Um homem, um cão, uma casa cheia de lembranças e um filho com
quem ficaram demasiadas coisas por dizer.
"(...) Pergunto-me, por exemplo, porque é que as coisas foram como foram. Penso na minha mãe e no meu pai como nunca tinha pensado. Mas penso, acima de tudo, no Hans; não quero que as coisas entre nós acabem como acabaram entre mim e o meu pai.
Mas depois ele veio com aquela história sobre o Sixten, e essa conversa revolta-me de tal maneira que nem sei o que fazer. Como raio posso consertar a nossa relação se ele mo tirar?"
Há livros que falam de grandes acontecimentos. E há livros que encontram a grandeza nas pequenas coisas: numa casa silenciosa, numa relação entre pai e filho, nas memórias que resistem ao tempo e na difícil aprendizagem de deixar partir.
Quando as aves voam para sul, da escritora sueca Lisa Ridzén, e que sugerimos para leitura de fim de semana, é um romance delicado e profundamente humano sobre velhice, solidão, família, amor e despedida.
A história acompanha um homem idoso que vive sozinho, com a companhia do seu cão. À medida que o inverno se aproxima, a rotina quotidiana vai sendo atravessada por memórias, ausências e pela consciência de que o tempo não pode ser travado. A relação com o filho, marcada por silêncios e por coisas que ficaram por dizer, ganha um novo significado quando a vida exige decisões difíceis.
"Um daqueles livros que o faz rir, chorar... e querer comprar vinte cópias para oferecer a todos os que ama."
Lisa Ridzén, nascida em 1988, é uma escritora e socióloga sueca. Cresceu na região de Jämtland, no norte da Suécia, onde continua a viver, numa pequena aldeia próxima de Östersund.
É doutoranda em Sociologia e a sua investigação centra-se nas normas de masculinidade nas comunidades rurais do norte da Suécia, temas que também atravessam a sua escrita.
A ideia para o seu livro que hoje divulgamos, Quando as aves voam para sul, o seu romance de estreia, nasceu quando encontrou as notas deixadas pela equipa de cuidados que acompanhou o seu avô nos últimos anos de vida.
Essas pequenas observações do quotidiano deram origem à personagem de Bo e a uma história sobre envelhecimento, família, amor e as muitas coisas que ficam por dizer.
Publicado originalmente na Suécia em 2024, o romance tornou-se um fenómeno editorial, conquistando o Prémio Livro do Ano na Suécia e os prémios Adlibris de Estreia do Ano e Ficção do Ano. A obra foi entretanto publicada em trinta e cinco países.
Venha descobrir este livro.
Talvez encontre entre estas páginas uma história que também fala de si.

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