outubro 11, 2013

LEITURAS DE FIM DE SEMANA


JÁ CONHECEMOS ....
 
 
O Prémio Nobel da Literatura 2013
 
ALICE MUNRO
 
 

Alice Munro é uma escritora canadiana de contos, considerada uma das principais escritoras da atualidade em língua inglesa. Nasceu em Wingham, Ontário, em julho de 1931. Atualmente com 82 anos, Munro reconhece a influência na sua obra de grandes escritoras, como Katherine Anne Porter, Flannery O’Connor, Carson McCullers ou Eudora Welty, bem como de James Agee e, especialmente, William Maxwell. Os seus contos centram-se em relatos das relações humanas inseridas no ambiente quotidiano.

Foi por três vezes vencedora do prémio de ficção literária «Governor General's Literary Awards», do seu país. Em 1998, Alice Munro foi premiada pelo National Book Critics Circle dos Estados Unidos, pela obra "O amor de uma mulher generosa".
Em 2009 premiada com o Man Booker Prize. Entre as suas obras mais conhecidas estão títulos como "O amor de uma boa mulher", "Fugas", "O progresso do amor" ou "Amada vida".

Segundo o comité, Alice Munro foi escolhida devido à sua mestria
"no conto contemporâneo e na narrativa afinada caracterizada
pela clareza e pelo realismo psicológico".


Infelizmente, não poderemos sugerir a requisição de um dos livros da escritora premiada, dado que a nossa Biblioteca Municipal não possui qualquer livro da escritora.



TAMBÉM JÁ CONHECEMOS ....

os números de setembro
 

No mês de setembro foram requisitados na nossa Biblioteca Municipal 753 livros. É um número que não nos orgulha, uma vez que é inferior ao número de livros emprestados nos últimos 3 anos. Vamos admitir, que esta diminuição do número de requisições é meramente transitória e que se ficou a dever ao facto do clima associado à agitação natural do regresso às aulas não proporcionar a serenidade indispensável à leitura. Esperamos que esta não seja uma tendência a ser seguida nos próximos meses.
 
CONTINUE A LER!
 
 
 
AGORA VAMOS CONHECER ....
 
o Tribunal Constitucional
 

Agora que tanto se ouve falar neste orgão de soberania, julgamos que era conveniente dar a conhecer melhor o que é, para que serve e como funciona. Para tal, sugerimos-lhe a leitura de uma publicação integrada na comemoração do 30.º aniversário do Tribunal Constitucional, cuja edição é da sua própria responsabilidade.
 
Sabe como funciona o Tribunal Constitucional?
Qual a sua composição?
 Como são designados os juízes?
Sabia que um desses juízes tem ligações
à Marinha Grande?
 
 
 
Veja AQUI a resposta
a estas e a outras perguntas.
 
Se desejar ler a publicação em papel,
então já sabe, passe pela Biblioteca Municipal.

 
 
TENHA UM BOM FIM DE SEMANA









 

outubro 09, 2013

UM DIA LI UM LIVRO E TODA A MINHA VIDA MUDOU


Fez ontem 15 anos que José Saramago recebeu o Prémio Nobel da Literatura.
 
Amanhã saberemos qual será o vencedor deste ano...


Enquanto esperamos ansiosos pela divulgação,
vamos ficar a conhecer 
o autor laureado com o Nobel em 2006.




"Em busca da alma melancólica da sua cidade natal,
Pamuk encontrou novos símbolos para retratar o choque
e o cruzamento de culturas."
                                                                                           Academia Sueca


"O ponto de partida da verdadeira literatura, é o homem que fecha a porta
e se recolhe com os seus livros".
 Frase proferida no seu discurso durante a entrega do Prémio Nobel em 2006.





