Há silêncios que dizem muito.
E há silêncios que se tornam ensurdecedores quando, à sua volta, a brutalidade cresce.
A Biblioteca Municipal da Marinha Grande divulga o mais recente romance de Rita Ferro, um grito de alerta perante a escalada mundial da brutalidade contra as mulheres.
Um livro incómodo, corajoso e necessário, que questiona o medo, o silêncio e a violência que tantas mulheres carregam desde a infância.
Um livro incómodo, corajoso e necessário, que questiona o medo, o silêncio e a violência que tantas mulheres carregam desde a infância.
O novo romance de Rita Ferro convida-nos a pensar sobre os homens, sobre as mulheres e sobre aquilo que ainda precisamos de transformar nas relações entre ambos. Porque compreender a violência é também questionar os modelos de masculinidade, os comportamentos que se normalizam e os silêncios que permitem que a brutalidade continue.
Como podemos crescer amando, desejando e, ao mesmo tempo, temendo os homens?
Através da história de Maria da Graça, a autora conduz-nos pelos labirintos da natureza feminina, das relações humanas e dos segredos familiares, num romance que nos obriga a olhar de frente para uma realidade que não pode ser ignorada.
"(...) Uns pedem desculpa no dia seguinte, pensando que uma palavra de oito letras relevará o abuso e não terá repercussões na nossa sensibilidade.
- Desculpa lá aquilo de ontem, bebi de mais.
Ou tentam gracejar, pretendendo que um miserável galanteio os absolva:
- Não tenho a culpa que sejas tão bonita."
O surpreendente silêncio dos homens
é, assim, mais do que um romance:
é uma oportunidade para olhar de frente para uma realidade que não podemos aceitar como inevitável.
Porque quando a violência contra as mulheres cresce,
quebrar o silêncio deixa de ser uma escolha. Torna-se uma responsabilidade de todos.
quebrar o silêncio deixa de ser uma escolha. Torna-se uma responsabilidade de todos.
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| Rita Ferro: uma voz incontornável da literatura portuguesa |
Rita Ferro nasceu em Lisboa, a 16 de fevereiro de 1955, e é uma das escritoras portuguesas com uma presença mais marcante na literatura contemporânea. Estudou Design e especializou-se em Marketing, tendo trabalhado como professora de Publicidade e exercido funções de direção e consultoria em empresas. Filha do escritor e filósofo António Quadros e neta dos escritores Fernanda de Castro e António Ferro, Rita Ferro cresceu num ambiente profundamente ligado à literatura e à cultura portuguesas.
Iniciou a sua carreira literária em 1990, com o romance O Nó na Garganta. Desde então, construiu uma obra diversificada, que inclui romances, crónicas, biografias, literatura infantil, peças de teatro e livros de caráter autobiográfico. A sua escrita distingue-se por uma linguagem mordaz, intimista e envolvente, abordando frequentemente as relações humanas, a condição feminina, a vida familiar e as complexidades da sociedade contemporânea.
Ao longo do seu percurso, manteve também uma presença regular na imprensa, na rádio e na televisão, conciliando a escrita literária com outras formas de comunicação e reflexão sobre a sociedade.
Com mais de três décadas de percurso literário, Rita Ferro continua a escrever sobre aquilo que nos inquieta, nos aproxima e, muitas vezes, nos separa. O seu novo romance, O Surpreendente Silêncio dos Homens, que hoje divulgamos e que faz parte das novidades acabadas de chegar à biblioteca, inscreve-se nesse percurso de observação das relações humanas e promete, desde o próprio título, provocar reflexão e debate.
Uma leitura para pensar.
Uma leitura para questionar.
Uma leitura para não permanecer em silêncio.

