março 11, 2026

O PREÇO DA LIBERDADE

Já antes do dia 28 de fevereiro, o Irão esteve no centro da atenção internacional devido às profundas tensões políticas e sociais que atravessam o país. A repressão sobre a sociedade civil, as restrições à liberdade de expressão, as limitações impostas aos direitos individuais, a corrupção e o aumento dos preços continuam a marcar o quotidiano da maioria da população. Nesses confrontos entre o povo e a guarda revolucionária, só nos dias 8 e 9 de janeiro morreram mais de 30 mil pessoas.  
Em particular, a situação das mulheres é um dos símbolos mais visíveis dessa luta pela liberdade e pela dignidade.
As mulheres iranianas têm desempenhado um papel central nos movimentos de contestação que emergiram dentro e fora do país, reclamando direitos fundamentais, tais como autonomia sobre as suas próprias vidas e igualdade perante a lei.
As manifestações desencadeadas após a morte de Mahsa Amini, em 2022, trouxeram novamente para a agenda internacional as restrições impostas às mulheres no Irão, desde normas rígidas de vestuário até às limitações em vários domínios da vida pública e privada.


É neste contexto que ganha especial relevância a divulgação de um livro, publicado originalmente em 2007 e traduzido para várias línguas, entre elas o inglês, árabe, italiano, turco e em português em 2008.

da jornalista iraniana Camelia Entehabifard.



Neste livro autobiográfico, a autora relata a sua experiência pessoal de confrontação com o regime iraniano, descrevendo as pressões, perseguições, ameaças e a prisão de que foi alvo devido ao seu trabalho de jornalista e de defesa da liberdade de expressão.

" No dia anterior à minha libertação, o meu inquisidor tinha vindo combinar os nossos "encontros" lá fora. E também para me fazer um ultimato: libertavam-me na condição de eu assinar o meu tak nevesi e de fazer espionagem para o Ministério do Serviço de Informações".


Camelia Entekhabifard é uma jornalista, analista e escritora nascida em Teerão em 1973. 
Deixou o Irão em 2000, e estudou jornalismo e relações internacionais em Universidades como New York University e Columbia University
Vive entre Nova Iorque e o Dubai trabalhando como jornalista, comentadora e analista internacional. 
É crítica do atual sistema político iraniano mas não defende uma intervenção militar externa como solução para o seu país. 

Teerão, maio de 2000

A Biblioteca Municipal convida todos os leitores a descobrir esta obra marcante, que nos lembra que a liberdade de expressão e os direitos das mulheres continuam a ser conquistas que exigem vigilância, coragem e solidariedade.
Ler este livro é também uma forma de compreender melhor o mundo e as lutas que nele se travam todos os dias.





março 06, 2026

DIREITOS. JUSTIÇA. AÇÃO. PARA TODAS AS MULHERES E MENINAS

Domingo, dia 8 de março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher, uma data dedicada à reflexão sobre a igualdade de direitos, à participação plena das mulheres na sociedade e o reconhecimento do seu contributo histórico, social e cultural.



Este ano, este dia assinala-se sob o tema
Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as Mulheres e Meninas.

Este tema, promovido pela ONU, lembra-nos que a igualdade de género ainda não é uma realidade plena e que é necessário continuar a agir para garantir direitos iguais, justiça social e oportunidades reais para todas as mulheres, sem exceção.

As bibliotecas, enquanto espaços de conhecimento, reflexão e cidadania, têm um papel fundamental na promoção destes valores. Através dos livros, da informação e do pensamento crítico, damos voz às histórias das mulheres, preservamos memórias, questionamos desigualdades e inspiramos mudanças.

No âmbito das comemorações deste ano e em consonância com a temática centrada na promoção dos direitos, da justiça e da ação para todas as mulheres e meninas, a Biblioteca Municipal destaca a obra da escritora Maria João Lopo de Carvalho:




Quem são as "desobedientes"?

