outubro 28, 2026

CORAÇÃO NEGRO

A Biblioteca Municipal da Marinha Grande continua a dar a conhecer autores premiados que, apesar do reconhecimento da crítica e da importância das suas obras, permanecem pouco conhecidos do grande público.
É o caso da escritora italiana Silvia Avallone, uma voz marcante da literatura contemporânea, cuja escrita nos aproxima de vidas intensas, emoções profundas e realidades que nos desafiam a olhar o mundo de outra forma. 
Nasceu em Biella, em 1984, cresceu em Piombino, na região da Toscana, cenário que viria a inspirar parte da sua obra literária.


Licenciada em Filosofia pela Universidade de Bolonha, começou a afirmar-se no panorama literário italiano com uma escrita atenta às desigualdades sociais, às dificuldades da juventude, às relações humanas e às contradições da sociedade contemporânea.
Silvia Avallone é por isso uma das vozes a descobrir na literatura italiana contemporânea. Nos seus romances, dá vida a personagens marcadas pelas desigualdades, pelos conflitos interiores e pela procura de um lugar no mundo. Com uma escrita intensa e sensível, explora as zonas mais frágeis da condição humana, revelando histórias que nos convidam a olhar para os outros e para nós próprios com maior compreensão.
Além da atividade literária, Silvia Avallone colabora com publicações italianas, entre as quais o Corriere della Sera. A sua obra tem sido traduzida em numerosos países, conquistando leitores pela forma como aborda questões sociais e emocionais. 




Hoje divulgamos hoje Coração Negro, o seu mais recente romance distinguido em Itália com dois importantes prémios literários: o Prémio Elsa Morante de Narrativa e o Prémio Viareggio-Rèpaci 2024, além de ter sido eleito pelo jornal La Stampa em dos melhores livros do ano.

 


Numa  pequena povoação perdida nas montanhas, onde o silêncio parece guardar as feridas do passado, cruzam-se duas vidas marcadas pela dor, pela solidão e por experiências que as transformaram para sempre. 
Emilia carrega o peso de uma culpa difícil de reparar. Bruno vive com as marcas de uma tragédia. Entre ambos, nasce a possibilidade de um encontro capaz de desafiar os preconceitos e questionar os limites do perdão.
Com uma escrita sensível e envolvente, a autora explora as zonas mais sombrias da alma, sem deixar de procurar a luz que pode nascer das relações humanas. Porque o passado não tem de ser a sentença definitiva de uma vida, e mesmo nas histórias mais dolorosas pode existir espaço para a esperança.


Há livros que nos confrontam com a escuridão.
 E outros que nos ensinam a procurar a luz.



Na Biblioteca Municipal da Marinha Grande,
 há sempre novos autores à sua espera.


outubro 20, 2026

SÁBADO | 24 OUT | 16:00

 

                                                                               



outubro 16, 2026

AS ÚLTIMAS LINHAS DESTAS MÃOS


E se descobríssemos que nunca conhecemos verdadeiramente aqueles que nos são mais próximos?
 


Após a morte da mãe, Teresa recebe uma herança inesperada: cartas antigas, fotografias sem data e pequenos objetos que escondem fragmentos de uma vida desconhecida. Nas palavras de Alice, a mulher que julgava conhecer, descobre amores secretos, escolhas silenciadas e uma história que contraria tudo aquilo que acreditava saber sobre o passado familiar.
Em As Últimas Linhas Destas Mãos, de Susana Amaro Velho, conduz-nos pelos labirintos da memória, pelos segredos que o tempo não apagou e pelas palavras que ficaram por dizer. À medida que Teresa desvenda as cartas, reconstrói não apenas a história da mãe, mas também a imagem que tem de si própria e das relações que a moldaram.
Com uma escrita intimista, poética e emocionalmente intensa, este romance convida-nos a refletir sobre a identidade, a liberdade de amar e o peso das convenções sociais. Porque, por detrás de cada vida aparentemente simples, podem esconder-se desejos, renúncias e sonhos que nunca encontraram lugar para existir.

Há histórias que permanecem escondidas durante décadas, 
à espera de alguém que tenha coragem de as ler.
 E há amores que, mesmo condenados ao silêncio,
 continuam a escrever as suas últimas linhas.