Ferit Orhan Pamuk, conhecido apenas por Orhan Pamuk, nasceu a 7 de junho de 1952, em Istambul, no seio de uma família da classe média turca. Formou-se em Arquitetura na Universidade Técnica de Istambul e em jornalismo na Universidade de Istambul, mas nunca exerceu nenhuma destas profissões.
É professor de literatura da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
É um dos mais proeminentes escritores turcos e os seus livros estão traduzidos em mais de cinquenta línguas. Depois de ter ganho diversos prémios nacionais e internacionais, chegou a vez do Nobel da Literatura em 2006
No seu escritório, Orhan Pamuk vive no meio de milhares de livros, objetos pessoais, rascunhos, canetas, cadernos com muitas histórias para contar. Da janela, tem uma vista priveligiada: o ocidente. Um continente inteiro na outra margem do Estreito do Bósforo.
 

"O Nobel não mudou muito a minha vida.
No meu país, tornou-me mais conhecido do que eu desejava e deu-me uma conotação política que eu não queria."




"Um escritor não se deve envolver em situações politicas, mas é inevitável."
                                                                                              Orhan Pamuk

Algumas das posições que Orhan Pamuk assumiu publicamente valeram-lhe o título de persona non grata para alguns dos seus compatriotas. Foi o primeiro do mundo islâmico a condenar abertamente a fatwa contra Salman Rushdie e a tornar público o seu apoio ao escritor turco Yasar Kemal quando este foi julgado e condenado pelas autoridades turcas, em 1995.
Orhan Pamuk é uma figura de proa na Turquia na defesa dos direitos políticos dos Curdos.
Em 2005 foi insultado e perseguido pela justiça do seu país por "insulto à nação turca", depois de ter afirmado, numa entrevita ao jornal suíço Das Magazin, que "Ninguém se atreve a falar do genocídio contra o povo arménio levado a cabo pela Turquia durante a Primeira Guerra Mundial e da posterior matança de 30.000 curdos"
O caso foi levado a tribunal e o autor teve mesmo que prestar declarações, o que sustitou grande polémica internacional e a queixa foi retirada em 2006.
 
Já este ano, acusou o governo da Turquia de ser "opressor e autoritário", afirmando que os manifestantes que protestaram nas ruas da capital lhe deram "esperança no futuro".
 
Mas Orhan Pamuk, é também um símbolo da luta do seu país para entrar na União Europeia: "Se a Europa é um clube cristão, baseado no nacionalismo e no cristianismo, então a Turquia não tem lugar na Europa. Mas a Europa é baseada na liberdade, igualdade e fraternidade, então a Turquia tem esse lugar na Europa".
 
 
Para ficar a conhecer melhor este autor,  o Leitor encontrará na sua Biblioteca as seguintes obras que poderá requisitar para empréstimo domiciliário:
  • A Cidadela Branca
  • Os Jardins da Memória
  • O Meu Nome é Vermelho
  • Istambul: memórias de uma cidade
  • Vida Nova
 
 
«Um dia li um livro e toda a minha vida mudou.» Osman, um jovem universitário de Istambul, descreve assim o assombro da sua iniciação à idade adulta. Obcecado pelo livro mágico, que lhe parece mostrar a sua própria vida num outro universo, Osman lê-o com fervor, noite após noite, e apaixona-se por uma lindíssima jovem, Janan. Este livro promete revelações luminosas e terríveis, para além da compreensão de Osman. Movido por um impulso incontrolável, o jovem abandona tudo, para reencontrar a sua amada e descobrir os segredos mais obscuros que o livro encerra, viajando de autocarro em autocarro, até ao coração inóspito da Turquia rural. Num país suspenso entre o Oriente e o Ocidente, as personagens deste livro vivem aventuras quase míticas numa demanda que reflecte com talento a visão do mundo do autor.
 
 Sabe o Leitor de que livro estamos a falar?
 
A solução está perto, só necessita de se deslocar
à Biblioteca Municipal.
 
 
Visite-nos, porque ...
 
 
 "Um bom livro é algo que nos lembra o mundo inteiro."
 