Neste livro o leitor vai conhecer doze mulheres portuguesas que desafiaram o seu tempo. Mulheres que recusaram o silêncio, quebraram regras sociais, políticas e culturais e ousaram viver para além do que lhes era permitido.
São figuras reais, algumas conhecidas, outras esquecidas pela memória coletiva e que tiveram algo em comum: a coragem de desobedecer.
São elas: Maria Amália Vaz de Carvalho, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Angelina Vidal, Adelaide Cabete, Domitila de Carvalho, Ana de Castro Osório, Virgínia de Castro e Almeida, Carolina Beatriz Ângelo, Virgínia Quaresma, Irene Lisboa, Regina Quintanilha e Maria Lamas.


Para elas desobedecer significou lutar pelos seus direitos, afirmar um pensamento próprio, ocupar espaços que eram reservados aos homens, escolher caminhos considerados impossíveis.
Graças a estas mulheres, muitas das conquistas que hoje parecem naturais tornaram-se possíveis.



A Biblioteca Municipal convida os seus leitores a descobrir estas histórias inspiradoras que, através da coragem e determinação, ajudaram a transformar a História.









março 03, 2026

OS DADOS DE 2025 | LEITURA DIGITAL

Para terminar a análise aos dados recolhidos ao longo de 2025, que mostram a atividade da Biblioteca Municipal sob várias perspectivas, falta-nos apresentar os dados da leitura digital. Recorde-se que a plataforma Biblioled foi lançada em janeiro de 2025, sendo uma plataforma nacional de empréstimo de livros digitais, que mereceu forte adesão por parte dos nossos leitores, e que foi evoluindo ao longo do ano, diversificando e aumentando constantemente a oferta de possibilidades de leitura. 
Para mais informações sobre o funcionamento da Biblioled, aceda ao link que se encontra na barra lateral esquerda do nosso blog.

Ora vejam os dados dos leitores Biblioled da nossa Biblioteca Municipal:













fevereiro 24, 2026

24 DE FEVEREIRO: LER PARA COMPREENDER A UCRÂNIA, ATRAVÉS DE ANDREI KURKOV



Hoje, 24 de fevereiro, assinalam-se quatro anos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, um acontecimento que transformou profundamente a vida de milhões de pessoas e marcou a história recente da Europa. Para além das notícias e dos acontecimento políticos, permanece uma necessidade essencial: compreender as histórias humanas por detrás da guerra.
Neste aniversário que convida à memória e à reflexão, a Biblioteca Municipal propõe uma viagem literária à Ucrânia através das palavras de Andrei Kurkov. Porque ler é também uma forma de compreender, de criar empatia e de não ficar indiferente ao mundo que nos rodeia.
A literatura permite-nos essa aproximação. Através dos livros, podemos escutar vozes individuais, conhecer o quotidiano das pessoas e perceber melhor realidades que, embora distantes geograficamente, nos dizem respeito enquanto comunidade global.


Entre essas vozes destaca-se o escritor ucraniano Andrei Kurkov, um dos autores contemporâneos mais reconhecidos internacionalmente.
Nascido a 23 de abril de 1961, em Leningrado, atual São Petersburgo, vive desde a infância em Kyiv (Kiev) e escreve maioritariamente em língua russa, o que reflete a complexidade cultural e linguística da Ucrânia.
É autor de romances, contos, livros infantis e ensaios, tendo as suas obras sido traduzidas para mais de 40 línguas.
Para além da ficção, Andrei Kurkov é uma voz ativa na defesa da cultura e da soberania ucranianas, colaborando regularmente com meios de comunicação internacionais. O seu trabalho literário contribui para uma melhor compreensão da história recente da Ucrânia, dando rosto humano às consequências políticas e sociais dos grandes conflitos.

Na Biblioteca Municipal, os leitores podem descobrir duas obras marcantes do autor, duas leituras que nos aproximam da realidade ucraniana e nos lembram que ler é também um ato de empatia.



Nos seus romances, o autor combina humor subtil, ironia e sensibilidade para retratar a vida comum em tempos de incerteza, revelando as contradições e fragilidades da sociedade pós-soviética e da Ucrânia contemporânea.

Descubra estes livros na sua Biblioteca




"Os ucranianos sempre acreditaram em finais felizes."
                                                                                                                 Andrei Kurkov





fevereiro 20, 2026

OS DADOS DE 2025

Tal como acontece todos os anos, apresentamos os dados da atividade da Biblioteca Municipal da Marinha Grande ao longo de 2025.  As perguntas são as mesmas. As respostas vamos ver a seguir no pequeno vídeo que preparámos.