Susana Amaro Velho nasceu em Mafra, em março de 1986. Estudou Jornalismo e Solicitadoria, tendo trabalhado em diferentes áreas antes de se dedicar à comunicação como freelancer. 
Apaixonada pela leitura e pela escrita desde a infância, publicou o seu primeiro romance, As Últimas Linhas Destas Mãos, em 2017, e que foi reeditado em 2025, numa edição totalmente revista. E é esta edição que sugerimos aos nossos leitores para leitura no seu fim de semana.
Em 2022, tornou-se a primeira autora portuguesa a publicar pela chancela Aurora, dedicada a vozes femininas, com o romance Inquieta.
A sua escrita explora frequentemente as relações humanas, os conflitos familiares, a condição feminina e as marcas emocionais que as experiências de vida deixam em cada pessoa.
Vive numa aldeia com o marido e os três filhos, encontrando no quotidiano e nas histórias das pessoas inspiração para dar vida às suas personagens.

Venha descobrir este livro na

Uma leitura sobre os segredos que herdamos, as verdades que descobrimos 
e as vidas que nunca chegámos a conhecer por inteiro.






outubro 07, 2026

7 DE OUTUBRO DE 2023 - TRÊS ANOS DEPOIS A MEMÓRIA PERMANECE

Há datas que ficam inscritas na história.
 O 7 de outubro de 2023 é uma delas.

Nesse dia, um ataque liderado pelo Hamas contra Israel provocou cerca de 1 200 mortos e mais de 250 pessoas foram feitas reféns, desencadeando uma guerra que haveria de provocar uma devastação humana de enormes proporções e transformar profundamente o Médio Oriente.


Um dia de violência e de perda que abriu uma nova e dolorosa página na história do Médio Oriente, deixando marcas profundas e consequências que ainda hoje se fazem sentir.
Três anos depois, recordar não significa apenas olhar para aquele dia. Significa também procurar compreender como se chegou até aqui.
É esse caminho que Henrique Cymerman propõe em O Enigma de Israel: uma viagem pela história e pela identidade de Israel, procurando lançar luz sobre um país complexo, marcado pela memória, pelos conflitos e pelas profundas interrogações do presente.

Porque ler não apaga a dor.
Não resolve os conflitos.
Mas pode ajudar-nos a olhar para além das manchetes, 
a fazer perguntas e a compreender melhor o mundo em que vivemos.


Henrique Cymerman nasceu no Porto, em 1959, e é jornalista e correspondente da SIC no Médio Oriente, região que acompanha há mais de três décadas. Licenciado em Ciências Políticas e Sociologia pela Universidade de Telavive, tornou-se um dos jornalistas portugueses com maior experiência na cobertura da realidade política e geopolítica do Médio Oriente.
É também professor na Universidade Reichman, em Israel, e especialista em geopolítica, segurança regional e relações entre Israel e o mundo árabe. Ao longo da sua carreira, recebeu 24 prémios internacionais, entre os quais o Daniel Pearl Award, o Prémio do Festival de Nova Iorque e o Prémio Shimon Peres.
É conferencista internacional e especialista em geopolítica, segurança regional e relações Israel-mundo árabe. 
O livro que hoje divulgamos,  nasceu na sequência dos acontecimentos de 7 de outubro e propõe uma viagem pela história de Israel, pelo percurso do povo judeu, pela política, pelas relações internacionais e pelos conflitos que continuam a marcar a região.

"Quero acreditar que os próximos Anwar Sadat e Isaac Rabin já nasceram - e já caminham entre nós".


Para que a memória não seja apenas lembrança.
Para que também seja reflexão.



setembro 30, 2026

O VENTO QUE ARRASA

“Escribo a partir de lo que escucho, de lo que veo en la calle,
 pero también de recuerdos, de lecturas”


Selva Almada nasceu em Entre Ríos, Argentina, a 5 de abril de 1973, e vive atualmente em Buenos Aires. É autora de romances, contos e obras de não ficção, sendo considerada uma das vozes mais marcantes da literatura argentina e latino-americana contemporânea. 
Publicou o seu primeiro romance, que faz parte das novidades literárias da Biblioteca Municipal, O vento que arrasa, em 2012. A obra conquistou leitores e a crítica e, na sua tradução inglesa, recebeu em 2019 o First Book Award do Festival Internacional do Livro de Edimburgo.
A sua obra, marcada por uma escrita concisa, intensa e profundamente humana, foi traduzida para várias línguas. Nas suas histórias, a autora explora as relações humanas, a violência, a memória, a vida nas regiões do interior argentino e as vozes de personagens que raramente ocupam o centro da literatura.


