Estamos em Lisboa, no início de 1975, numa casa grande e vazia, situada entre o Largo do Rato e as Amoreiras, onde 12 amigos se reúnem. Há um país em processo revolucionário, poucos meses após o derrube da ditadura. Há entre eles muita incerteza no ar e uma pergunta por todos partilhada:
O que fazer com toda esta liberdade.
Num tempo de celebração e reflexão, este romance que hoje divulgamos, recorda-nos que a democracia não é apenas uma herança do passado, mas sim um compromisso permanente com o futuro.
O autor revisita o país que saiu da Revolução dos Cravos, acompanhando as transformações, as expetativas e os desafios vividos ao longo de 50 anos de liberdade. Através de personagens comuns, o romance mostra que a democracia não é apenas um regime político, mas uma experiência vivida no quotidiano de cada cidadão. Somos transportados para o Portugal que nasceu após o 25 de Abril e vamos acompanhando as mudanças, esperanças e desafios vividos ao longo de cinco décadas de liberdade.
Alexandre Andrade nasceu em Lisboa, em 1971, cidade onde reside e desenvolve a sua atividade literária e académica. É professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e concilia a carreira universitária com a escrita de ficção, sobretudo conto e romance. A sua obra é marcada pela reflexão sobre a sociedade, a política e a vida urbana. Colaborou regularmente em revistas literárias como a Granta, LER e Ficções, e participou em projetos coletivos de escrita e teatro.
Em 2017, recebeu o Prémio PEN Clube Português de Narrativa pela obra "Descrição Guerreira e Amorosa da Cidade de Lisboa", reconhecimento que consolidou o seu lugar no panorama literário nacional.
Neste romance, Alexandre Andrade convida-nos a olhar para o caminho
percorrido desde o 25 de Abril e a refletir sobre o valor da liberdade,
da participação e da responsabilidade cívica.

















