"Olhando para os quase nove séculos da história de Portugal, não se encontra tão longo período de estabilidade como o que se seguiu à normalização democrática decorrente do 25 de abril de 1974. São já perto de 50 anos sem guerras, insurreições, tentativas violentas de tomada do poder ou assassínios de estadistas. Foi também a época em que o envolvimento democrático da população nas grandes opções, tanto a nível nacional como local, atingiu o pleno - o que nunca antes tivera concretização, dadas as muitas limitações levantadas à participação eleitoral. (...)
O direito à liberdade de associação, de formação de partidos políticos, de expressão pública do pensamento, de debate de ideias e de ida às urnas eleitorais (tanto de candidatos como de votantes), abrangendo todos os cidadãos, constitui uma das mais profundas, significativas e persistentes novidades introduzidas pelo 25 de abril".
O livro que hoje divulgamos, do jornalista Joaquim Vieira, faz um retrato rigoroso das escolhas de Portugal desde a Revolução de 25 de Abril de 1974, analisando a evolução política, económica e social.
O livro percorre os acontecimentos, os protagonistas e as mudanças que marcaram a vida política, social e económica do nosso país e ajuda-nos a compreender como chegamos até aqui.
Aborda o contraste entre as conquistas democráticas e o atual sentimento de desilusão, desigualdade e a influência de movimentos globais de polarização.
É um convite à reflexão: o que fizemos, afinal, com a liberdade conquistada?
Direto, informativo e atual, é uma leitura essencial para quem quer compreender Portugal contemporâneo e pensar o futuro da democracia
"Contudo, porque nem tudo foi um mar de rosas e muita coisa se encontra longe do que todos sonhámos e ambicionámos, temos o dever de o fazer [celebrar a data] com um olhar crítico para o que foram estes tempos da nossa modernidade - em que o novo regime já cometeu o feito de suplantar, em longevidade, a asfixiante ditadura que o antecedeu."
50 anos depois do 25 de Abril,
este livro convida-o a olhar pra trás
e a perguntar que país estamos
a construir com a liberdade que conquistámos.