  
 
 
 
 
 

outubro 04, 2013

LEITURA DE FIM DE SEMANA


Caro Leitor, hoje é o Dia Mundial do Animal.
Para recordar o porquê da importância desse dia, Veja AQUI.
 
 
 
 
Depois do Leitor ter aprendido a conhecer melhor o seu gato e a saber o que ele está a pensar, vamos hoje dedicar a nossa sugestão de leitura de fim de semana a outro animal de estimação - o cão. Vamos sugerir-lhe a leitura de um livro que o vai ajudar a entender o que dizem os cães, para que também possa fazer uma ideia do que estão a pensar.
 
Se os comprendermos melhor, podemos facultar-lhes uma vida melhor.
 
Atendendo a que os seres humanos possuem cérebros maiores,
cabe-nos a responsabilidade de aprender a linguagem dos animais
 que arranjamos para nos fazer companhia.
 
 
O que é que o meu cão está a pensar?
De Gwen Bailey
Editado pela Presença

 

 

Sabia que
os cães possuem um forte desejo de estar com terceiros e que se forem privados do contacto social podem fugir ou começar a revelar um comportamento exuberante para chamar a atenção dos donos e os obrigar a corresponder?



 Sabia que
os cães bem socializados aprendem a moldar o seu comportamento de modo a serem facilmente aceites pelos outros cães?



Sabia que
alguns cães preferem brinquedos que rolem, pois gostam de perseguições longas, ao passo que outros elegem os brinquedos que pulam ao acaso, pois simulam as guinadas e as voltas da caça viva?



Por que é que o cão abana a cauda?
Por que razão é que o seu cão se rebola em cima de coisas malcheirosas?
Por que é que o seu cão boceja quando não está cansado?
Por que motivo o seu cão gosta de lamber-lhe a cara?


A resposta a estas e outras questões o Leitor encontra-as na Biblioteca da sua cidade quando requisitar o livro, escrito por uma especialista em comportamento animal, que o vai ajudar a interpretar a conduta e os sinais do seu cão, para que possa reconhecer e responder àquilo que ele tenta dizer.






Na sua cidade os animais contam com o apoio da APAMG,
Associação Protetora dos Animais da Marinha Grande. Veja AQUI
 




Bom Fim de Semana
e Bom Passeio com o seu Cachorro
 
 
 


outubro 01, 2013

NEWSLETTER outubro


Convidamo-lo a passar o outono connosco.
Por isso programámos iniciativas com temas que lhe vão interessar, a si e à sua família.
 
 
Consulte AQUI a nossa newsletter e
não deixe de passar por cá.
 





setembro 27, 2013

LEITURA DE FIM DE SEMANA


O verão e a praia já lá vão,
o outono já entrou pela porta que deixamos entreaberta.
E agora, Caro Leitor?
 
A Biblioteca pensa em tudo!
 
Faça como esta nossa leitora, aceitou a nossa sugestão de leitura
e passou o fim de semana assim...
 
Lá fora a chuva .... mas, que importa se tem um livro fantástico
e uma companhia mais fantástica ainda!
 
 
 
 
Que livro é aquele que nada perturba a sua leitura?
 
É um livro de contos de José Jorge Letria
Editado pela Oficina do Livro
Com o sugestivo título: Amados Gatos
 
 

 Amados Gatos é um conjunto de textos que tem como ponto de partida os gatos de figuras famosas da literatura, das artes e da  política, de Richelieu a Lenine, de Hemingway a Anne frank, passando por Churchill, Marilyn Monroe, Paul klee ou Zola, entre outros.
Construídos com base em factos e figuras reais, estes contos reiventam a vida de gatos famosos e dos seus ilustres donos, assumindo-se como uma homenagem a estes felinos que o Homem nunca conseguiu domesticar.
José Jorge Letria convive diariamente com os seus nove gatos, que partilham com ele o espaço e o imaginário da escrita.
Amados Gatos é o testemunho de uma paixão e de um pacto de cumplicidade e afeto que o tempo se encarregará de fortalecer.
 
