agosto 26, 2026

ALICE NO PAÍS DAS IDEIAS

 UM CONVITE A PENSAR LIVREMENTE


"- É curioso - prossegue a Alice -, nunca tinha pensado que as ideias fossem tão importantes... Aprendi que as havia boas, más, verdadeiras, falsas, mas, no fundo, não sabia do que se tratava ao certo. Ouvi falar de ideias para presentes, de ideias feitas, das ideias infantis e das dos adultos, ideias para receitas, ideias para saídas, uma ideia para um penteado, ideias para férias. "

E se, por momentos, deixássemos de aceitar as ideias como verdades definitivas
 e nos permitíssemos simplesmente pensar?



Em Alice no país das ideias, Roger-Pol Droit conduz-nos por uma viagem surpreendente pelo mundo das ideias, mostrando-nos que a filosofia está longe de ser uma coisa chata, complicada ou aborrecida, reservada apenas aos filósofos e aos livros difíceis. Pelo contrário: filosofar é perguntar, duvidar, imaginar, questionar e procurar compreender.
São as ideias que nos ajudam a interpretar o mundo, a perceber aquilo que nos rodeia e, muitas vezes, a encontrar novas formas de o transformar. Afinal, muitas das grandes mudanças da humanidade começaram com uma ideia, uma pergunta ou alguém que teve a coragem de pensar de maneira diferente.
Porque pensar é um exercício de liberdade. É ter a coragem de fazer perguntas, de não aceitar tudo como adquirido, de ouvir diferentes pontos de vista e, sobretudo, de construir as nossas próprias ideias.
E há uma liberdade ainda maior: a liberdade de mudar de ideias. Mudar de opinião não é fraqueza nem contradição — pode ser sinal de que aprendemos, refletimos e crescemos.
Este livro é, por isso, mais do que uma leitura: é um convite à curiosidade, à reflexão e ao pensamento livre. Uma oportunidade para descobrir que a filosofia pode ser próxima, estimulante e até divertida.


Roger-Pol Droit — filósofo, escritor e divulgador do pensamento
Roger-Pol Droit é um filósofo, escritor e jornalista francês, conhecido pela forma acessível e estimulante como aproxima a filosofia e a história das ideias dos leitores. Professor agregado de Filosofia, doutorou-se em Filosofia e desenvolveu uma parte importante da sua carreira como investigador no CNRS — Centre National de la Recherche Scientifique. Foi também professor e diretor de seminários no Sciences Po, em Paris.
Em 2025, publicou Alice no País das Ideias, o livro que hoje a Biblioteca Municipal da Marinha Grande divulga, uma obra que combina aventura, filosofia e história do pensamento. Através da personagem Alice, o autor convida o leitor a viajar por diferentes épocas e civilizações e a encontrar pensadores como Sócrates, Platão, Buda, Montaigne, Descartes, Voltaire e Nietzsche.
A obra traduz bem aquilo que parece ser uma das grandes preocupações de Roger-Pol Droit: mostrar que pensar não é um exercício distante ou reservado aos filósofos, mas uma ferramenta essencial para compreender o mundo, questioná-lo e, se necessário, transformá-lo. 
Alice no País das Ideias é, nesse sentido, também um convite à dúvida, à curiosidade e à liberdade de pensar — incluindo a liberdade, tão importante quanto difícil, de mudar de ideias.


Na Biblioteca Municipal da Marinha Grande, deixamos-lhe o desafio: 
leia, questione, pense por si próprio… e permita-se mudar de ideias.

Porque uma ideia verdadeiramente livre é aquela que nunca deixa de poder ser pensada de novo.




agosto 21, 2026

PÉS DE BARRO



60 anos da Ponte sobre o Tejo… 
e um livro para atravessar a História



No passado dia 6 de agosto, a Ponte sobre o Tejo completou 60 anos.
Inaugurada em 1966, aquela que hoje conhecemos como Ponte 25 de Abril transformou para sempre a paisagem de Lisboa e a ligação entre as duas margens do Tejo.






Mas como era viver e trabalhar em Lisboa quando a ponte ainda estava a nascer?

É precisamente nesse tempo que nos leva Nuno Duarte, no seu romance Pés de Barro, vencedor do Prémio LeYa 2024.
Estamos em 1962, num Portugal marcado pelo Estado Novo, quando começa a construção da primeira grande ponte suspensa sobre o Tejo. Cerca de três mil homens são necessários para erguer aquela obra monumental. Entre eles está Victor Tirapicos, um jovem serralheiro de 22 anos, através de cujos olhos acompanhamos o crescimento da ponte e, ao mesmo tempo, as vidas, dificuldades, sonhos e contradições de quem habitava os pátios operários de Alcântara.
Este romance é, assim, muito mais do que a história de uma ponte. É um retrato de um país em transformação, onde uma ponte une enquanto uma guerra separa, com a Guerra Colonial como pano de fundo.


60 anos depois da inauguração da Ponte sobre o Tejo, talvez seja uma boa altura para voltar a atravessá-la… através da leitura.




