓRIA



Há livros que nos transportam para lugares distantes, não apenas geografias diferentes, mas formas diferentes  de sentir, resistir e recordar. O livro que hoje divulgamos junto dos nossos leitores, A Mulher sem Sepultura, da escritora argelina Assia Djebar, é uma dessas obras raras que abre portas para outras latitudes e outras vozes, tantas vezes ausentes das estantes mais procuradas. 
Inspirado na história real de Zoulikha, heroína da resistência argelina desaparecida durante a luta contra a ocupação francesa, este romance mistura memória, testemunho e poesia para reconstruir a vida de uma mulher cuja ausência continua viva. 
Mais do que contar uma história individual, Assia Djebar dá voz às mulheres silenciadas pela guerra, pela tradição e pelo tempo.
A escrita é delicada, intensa e profundamente humana. Ao longo das páginas, o leitor entra numa Argélia marcada pela violência e pela esperança, mas também descobre emoções universais tais como a coragem, a perda, a dignidade e a necessidade de preservar a memória.

Ler A Mulher sem Sepultura é também descobrir uma literatura diferente da habitual tradição europeia ou norte-americana. É viajar através da cultura magrebina, conhecer outras realidades históricas e perceber como a literatura pode aproximar mundos aparentemente distantes.
Para quem gosta de romances marcantes, de histórias de mulheres fortes e de livros que nos ajudam a olhar o mundo de uma forma mais ampla, esta é uma leitura indispensável.


"Assia Djebar, oscilando entre a esperança e o desespero, narra de forma emocionante a luta travada pelas mulheres para poderem, finalmente, olhar de frente o Sol"
                                                                           Le Monde


Assia Djebar, pseudónimo literário de Fatema Zohra Imalayen, nasceu a 30 de junho de 1936, na cidade de Cherchell, na Argélia, então sob o domínio colonial francês, e tornou-se uma das mais importantes vozes da literatura francófona do século XX.
Escritora, historiadora, cineasta e intelectual, dedicou grande parte da sua obra à condição das mulheres argelinas, à memória coletiva e às marcas do colonialismo.
Filha de um professor, teve acesso à educação numa época em que muitas raparigas argelinas eram privadas da escola. Estudou em Argel e mais tarde na prestigiada École Normale Supérieure, em Paris, sendo uma das primeiras mulheres argelinas a frequentar aquela instituição.
Ativista na sua juventude, foi expulsa temporariamente daquela instituição após participar em greves estudantis a favor da independência da Argélia.


Em 2005, Assia Djebar foi eleita para a Academia Francesa, tornando-se a primeira autora do Magrebe a integrar esta instituição, um reconhecimento internacional da importância da sua obra literária e intelectual.
O seu nome foi apontado como forte candidato ao Prémio Nobel da Literatura por inúmeras vezes e os seus livros estão traduzidos em 23 línguas.
Faleceu em Paris, a 6 de fevereiro de 2015, mas continua a ser uma referência essencial da literatura africana e francófona contemporânea e uma das maiores vozes da emancipação das muçulmanas. Os seus livros permanecem atuais pela forma como abordam temas como a liberdade, a memória, a guerra e o papel das mulheres na sociedade.


Porque a Literatura não tem fronteiras, cada novo livro vindo de outras latitudes é uma oportunidade de alargar horizontes.





maio 22, 2026

CORPOS ESTRANHOS

Num tempo em que o mundo ainda vive as consequências da pandemia de COVID-19 e observa com inquietação o reaparecimento de surtos associados ao Hantavirus, a leitura de Corpos Estranhos, do historiador Simon Schama, torna-se surpreendentemente atual. 
Neste livro, que hoje divulgamos, o autor conduz-nos por episódios da História em que o medo da doença, do contágio e do "outro" moldou sociedades inteiras. Mais do que falar apenas de medicina, Simon Schama mostra como os corpos considerados "estranhos", diferentes e desconhecidos despertam reações de medo, exclusão e desconfiança. É impossível não estabelecer um paralelismo com o século XXI.
Durante a pandemia de COVID-19, assistimos a fronteiras fechadas, isolamento social, suspeição perante o próximo e uma avalanche de informação e desinformação. O vírus transformou hábitos, alterou relações humanas e expôs fragilidades sociais e políticas. Tal como Simon Schama demostra ao longo da História, a doença nunca é apenas biológica: ela revela medos profundos, desigualdades e tensões coletivas.



O paralelismo entre a obra "Corpos Estranhos" de Simon Schama e as crises sanitárias do século XXI, como a pandemia de COVID-19, o recente surto de hantavírus num navio de cruzeiro e ainda mais recentemente o surto de ebola na República Democrática do Congo, comprova a tese central do livro: as reações humanas ao contágio repetem-se de forma quase idêntica ao longo dos séculos. O medo não é apenas biológico; é social, político e psicológico.


O verdadeiro protagonista deste livro é Waldemar Haffkine, um microbiologista judeu, nascido em Odessa (atual Ucrânia), que trabalhou no prestigiado Instituto Pasteur em Paris. Haffkine, louvado em Inglaterra como "o salvador da humanidade", viajou para a Índia britânica e criou as primeiras vacinas em massa do mundo contra a cólera e a peste bubónica, salvando milhões de vidas. 