 

É preciso ter sete vidas, ou mais, para ser o animal de estimação daqueles que nunca partem.



"Os gatos entram e saem do poema como se não houvesse território mais familiar para fazerem as suas deambulações. Uns são tigrados, outros brancos, outros negros. Pelo meio também há errantes gatas de muitos cios. Todos eles são belos como os mais belos dos versos, porque são perfeitos como o fogo da própria criação".


 

"Nessa noite, houve quem dissesse que Edith Piaf e Jean Cocteau tinham sido avistados, sobre o dorso de uma nuvem, rumando à eternidade, com um cortejo de gatos celebrando o seu último reencontro. E esse rumor nunca foi desmentido, até porque havia muitos gatos que estavam em condições de o tornar credível".




Sobre José Jorge Letria, autor deste pequeno grande livro que apetece ler, quer se goste de gatos ou não, veja AQUI


"Mulheres e gatos fazem o que querem,
enquanto que os homens e cães devem relaxar
 e acostumarem-se com esta ideia".
                                                                                                    Robert Heinlein


Bom Fim de Semana



 

setembro 25, 2013

ANTÓNIO RAMOS ROSA, 1924-2013


EM QUALQUER PARTE UM HOMEM
 
Em qualquer parte um homem
discretamente morre.
 
Ergueu uma flor.
Levantou uma cidade.
 
Enquanto o sol perdura
ou uma nuvem passa
surge uma nova imagem.
 
Em qualquer parte um homem
abre o seu punho e ri.
 
                                                                António Ramos Rosa, in "O Grito Claro", 1958
 
 
 
 
Faleceu em Lisboa, no passado dia 23 de setembro, aos 88 anos, o poeta e ensaísta António Ramos Rosa, um dos grandes nomes da literatura portuguesa contemporânea, autor de quase uma centenas de títulos.
Prémio Pessoa em 1988, recebeu ainda quase todos os mais relevantes prémios literários portugueses e vários prémios internacionais, quer como poeta, quer como tradutor.
 
Caro Leitor, veja Aqui, para recordar a vida e obra de António Ramos Rosa.
 

 
Poema dum Funcionário Cansado
 


A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada 
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só
In, O Grito Claro, 1958
 
 
Trabalhou algum tempo como empregado de escritório, experiência que o inspirou para este célebre poema, incluído no seu livro de estreia e que ainda se mantém atual.


 
 
Vivi tanto
que já não tenho outra noção
de eternidade
que não seja a duração da minha vida
 
                                                                                    In, Em Torno do Imponderável, 2012 
 
 
 
 

setembro 20, 2013

LEITURA DE FIM DE SEMANA

 
 
 
 
 
Tu és a folha de outono
voando pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
 
                                                                Cecília Meireles
 
 
A nossa sugestão de leitura de fim de semana vai para um livro que, em 2002, foi o vencedor do Prémio Alfaguarra de Romance.
O júri, presidido por Jorge Semprún, destacou a extraordinária descrição dos mecanismos do poder político e, ao mesmo tempo, dos mistérios da obsessão sentimental e erótica, que podem ser interpretados como uma parábola sobre a realidade social em que decorre a ação.
 