 


Nuno Duarte nasceu em Sintra, em 1973. Cresceu rodeado de livros, descobrindo desde cedo a literatura através dos livros que o pai tinha em casa, de autores como John Steinbeck, Fiódor Dostoiévski, Ernest Hemingway, Ferreira de Castro e José Saramago, mas também através da banda desenhada, com autores como Goscinny, Hergé, Edgar P. Jacobs, Christin e Moebius. 
Estudou Design Gráfico no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual e iniciou uma carreira na área da publicidade. Trabalhou como diretor criativo em algumas das principais agências do mercado, tendo recebido diversas distinções nacionais e internacionais. 
Apesar de a literatura e a escrita fazerem parte da sua vida há muitos anos, foi apenas na idade adulta que decidiu dedicar-se à escrita literária. Aos 51 anos, Nuno Duarte estreou-se como romancista — e fê-lo da melhor forma possível: conquistando o Prémio LeYa 2024 com o seu primeiro romance, Pés de Barro e que hoje sugerimos para leitura no seu fim de semana
Esta estreia tardia é, talvez, um dos aspetos mais interessantes do seu percurso: demonstra que nunca é tarde para começar uma nova aventura e transformar uma paixão antiga num projeto literário.
O romance que marcou a sua estreia foi ainda finalista do Prémio Wook Novos Autores 2025 e nomeado para o Prémio Livro do Ano Bertrand 2025.



"Um retrato muito dinâmico e vivo do Portugal dos anos 1960"
                                                                                  Manuel Alegre, Presidente do Júri






Venha descobri-lo e conhecer, através da literatura, as histórias das pessoas que ajudaram a construir uma das obras mais emblemáticas de Portugal.




agosto 12, 2026

MARIDOS E AMANTES

 






Maridos e Amantes, de Beatriz Williams, é um romance envolvente que entrelaça duas histórias separadas por mais de setenta anos, revelando como os segredos do passado continuam a moldar o presente.
Na Nova Inglaterra dos dias de hoje, Mallory Dunne enfrenta a maior provação da sua vida quando o filho adoece gravemente. Enquanto procura desesperadamente um dador compatível, descobre verdades inesperadas sobre a história da sua família e vê-se obrigada a revisitar um amor que julgava encerrado. Em paralelo, o leitor é transportado para o Cairo dos anos 1950, onde Hannah Ainsworth, sobrevivente do Holocausto, se vê dividida entre o dever, a paixão e os perigos de um mundo marcado pela espionagem e pela instabilidade política.
Com uma escrita elegante e personagens profundamente humanas, Beatriz Williams constrói um romance onde o amor, a perda, a maternidade, os sacrifícios e os laços familiares se cruzam de forma emocionante.
Entre cenários históricos fascinantes e um enredo repleto de mistério, Maridos e Amantes é uma leitura cativante que convida a refletir sobre as escolhas que fazemos e o impacto que elas podem ter ao longo de várias gerações.



Venha descobrir este romance na Biblioteca Municipal da Marinha Grande
deixe-se envolver por uma história inesquecível, 
onde o passado nunca deixa verdadeiramente de nos acompanhar.








Beatriz Williams é uma escritora norte-americana reconhecida pelos seus romances de ficção histórica, nos quais combina acontecimentos reais, mistério, romance e personagens memoráveis. Antes de se dedicar à escrita, licenciou-se na Universidade de Stanford e trabalhou durante vários anos na área das finanças, em Londres e Nova Iorque.
Estreou-se como romancista em 2012 e, desde então, tornou-se uma presença constante nas listas de livros mais vendidos do The New York Times. As suas obras distinguem-se pela cuidada recriação histórica, pelos enredos que alternam entre diferentes épocas e pela forma como explora as relações humanas, os segredos de família e o papel das mulheres em momentos marcantes da História.
Traduzidos para diversas línguas, os seus livros conquistaram leitores em todo o mundo, consolidando Beatriz Williams como uma das vozes mais apreciadas da ficção histórica contemporânea.



"Este trabalho de Williams, uma ficção histórica disfarçada de leitura de verão, acompanha um casal fascinante e brilhantemente criado, e as descrições de um tenso Cairo pós-guerra são simultaneamente imponentes e detalhadas. O resultado é um livro que nos agarra como um bom filme, e que nos apanha de surpresa"
                                                                                                            The New York Times










agosto 07, 2026

O DIREITO DE NÃO FAZER NADA




 


 Há dias em que o melhor plano é... não ter plano nenhum.

Depois de um ano inteiro de trabalho, compromissos e horários, parar não é um luxo: é um direito. É nesses momentos de descanso, em que o tempo parece abrandar, que podemos recuperar energias, respirar fundo e simplesmente desfrutar do prazer de não fazer nada.

Mas esse "não fazer nada" pode ganhar um companheiro perfeito: um bom livro. Sem pressas, sem obrigações, apenas o prazer de ler ao ritmo das férias, da sombra de uma árvore, da praia, da varanda ou do sofá.

Na Biblioteca Municipal da Marinha Grande há histórias para todos os gostos: romances que nos fazem viajar, policiais que prendem até à última página, biografias inspiradoras, livros de aventura, fantasia, poesia ou ciência. Há sempre um livro à espera de tornar esses momentos de descanso ainda mais especiais.


Se vai aproveitar o merecido tempo de pausa, passe pela biblioteca.
 Temos, de certeza, o livro certo para animar esse delicioso "estar sem fazer nada".





Porque descansar também é ler. 
E ler é uma das melhores formas de aproveitar o tempo.


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