O calor sufoca o monte chaquenho. Choverá? Apeados por uma falha mecânica, o Reverendo Pearson e a sua filha Leni esperam pacientes que o Gringo Brauer e Tapioca - o rapaz que há uns anos foi deixado ao seu cuidado - possam repará-la para seguirem caminho. Nesse cemitério de carros desmantelados e sucata agrícola, os adolescentes passam o tempo e os adultos conversam sobre as suas próprias vidas. O encontro inesperado mudará todos.
Romance intenso e envolvente, quatro personagens encontram-se num lugar perdido no interior da Argentina, num dia marcado pelo calor, pela tensão e por encontros que irão deixar marcas. Entre silêncios, conflitos e memórias, Selva Almada constrói uma narrativa poderosa sobre a solidão, a fé, as relações humanas e a necessidade de encontrar um caminho.

Venha descobrir Selva Almada e deixe-se levar por este vento.



setembro 25, 2026

QUANDO AS AVES VOAM PARA SUL

Um homem, um cão, uma casa cheia de lembranças e um filho com
 quem ficaram demasiadas coisas por dizer.
 

"(...) Pergunto-me, por exemplo, porque é que as coisas foram como foram. Penso na minha mãe e no meu pai como nunca tinha pensado. Mas penso, acima de tudo, no Hans; não quero que as coisas entre nós acabem como acabaram entre mim e o meu pai.
Mas depois ele veio com aquela história sobre o Sixten, e essa conversa revolta-me de tal maneira que nem sei o que fazer. Como raio posso consertar a nossa relação se ele mo tirar?"


Uma história delicada sobre amor, família, envelhecimento e despedida.

Há livros que falam de grandes acontecimentos. E há livros que encontram a grandeza nas pequenas coisas: numa casa silenciosa, numa relação entre pai e filho, nas memórias que resistem ao tempo e na difícil aprendizagem de deixar partir.
Quando as aves voam para sul, da escritora sueca Lisa Ridzén, e que sugerimos para leitura de fim de semana, é um romance delicado e profundamente humano sobre velhice, solidão, família, amor e despedida.
A história acompanha um homem idoso que vive sozinho, com a companhia do seu cão. À medida que o inverno se aproxima, a rotina quotidiana vai sendo atravessada por memórias, ausências e pela consciência de que o tempo não pode ser travado. A relação com o filho, marcada por silêncios e por coisas que ficaram por dizer, ganha um novo significado quando a vida exige decisões difíceis.


"Um daqueles livros que o faz rir, chorar... e querer comprar vinte cópias para oferecer a todos os que ama."
                                                                                                            Fredrik Backman


Lisa Ridzén, nascida em 1988, é uma escritora e socióloga sueca. Cresceu na região de Jämtland, no norte da Suécia, onde continua a viver, numa pequena aldeia próxima de Östersund. 
É doutoranda em Sociologia e a sua investigação centra-se nas normas de masculinidade nas comunidades rurais do norte da Suécia, temas que também atravessam a sua escrita. 
A ideia para o seu livro que hoje divulgamos, Quando as aves voam para sul, o seu romance de estreia, nasceu quando encontrou as notas deixadas pela equipa de cuidados que acompanhou o seu avô nos últimos anos de vida. 
Essas pequenas observações do quotidiano deram origem à personagem de Bo e a uma história sobre envelhecimento, família, amor e as muitas coisas que ficam por dizer. 
Publicado originalmente na Suécia em 2024, o romance tornou-se um fenómeno editorial, conquistando o Prémio Livro do Ano na Suécia e os prémios Adlibris de Estreia do Ano e Ficção do Ano. A obra foi entretanto publicada em trinta e cinco países.

Venha descobrir este livro. 
Talvez encontre entre estas páginas uma história que também fala de si.




setembro 10, 2026

CARLA PAIS | 17 set | 19h00 | Auditório da Resinagem


Carla Pais nasceu em 1979, na freguesia de Regueira de Pontes, concelho de Leiria, e reside atualmente em França. Autora premiada em diferentes géneros literários, publicou, entre outras obras, o romance Mea Culpa, finalista do Prémio APE 2018, e Um Cão Deitado à Fossa, distinguido com o Prémio Cidade de Almada 2018 e com o Prémio SPA 2023 para Melhor Livro de Ficção Narrativa. Na poesia, venceu a primeira edição do Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo. Em 2025, alcançou um dos mais importantes reconhecimentos da literatura portuguesa ao vencer o Prémio LeYa com o romance A Sombra das Árvores no Inverno. A sua escrita destaca-se pela exigência formal, pela intensidade lírica e pela profundidade dos temas abordados.