 
De Tomás Eloy Martínez
O voo da Rainha
das Ediçoes ASA


"Camargo está nesta batalha [luta conta a corrupção nos altos escalões do governo], mas fá-lo para demonstrar que é mais forte que o poder. Para ele, a busca da informação é a busca do poder. Já Reina é ambiciosa e entrega-se ao chefe por curiosidade. Creio que são as personagens mais bem construídos que já fiz".
                                                                                Tomás Eloy Martínez


 

 O Voo da Rainha é uma crónica de uma paixão obsessiva, que expõe diante de nós a anatomia de um crime passional, uma vez que é contada pelo ponto de vista do criminoso, que é, também, o narrador principal.
G. M. Camargo, o todo-poderoso diretor de um jornal de Buenos Aires, fica obcecado por Reina Remis, uma jornalista de talento que tem metade da sua idade. A sua arrogância, contudo, impede-o de ver que os sentimentos alheios não estão sob o seu domínio e essa cegueira submerge-o numa avassaladora história de amor de que sairá transfigurado.
A partir desta intriga clássica, o autor constrói um romance irresistível sobre o desejo, o poder e a identidade, que pode ser lido como uma metáfora de uma Argentina destroçada pelos  implacáveis mecanismos da corrupção.
 



"A literatura forma parte da liberdade e dos sonhos.
E não podemos viver sem nenhuma destas coisas".
                                                                     Tomás Eloy Martínez


 
 

 
Tomás Eloy Martínez, escritor e jornalista argentino,  nasceu a 16 de julho de 1934, em Tucumán, Argentina, tendo falecido, aos 75 anos, vítima de cancro, a 31 de janeiro de 2010.
Formou-se em literatura espanhola e latino-americana na Universiddae Nacional de Tucumán. De 1957 a 1961 foi crítico de cinema do jornal La Nación, em Buenos Aires, e de 1962 a 1969 foi editor chefe da revista Primera Planta. De 1969 a 1970 tarbalhou como repórter em Paris.
Viveu exilado em Caracas, Venezuela, de 1975 a 1983, onde continuou a trabalhar como jornalista, fundando o jornal El Diario.
Martínez foi também professor na Universidade de Maryland.
Publicou inúmeros livros e, para além do prémio internacional do livro que hoje vos sugerimos, recebeu, em 2009, o Prémio Ortega Y Gasset de Jornalismo.
 
 
"A obra de Martínez é o
fenómeno literário latino-americano
mais importante desde Cem Anos de Solidão".
                                                                The New York Times
 
 
 
 
Bom fim de semana
e deixe a porta aberta
para o outono entrar
 
 
 
 
 


setembro 18, 2013

A MELHOR RECEITA PARA O ROMANCE POLICIAL: O DETETIVE NÃO DEVE SABER NUNCA MAIS DO QUE O LEITOR


Fez no passsado dia 15 de setembro 123 anos que nasceu Agatha Mary Clarissa Mallowan, em Torquay, Grã- Bretanha.
O mundo conhece-a como a Rainha do Crime ou, como preferia ser apelidada, a Duquesa da Morte.
 
O leitor já adivinhou que hoje vamos divulgar
a vida e obra de Agatha Christie.
 


Autora de mais de 300 obras (entre policial, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e 6 romances publicados sob o pseudónimo de Mary Wesmacott), criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, entre outros.
Agatha Christie foi pioneira ao fazer com que os desfechos dos seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.
Os seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 biliões de exemplares vendidos em 103 idiomas.
O seu papel na literatura e nas artes foi oficialmente reconhecido em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire.
 
 



Em 1914 casou com o Coronel Archibal Christie, um aviador da Força Aérea Britânica, de quem teve a sua única filha Rosalind.
Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência foi fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados dos seus livros, mas também para a própria conceção da sua carreira na escrita.
 

Agatha Christie em 1822 a surfar no Havai

Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajou por todo o mundo, participando ativamente nas escavações arqueológicas, mas nunca abandonando a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração para os seus livros.
 
Em 1920, com a publicação do seu livro "O Misterioso Caso de Styles", nasceu a sua personagem mais carismática, Hercule Poirot, o detetive de 1,60 m que resolve casos usando a inteligência, muitas vezes comparado a Sherlock Holmes, e que  protagonizou mais de 33 romances e dezenas de contos.