Requisitaram-se mais ou menos livros que nos anos anteriores?
Houve mais ou menos inscrições de leitores?
Quem requisita mais livros?
Qual o género e as idades?













fevereiro 13, 2026

REERGUER A MARINHA GRANDE

 

Devido a infiltrações ainda existentes no telhado, o acesso ao 1.º piso da Biblioteca continua vedado ao público, concretamente, as salas de leitura e a maior parte do acervo bibliográfico, uma vez que todas as estantes e mobiliário foram protegidos com plástico para prevenir eventuais danos provocados pela entrada da chuva.







Mas continuamos cá. 

Estamos a funcionar no rés-do-chão, de 2.ª a 6.ª feira, das 09h00 às 17h00. Pode vir trabalhar, estudar, aceder à internet, carregar o telemóvel, usar os nossos computadores, ler os jornais diários, pedir qualquer informação, requisitar e devolver livros.
Continuamos contactáveis pelo telefone 244573322 e pelo e-mail biblioteca.municipal@cm-mgrande.pt ou biblioteca.mgrande@gmail.com


Conte connosco.








fevereiro 09, 2026

BIBLIOLED - 1.º ANIVERSÁRIO

 


Quais as regras de empréstimo de livros digitais e audiolivros?

  • Empréstimos: Pode ter emprestado, em simultâneo, 2 livros digitais e 1 audiolivro. Para realizar o empréstimo de um livro digital ou audiolivro, basta clicar sobre ele e selecionar o botão de empréstimo. Pode usar a pré-visualização para avaliar o interesse no conteúdo antes de efetuar o empréstimo que, por regra, é de 21 dias.

  • Reservas: Caso o livro que pretende esteja já emprestado, pode efetuar a reserva de 2 livros digitais e 1 audiolivro. Pode efetuar reservas clicando no botão “Reservar”. Será notificado por e-mail quando o título estiver disponível.

  • Devoluções: Os empréstimos são devolvidos automaticamente no fim do período estipulado. Se terminar a leitura, pode devolvê-lo antecipadamente a qualquer momento.

Como posso aceder à BiblioLED?

  • Depois de criar o seu registo na BiblioLED, pode aceder aos conteúdos com o seu identificador e palavra-passe, através do Cartão de Cidadão ou com a Chave Móvel Digital.

  • Aceder através do website: Utilize qualquer navegador web para aceder à BiblioLED e coloque o nome do município relativo à biblioteca municipal onde está inscrito. Ficará a saber qual a sua Rede Intermunicipal ou Rede Metropolitana de Bibliotecas e onde pode criar o seu registo ou iniciar sessão com as suas credenciais de acesso.

  • Aceder através da app móvel: Faça o download da app BiblioLED, disponível na AppStore para iOS e no Google Play para Android. Adicione a sua Rede de Bibliotecas na secção “Catálogos” e aceda com as suas credenciais de acesso. Ambas as modalidades são compatíveis e sincronizam os empréstimos, devoluções e reservas de uma mesma conta entre diferentes dispositivos e browsers.

Como posso fazer a minha inscrição numa biblioteca pública para ter acesso à BiblioLED?

  • Para se inscrever deve dirigir-se a uma das mais de 400 bibliotecas aderentes que integram a RNBP na sua localidade e informar-se sobre as condições de inscrição.

Qual o custo de inscrição numa biblioteca pública ou na BiblioLED?

  • A inscrição numa biblioteca pública é gratuita e, por isso, a utilização da BiblioLED também não tem custos para o utilizador.

Se tiver alguma dúvida ou questão sobre a BiblioLED o que devo fazer?

  • Recomendamos a leitura dos tutoriais e da secção ajuda para os utilizadores da BiblioLED. Pode também contactar a sua biblioteca municipal para solicitar mais informações sobre o serviço e as condições de utilização.
A BiblioLED é um serviço de empréstimo de livros em suporte digital, administrada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Medida C04-i01-m03 – Internacionalização, modernização e transição digital do livro e dos autores.
Para mais esclarecimentos, contacte a Biblioteca Municipal da sua área de residência. 

Registe-se e leia a qualquer hora e em qualquer lugar.










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