Carla Pais é a convidada do Município para uma conversa sobre o seu percurso no mundo da escrita, as obras que marcaram a sua carreira, os prémios conquistados e os desafios e experiências que acompanham a criação literária. 

A iniciativa terá como mediador o Prof. Paulo Tojeira, docente da Escola Secundária Eng.º Calazans Duarte e fundador do Grupo de Percussão Tocándar.

NÃO FALTE!




setembro 02, 2026

O SURPREENDENTE SILÊNCIO DOS HOMENS

 

Há silêncios que dizem muito. 
E há silêncios que se tornam ensurdecedores quando, à sua volta, a brutalidade cresce.

A Biblioteca Municipal da Marinha Grande divulga o mais recente romance de Rita Ferro, um grito de alerta perante a escalada mundial da brutalidade contra as mulheres.
Um livro incómodo, corajoso e necessário, que questiona o medo, o silêncio e a violência que tantas mulheres carregam desde a infância.
O novo romance de Rita Ferro convida-nos a pensar sobre os homens, sobre as mulheres e sobre aquilo que ainda precisamos de transformar nas relações entre ambos. Porque compreender a violência é também questionar os modelos de masculinidade, os comportamentos que se normalizam e os silêncios que permitem que a brutalidade continue.

Como podemos crescer amando, desejando e, ao mesmo tempo, temendo os homens?

Através da história de Maria da Graça, a autora conduz-nos pelos labirintos da natureza feminina, das relações humanas e dos segredos familiares, num romance que nos obriga a olhar de frente para uma realidade que não pode ser ignorada.

"(...) Uns pedem desculpa no dia seguinte, pensando que uma palavra de oito letras relevará o abuso e não terá repercussões na nossa sensibilidade.
- Desculpa lá aquilo de ontem, bebi de mais.
Ou tentam gracejar, pretendendo que um miserável galanteio os absolva:
- Não tenho a culpa que sejas tão bonita."

O surpreendente silêncio dos homens 
é,  assim, mais do que um romance: 
é uma oportunidade para olhar de frente para uma realidade que não podemos aceitar como inevitável.

Porque quando a violência contra as mulheres cresce, 
quebrar o silêncio deixa de ser uma escolha. Torna-se uma responsabilidade de todos.

Rita Ferro: uma voz incontornável da literatura portuguesa

Rita Ferro nasceu em Lisboa, a 16 de fevereiro de 1955, e é uma das escritoras portuguesas com uma presença mais marcante na literatura contemporânea. Estudou Design e especializou-se em Marketing, tendo trabalhado como professora de Publicidade e exercido funções de direção e consultoria em empresas. Filha do escritor e filósofo António Quadros e neta dos escritores Fernanda de Castro e António Ferro, Rita Ferro cresceu num ambiente profundamente ligado à literatura e à cultura portuguesas.
Iniciou a sua carreira literária em 1990, com o romance O Nó na Garganta. Desde então, construiu uma obra diversificada, que inclui romances, crónicas, biografias, literatura infantil, peças de teatro e livros de caráter autobiográfico. A sua escrita distingue-se por uma linguagem mordaz, intimista e envolvente, abordando frequentemente as relações humanas, a condição feminina, a vida familiar e as complexidades da sociedade contemporânea.
Ao longo do seu percurso, manteve também uma presença regular na imprensa, na rádio e na televisão, conciliando a escrita literária com outras formas de comunicação e reflexão sobre a sociedade.
Com mais de três décadas de percurso literário, Rita Ferro continua a escrever sobre aquilo que nos inquieta, nos aproxima e, muitas vezes, nos separa. O seu novo romance, O Surpreendente Silêncio dos Homens, que hoje divulgamos e que faz parte das novidades acabadas de chegar à biblioteca, inscreve-se nesse percurso de observação das relações humanas e promete, desde o próprio título, provocar reflexão e debate.