"Porque não seria belga o meu detetive? Deixei que crescesse como personagem. (...)
E se chamasse ao meu homenzinho Hercules? Ele seria um homem baixo - Hercules seria mesmo um bom nome. O seu sobrenome era mais difícil. Não sei por que me decido por Poirot. Se fui eu própria quem o inventou, ou se o vi em algum jornal, ou escrito em algum lugar, não sei - mas decidi que seria esse o nome. Combinava bem, não com Hercules, com s, mas sim Hercule - Hercule Poirot. Estava decidido, graças a Deus!"
 
 
 


 
Em 1930 aparece a sua segunda personagem mais famosa.  Miss Marple, uma simpática e esperta velhinha, que se arma em detetive e é uma espécie de alter-ego da autora. Foi protagonista em 12 romances. 


 
 
Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o Título de Dame of the Britsh Empire.
 




Agatha Christie está no Guinness Book of the Recordes como a autora mais vendida no mundo. Ocupa ainda um lugar no Guinness pela peça teatral com maior duração de exibição do mundo, The Mousetrap, estreou a 25 de novembro de 1952 no Ambassadors Theatre em Londres, a 25 de março de 1974 mudou-se para o St. Martin's Theatre onde continua até hoje.
O seu sucesso no teatro foi tão grande, que ela foi a única mulher em toda a história a ter 3 peças em simultaneo em cartaz no West End, em Londres.
 
Faleceu em Londres, a 12 de janeiro de 1976, aos 86 anos de idade, devido a causas naturais.
 
Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios:
- Melhor Autora De Livros Policiais do Século XX
- Os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.
 
  

 
 
 
 
 Visite-nos e descubra o Culpado.
 
 
 

 


setembro 13, 2013

LEITURA DE FIM DE SEMANA

 
 
A nossa sugestão de leitura de fim de semana é um thriller atual e bem documentado que incide sobre a era pós 11 de setembro.
 
O autor usou a sua experiência durante a ocupação do Iraque em 2003
para escrever este fascinante thriller de espionagem.
É um livro que retrata o mundo da guerra contra o terrorismo como nenhum outro.
  
Foi galardoado na categoria de Melhor Primeiro Livro de 2006 com um dos mais conceituados prémios americanos, o Edgar Award.
 
 
 
O Espião Fiel
de Alex Berenson
Editado pela Presença
 
 
 
 


John Wells é um agente da CIA infiltrado na Al Qaeda, combatendo ao lado dos homens de Osama Bin Laden. Converteu-se à fé islâmica, mas odeia a forma como a organização terrorista utiliza o Islão para justificar os seus ataques maciços sobre inocentes.
Mas John Wells é um homem só, suspeito de traição pelos seus superiores da CIA e de espionagem por parte dos seus irmãos muçulmanos.
Como teste decisivo à sua lealdade, Ayman al-Zawahari, o número dois da rede terrorista, ordena a Wells que parta para os EUA, onde receberá ordens para um novo atentado.
Irá ele tentar impedir ou ajudar a realizar um novo golpe terrorista em solo americano?
 
O que aconteceu a seguir o Leitor vai descobrir ao requisitar o livro na sua Biblioteca.
 
 
 
 
 


 
 Alex Berenson, nasceu em Nova Iorque a 6 de janeiro de 1973. É licenciado em História e Economia pela Universiddae de Yale e repórter do New York Times.
Como repórter cobriu importantes acontecimentos da história recente norte-americana. Esteve presente na ocupação do Iraque em 2003, assim como na tragédia de Nova Orleans.
O Espião Fiel é o seu primeiro livro e foi publicado, para além de Portugal, na Inglaterra, Holanda, Itália, Suécia e Japão.
O livro já teve os seus direitos vendidos para os estúdios da Fox, que deverá levá-lo ao grande ecran com o ator Keanu Reeves no papel do agente John Wells.
 


 
 Boa sexta-feira 13
 
 

 
 
 
 E Bom Fim de Semana
 
 


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