Conhecida do grande público como cantora e compositora, reconhecida tanto em Portugal como internacionalmente pelo seu trabalho como artista e criadora de músicas marcantes, Luísa Sobral tem vindo a afirmar-se também como escritora, revelando uma relação profunda e sensível com a palavra escrita. A sua entrada na literatura surge de forma natural, revelando uma forte sensibilidade e cuidado com a linguagem, a emoção contida e a atenção ao detalhe que já marcavam as suas canções.
A escrita sempre esteve no centro da sua criação artística. As letras das suas canções são intimistas, com narrativas muito cuidadas do ponto de vista linguístico e funcionaram como uma ponte natural para a literatura.
Em 2025 deu os primeiro passos na ficção para adultos, publicando o seu primeiro romance, onde explora as relações familiares, a memória, a fragilidade humana e a identidade.
Este é um romance sobre duas mulheres unidas pela desilusão e pelos cinquenta anos mais tristes da história da Alemanha. Com uma estrutura original e uma galeria de personagens inesquecível, Nem Todas as Árvores Morrem de Pé, marca a sua estreia na ficção portuguesa.
"Tenho alguns amigos que, além de partilharem comigo as suas vidas,
partilham histórias de outros, poemas, livros, artigos ou qualquer outra fonte
que me possa servir de ponto de partida para uma nova canção.
Este livro nasceu assim."
Emmi, que nasceu pouco antes de Hitler ascender ao poder na Alemanha, perde o pai na guerra e tem uma adolescência difícil, trabalhando desde muito cedo para ajudar em casa. É num bar aonde vai com os amigos depois do trabalho que conhece Markus, um homem de Berlim Leste que lhe escreve cartas maravilhosas e por quem se apaixona perdidamente. Apesar de a mãe torcer o nariz ao seu casamento, num momento em que a Guerra Fria está ao rubro, a irmã apoia-a, e Emmi acaba por ir viver com Mischa, como lhe chama, para a RDA. Inicialmente, tudo corre bem, mas, depois de o Muro de Berlim ser erguido, a separação da família e a chegada de uma carta anónima deixam-na na mais profunda depressão.
M. nasce após a divisão das duas Alemanhas e é o fruto perfeito do socialismo: com uma mãe ausente e educada por uma ama que adora plantas, M. idolatra o pai, desconhecendo por completo o mundo ocidental e crescendo ao sabor de uma realidade distorcida. Até que um dia, ao ouvir o testemunho chocante de uma rapariga, descobre que, afinal, não é só o Muro que tem um outro lado.
A Biblioteca convida os seus leitores a descobrirem Luísa Sobral
como escritora, numa viagem onde a palavra ganha voz própria
e onde a leitura se transforma num espaço de escuta, reflexão e encontro.
















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