Uma leitura para pensar.
Uma leitura para questionar.
Uma leitura para não permanecer em silêncio.



agosto 26, 2026

ALICE NO PAÍS DAS IDEIAS

 UM CONVITE A PENSAR LIVREMENTE


"- É curioso - prossegue a Alice -, nunca tinha pensado que as ideias fossem tão importantes... Aprendi que as havia boas, más, verdadeiras, falsas, mas, no fundo, não sabia do que se tratava ao certo. Ouvi falar de ideias para presentes, de ideias feitas, das ideias infantis e das dos adultos, ideias para receitas, ideias para saídas, uma ideia para um penteado, ideias para férias. "

E se, por momentos, deixássemos de aceitar as ideias como verdades definitivas
 e nos permitíssemos simplesmente pensar?



Em Alice no país das ideias, Roger-Pol Droit conduz-nos por uma viagem surpreendente pelo mundo das ideias, mostrando-nos que a filosofia está longe de ser uma coisa chata, complicada ou aborrecida, reservada apenas aos filósofos e aos livros difíceis. Pelo contrário: filosofar é perguntar, duvidar, imaginar, questionar e procurar compreender.
São as ideias que nos ajudam a interpretar o mundo, a perceber aquilo que nos rodeia e, muitas vezes, a encontrar novas formas de o transformar. Afinal, muitas das grandes mudanças da humanidade começaram com uma ideia, uma pergunta ou alguém que teve a coragem de pensar de maneira diferente.
Porque pensar é um exercício de liberdade. É ter a coragem de fazer perguntas, de não aceitar tudo como adquirido, de ouvir diferentes pontos de vista e, sobretudo, de construir as nossas próprias ideias.
E há uma liberdade ainda maior: a liberdade de mudar de ideias. Mudar de opinião não é fraqueza nem contradição — pode ser sinal de que aprendemos, refletimos e crescemos.
Este livro é, por isso, mais do que uma leitura: é um convite à curiosidade, à reflexão e ao pensamento livre. Uma oportunidade para descobrir que a filosofia pode ser próxima, estimulante e até divertida.


Roger-Pol Droit — filósofo, escritor e divulgador do pensamento
Roger-Pol Droit é um filósofo, escritor e jornalista francês, conhecido pela forma acessível e estimulante como aproxima a filosofia e a história das ideias dos leitores. Professor agregado de Filosofia, doutorou-se em Filosofia e desenvolveu uma parte importante da sua carreira como investigador no CNRS — Centre National de la Recherche Scientifique. Foi também professor e diretor de seminários no Sciences Po, em Paris.
Em 2025, publicou Alice no País das Ideias, o livro que hoje a Biblioteca Municipal da Marinha Grande divulga, uma obra que combina aventura, filosofia e história do pensamento. Através da personagem Alice, o autor convida o leitor a viajar por diferentes épocas e civilizações e a encontrar pensadores como Sócrates, Platão, Buda, Montaigne, Descartes, Voltaire e Nietzsche.
A obra traduz bem aquilo que parece ser uma das grandes preocupações de Roger-Pol Droit: mostrar que pensar não é um exercício distante ou reservado aos filósofos, mas uma ferramenta essencial para compreender o mundo, questioná-lo e, se necessário, transformá-lo. 
Alice no País das Ideias é, nesse sentido, também um convite à dúvida, à curiosidade e à liberdade de pensar — incluindo a liberdade, tão importante quanto difícil, de mudar de ideias.


Na Biblioteca Municipal da Marinha Grande, deixamos-lhe o desafio: 
leia, questione, pense por si próprio… e permita-se mudar de ideias.

Porque uma ideia verdadeiramente livre é aquela que nunca deixa de poder ser pensada de novo.




agosto 21, 2026

PÉS DE BARRO


60 anos da Ponte sobre o Tejo… 
e um livro para atravessar a História

No passado dia 6 de agosto, a Ponte sobre o Tejo completou 60 anos.
Inaugurada em 1966, aquela que hoje conhecemos como Ponte 25 de Abril transformou para sempre a paisagem de Lisboa e a ligação entre as duas margens do Tejo.



Mas como era viver e trabalhar em Lisboa quando a ponte ainda estava a nascer?

É precisamente nesse tempo que nos leva Nuno Duarte, no seu romance Pés de Barro, vencedor do Prémio LeYa 2024.
Estamos em 1962, num Portugal marcado pelo Estado Novo, quando começa a construção da primeira grande ponte suspensa sobre o Tejo. Cerca de três mil homens são necessários para erguer aquela obra monumental. Entre eles está Victor Tirapicos, um jovem serralheiro de 22 anos, através de cujos olhos acompanhamos o crescimento da ponte e, ao mesmo tempo, as vidas, dificuldades, sonhos e contradições de quem habitava os pátios operários de Alcântara.
Este romance é, assim, muito mais do que a história de uma ponte. É um retrato de um país em transformação, onde uma ponte une enquanto uma guerra separa, com a Guerra Colonial como pano de fundo.