"Uma história global da vacinação, ao longo da qual ficamos a conhecer o seu companheiro de viagem mais frequente: a desconfiança."
                                                                                           The Economist



Simon Schama nasceu em Londres, a 13 de fevereiro de 1945, no seio de uma família judaica com origens lituanas e turcas. É considerado um dos mais reconhecidos historiadores contemporâneos, distinguindo-se pela capacidade de transformar a História numa narrativa viva, acessível e profundamente humana.
É professor universitário de História da Arte e de História na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. As sua obras, várias vezes premiadas, estão publicadas em quinze línguas.
Escreveu e apresentou quarenta filmes para a BBC, PBS e Canal de História sobre temas tão diversos como Tolstói, a política americana e Shakespeare, e ganhou um Emmy em 2007 por The Power of Art.
Conhecido pelo estilo apaixonado e eloquente, Simon Schama procura mostrar que a História não é apenas uma sucessão de datas e acontecimentos, mas um espelho das emoções, dos medos e das contradições humanas. 
Em 2019, foi armado cavaleiro do Império Britânico, pelo seu contributo como historiador.



Escrito no rescaldo da pandemia de COVID-19, Schama utiliza o passado para nos mostrar que o medo do contágio, a desconfiança na ciência e a resistência às vacinas não são fenómenos novos, mas sim constantes históricas.







abril 29, 2026

OS ALFERES

"Sabia lá eu o que era Timor... Uma vaga ilha no termo do mundo, verdejante e quente, exótica a mais não poder, mas em paz, sobretudo em paz. Por esses dias, fui muito felicitado. Perguntavam-me que empenhos tinha arranjado, que influências teria enternecido... Nada, a minha sorte deveu-se ao castigo duma falta militar análoga ao abandono de posto, numa vez em que me coube ser oficial de dia no meu quartel. Por uma destas ironias em que os costumes militares são vezeiros, elegendo por sistema o que for adverso ao senso comum, como efeito dos cinco dias de prisão a que então fui condenado, coube-me Timor na rifa." 


Publicado originalmente em 1989, Os Alferes, do escritor Mário de Carvalhoé um livro do contos marcante da literatura portuguesa contemporânea, onde o seu autor nos conduz a cenários de guerra e de ocupação colonial, explorando as contradições humanas em situação limite.

Três histórias. Três jovens oficiais. 
Três momentos em que a guerra revela o melhor e o pior do ser humano.

As histórias que compõem este livro, que hoje divulgamos, decorrem em cenários da Guerra Colonial, em África, Angola e Timor, conflito esse que foi longo, desgastante, que marcou profundamente a sociedade portuguesa, e foi uma das principais causas que conduziram à Revolução de 25 de Abril.
Os jovens oficiais aqui retratados vivem a incerteza, o medo e o absurdo da guerra. São homens comuns, muitas vezes sem compreender muito bem o sentido da missão que lhes foi confiada, o que ajuda a entender o ambiente de desgaste e contestação que antecedeu a revolução.

Este livro foi publicado no Brasil, França e Itália, país onde recebeu o Prémio Internazionalle Città di Cassino.

O primeiro conto, "Era uma vez um Alferes", foi adaptado por duas vezes para cinema pelos realizadores Luís Filipe Costa e Júlio Alves, e uma vez para teatro, por Otile Ehret.


Mário de Carvalho nasceu a 25 de setembro de 1944 em Lisboa. Licenciou-se em Direito e viu o serviço militar interrompido pela prisão. Desde muito cedo esteve ligado aos meios da resistência contra o salazarismo, foi condenado a dois anos de prisão, tendo de se exilar após cumprir a maior parte da pena. Depois do 25 de Abril, exerceu advocacia em Lisboa. 
O seu primeiro livro causou surpresa pelo inesperado da abordagem ficcional. A sua obra tem diversos géneros literários (romance, conto, novela e teatro), percorrendo várias épocas e ambientes, com uma escrita extremamente versátil. 
Os seus livros estão traduzidos em várias línguas.
Recebeu, ao longo da sua carreira vários prémios, entre eles: 
  • Prémio Fernando Namora  
  • Prémio Vergilio Ferreira
  • Prémio Giuseppe Acerbi e Citá Cassino (em Itália)
  • Prémio Pen Clube
  • Prémio Internacional Pégaso
Em 9 de junho de 2014 foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Miliar de Sant'Iago da Espada e a 22 de novembro de 2021, foi agraciada com o grau da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.


"Os Alferes" é uma leitura breve, intensa e inesquecível sobre escolhas, medo e humanidade.
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.


Ler este livro é compreender melhor o caminho 
que levou Portugal à democracia  



abril 24, 2026

ABRIL


"Não conheço quem não tenha "o dia mais feliz da minha vida". (...) Mas é muito frequente encontrar quem diga sem rodeios que o 25 de Abril foi o dia mais feliz da sua vida. Pode ser que se trate de uma declaração política para os contemporâneos ou para os descendentes. (...)
Este facto traduz a importância da data e o significado do acontecimento. Para os que têm mais de 50 anos, esse dia foi muito. Ou quase tudo. Foi a liberdade de ler, de ver, de ouvir, de falar, de andar na rua, de trabalhar, de estudar, de namorar e de procurar profissão e carreira. Até esse dia, havia futuros hipotecados. Vidas suspensas. Censores empenhados. Espiões cuidadosos. Polícias atentos. Denunciantes zelosos. Companhias a evitar. De repente, quase realmente de um dia para o outro, tudo parecia possível. Tudo era possível. A paz. O trabalho. A viagem. O namoro. O conhecimento. O teatro. Recordar Abril é recordar tudo. Por isso é tão festejado. Não é unânime, mas é universal, ou consensual, como se quiser."

O que é afinal "Abril"?
Uma revolução? Um dia? Um Ideal? Uma promessa?


Neste seu livro, o sociólogo e ensaísta António Barreto convida-nos a olhar para o 25 de Abril com lucidez, espírito crítico e sentido histórico. Mais do que celebrar a data, o autor propõe compreender, revisitando os acontecimentos, o que mudou e o que ficou por cumprir.
Recorda que os direitos conquistados em Abril exigem memória, responsabilidade e participação.  cívica. Ler sobre Abril é uma forma de preservar a nossa história e transmiti-la às novas gerações. Ajuda-nos a entender o que mudou em Portugal e porque a democracia continua a ser uma conquista que se deve cuidar todos os dias. 

Ler Abril é compreender a Liberdade
É conhecer o passado para valorizar o presente e proteger o futuro



António Barreto nasceu a 30 de outubro de 1942 no Porto. Viveu em Vila Real, Coimbra, Genebra e em Lisboa. Até 1974, foi exilado político
Licenciou-se, em 1968 e, doutorou-se em 1985, em Sociologia na Universidade de Genebra. Foi Assistente na Universidade de Genebra e Investigador no Instituto das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social. 
Em 1974 regressou a Portugal. Foi Professor na Universidade Nova de Lisboa e Investigador na Universidade Católica e no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Foi deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República. 
Em 1975 foi Secretário de Estado do Comércio Externo, em 1976 foi Ministro do Comércio e Turismo e Ministro da Agricultura e Pescas.
Em 2004 foi Prémio Montaigne
Sócio da Academia das Ciências desde 2008. Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos de 2009 a 2014. Fundador da PORDATA. É, desde 1995, membro do Júri do Prémio Pessoa.
De 2009 a 2011 foi Presidente das Comemorações do Dia de Portugal.
Recebeu, em 2012 a Grã-cruz da Ordem Militar de Cristo e, em 2017 a Grã-cruz da Ordem da Liberdade.
Desde 1990 é colunista do jornal Público.
António Barreto é autor de livros nas áreas da sociologia, da política, da fotografia e do Douro. Coordenador do Dicionário de História de Portugal, 1925/1974 (volumes 7,8 e 9). 
Autor da série de televisão Portugal, Um Retrato Social e da longa metragem Horas do Douro.


Abril é o melhor mês.
 Mistura memórias e desejos. Cravos e jacarandás.
                                                                                                          Público, março de 2024







abril 15, 2026

DEMOCRACIA



Estamos em Lisboa, no início de 1975, numa casa grande e vazia,  situada entre o Largo do Rato e as Amoreiras, onde 12 amigos se reúnem. Há um país em processo revolucionário, poucos meses após o derrube da ditadura. Há entre eles muita incerteza no ar e uma pergunta por todos partilhada: 
O que fazer com toda esta liberdade.

Num tempo de celebração e reflexão, este romance que hoje divulgamos, recorda-nos que a democracia não é apenas uma herança do passado, mas sim um compromisso permanente com o futuro.
O autor revisita o país que saiu da Revolução dos Cravos, acompanhando as transformações, as expetativas e os desafios vividos ao longo de 50 anos de liberdade. Através de personagens comuns, o romance mostra que a democracia não é apenas um regime político, mas uma experiência vivida no quotidiano de cada cidadão. Somos transportados para o Portugal que nasceu após o 25 de Abril e vamos acompanhando as mudanças, esperanças e desafios vividos ao longo de cinco décadas de liberdade.


Alexandre Andrade nasceu em Lisboa, em 1971, cidade onde reside e desenvolve a sua atividade literária e académica. É professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e concilia a carreira universitária com a escrita de ficção, sobretudo conto e romance. A sua obra é marcada pela reflexão sobre a sociedade, a política e a vida urbana. Colaborou regularmente em revistas literárias como a Granta, LER e Ficções, e participou em projetos coletivos de escrita e teatro.
Em 2017, recebeu o Prémio PEN Clube Português de Narrativa pela obra "Descrição Guerreira e Amorosa da Cidade de Lisboa", reconhecimento que consolidou o seu lugar no panorama literário nacional.



Neste romance, Alexandre Andrade convida-nos a olhar para o caminho 
percorrido desde o 25 de Abril e a refletir sobre o valor da liberdade,
 da participação e da responsabilidade cívica.






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