60 anos depois da inauguração da Ponte sobre o Tejo, talvez seja uma boa altura para voltar a atravessá-la… através da leitura.
 


Nuno Duarte nasceu em Sintra, em 1973. Cresceu rodeado de livros, descobrindo desde cedo a literatura através dos livros que o pai tinha em casa, de autores como John Steinbeck, Fiódor Dostoiévski, Ernest Hemingway, Ferreira de Castro e José Saramago, mas também através da banda desenhada, com autores como Goscinny, Hergé, Edgar P. Jacobs, Christin e Moebius. 
Estudou Design Gráfico no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual e iniciou uma carreira na área da publicidade. Trabalhou como diretor criativo em algumas das principais agências do mercado, tendo recebido diversas distinções nacionais e internacionais. 
Apesar de a literatura e a escrita fazerem parte da sua vida há muitos anos, foi apenas na idade adulta que decidiu dedicar-se à escrita literária. Aos 51 anos, Nuno Duarte estreou-se como romancista — e fê-lo da melhor forma possível: conquistando o Prémio LeYa 2024 com o seu primeiro romance, Pés de Barro e que hoje sugerimos para leitura no seu fim de semana
Esta estreia tardia é, talvez, um dos aspetos mais interessantes do seu percurso: demonstra que nunca é tarde para começar uma nova aventura e transformar uma paixão antiga num projeto literário.
O romance que marcou a sua estreia foi ainda finalista do Prémio Wook Novos Autores 2025 e nomeado para o Prémio Livro do Ano Bertrand 2025.



"Um retrato muito dinâmico e vivo do Portugal dos anos 1960"
                                                                                  Manuel Alegre, Presidente do Júri


Venha descobri-lo e conhecer, através da literatura, as histórias das pessoas que ajudaram a construir uma das obras mais emblemáticas de Portugal.




agosto 12, 2026

MARIDOS E AMANTES

 






Maridos e Amantes, de Beatriz Williams, é um romance envolvente que entrelaça duas histórias separadas por mais de setenta anos, revelando como os segredos do passado continuam a moldar o presente.
Na Nova Inglaterra dos dias de hoje, Mallory Dunne enfrenta a maior provação da sua vida quando o filho adoece gravemente. Enquanto procura desesperadamente um dador compatível, descobre verdades inesperadas sobre a história da sua família e vê-se obrigada a revisitar um amor que julgava encerrado. Em paralelo, o leitor é transportado para o Cairo dos anos 1950, onde Hannah Ainsworth, sobrevivente do Holocausto, se vê dividida entre o dever, a paixão e os perigos de um mundo marcado pela espionagem e pela instabilidade política.
Com uma escrita elegante e personagens profundamente humanas, Beatriz Williams constrói um romance onde o amor, a perda, a maternidade, os sacrifícios e os laços familiares se cruzam de forma emocionante.
Entre cenários históricos fascinantes e um enredo repleto de mistério, Maridos e Amantes é uma leitura cativante que convida a refletir sobre as escolhas que fazemos e o impacto que elas podem ter ao longo de várias gerações.



Venha descobrir este romance na Biblioteca Municipal da Marinha Grande e 
deixe-se envolver por uma história inesquecível, 
onde o passado nunca deixa verdadeiramente de nos acompanhar.








Beatriz Williams é uma escritora norte-americana reconhecida pelos seus romances de ficção histórica, nos quais combina acontecimentos reais, mistério, romance e personagens memoráveis. Antes de se dedicar à escrita, licenciou-se na Universidade de Stanford e trabalhou durante vários anos na área das finanças, em Londres e Nova Iorque.
Estreou-se como romancista em 2012 e, desde então, tornou-se uma presença constante nas listas de livros mais vendidos do The New York Times. As suas obras distinguem-se pela cuidada recriação histórica, pelos enredos que alternam entre diferentes épocas e pela forma como explora as relações humanas, os segredos de família e o papel das mulheres em momentos marcantes da História.
Traduzidos para diversas línguas, os seus livros conquistaram leitores em todo o mundo, consolidando Beatriz Williams como uma das vozes mais apreciadas da ficção histórica contemporânea.



"Este trabalho de Williams, uma ficção histórica disfarçada de leitura de verão, acompanha um casal fascinante e brilhantemente criado, e as descrições de um tenso Cairo pós-guerra são simultaneamente imponentes e detalhadas. O resultado é um livro que nos agarra como um bom filme, e que nos apanha de surpresa"
                                                                                                            The New York Times










agosto 07, 2026

O DIREITO DE NÃO FAZER NADA




 


 Há dias em que o melhor plano é... não ter plano nenhum.

Depois de um ano inteiro de trabalho, compromissos e horários, parar não é um luxo: é um direito. É nesses momentos de descanso, em que o tempo parece abrandar, que podemos recuperar energias, respirar fundo e simplesmente desfrutar do prazer de não fazer nada.

Mas esse "não fazer nada" pode ganhar um companheiro perfeito: um bom livro. Sem pressas, sem obrigações, apenas o prazer de ler ao ritmo das férias, da sombra de uma árvore, da praia, da varanda ou do sofá.

Na Biblioteca Municipal da Marinha Grande há histórias para todos os gostos: romances que nos fazem viajar, policiais que prendem até à última página, biografias inspiradoras, livros de aventura, fantasia, poesia ou ciência. Há sempre um livro à espera de tornar esses momentos de descanso ainda mais especiais.


Se vai aproveitar o merecido tempo de pausa, passe pela biblioteca.
 Temos, de certeza, o livro certo para animar esse delicioso "estar sem fazer nada".





Porque descansar também é ler. 
E ler é uma das melhores formas de aproveitar o tempo.


julho 29, 2026

OLHO POR OLHO




Olho por Olho, de Jeffrey Archer, é um thriller envolvente que combina vingança, justiça e intriga política, confirmando o talento do autor para criar narrativas cheias de ritmo e reviravoltas.
Neste romance, a determinação de um homem em fazer justiça leva-o a enfrentar adversários poderosos, num jogo perigoso onde cada decisão pode alterar o destino de todos os envolvidos. Entre conspirações, interesses ocultos e dilemas morais, o autor conduz o leitor por uma trama inteligente que prende da primeira à última página.

Com capítulos curtos, suspense constante e personagens bem construídas, Olho por Olho, gentilmente oferecido pela MJReads, é uma leitura ideal para quem aprecia romances de ação, mistério e estratégia, onde nada é exatamente o que parece.

Porque vale a pena ler este livro?

Porque Jeffrey Archer transforma uma história de vingança num intenso confronto entre ética,
 poder e justiça. Olho por Olho é um romance impossível de largar, que desafia o leitor
 a refletir sobre até onde se pode ir para corrigir uma injustiça e se
 a vingança consegue, alguma vez, substituir a verdadeira justiça.


Jeffrey Archer nasceu a 15 de abril de 1940, em Londres, Inglaterra. É um dos mais conhecidos autores britânicos de ficção contemporânea, com mais de 300 milhões de livros vendidos em 114 países e é publicado em 47 línguas. 
É o único autor que foi número 1 de vendas nos géneros de ficção, contos e não-ficção.
Antes de se dedicar em exclusivo à escrita, teve uma carreira na política. Foi deputado pelo Partido Conservador e, mais tarde, membro da Câmara dos Lordes. A sua vida pública ficou marcada por sucessos, mas também por polémicas e problemas judiciais, experiências que muitos leitores consideram ter enriquecido a forma como retrata o poder, a ambição e a natureza humana nos seus romances.
Estreou-se na literatura em 1976 com Not a Penny More, Not a Penny Less (Nem Mais um Tostão, Nem Menos um Tostão). O reconhecimento internacional chegou pouco depois com Kane e Abel, um dos seus maiores êxitos editoriais. Desde então, publicou numerosos romances de suspense, intriga política e drama, destacando-se também as séries As Crónicas de Clifton e William Warwick, muito apreciadas pelos leitores.
A  sua escrita caracteriza-se por tramas bem construídas, capítulos curtos, ritmo acelerado e reviravoltas surpreendentes, qualidades que fizeram dele um dos autores mais populares do género do thriller e da ficção de entretenimento. As suas obras continuam a conquistar leitores em todo o mundo pela capacidade de prender a atenção da primeira à última página.


"Provavelmente o melhor contador de histórias dos nossos dias"
The Times






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