O Prémio Camões, considerado o maior prémio da língua portuguesa, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988 com o objetivo de distinguir um autor "cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum".
O júri desta 30ª edição do Prémio Camões, composto por Maria João Reynaud e Manuel Frias Martins em representação de Portugal, Leyla Perrone-Moiés e José Luis Jobim pelo Brasil, Ana Paula Tavares em representação de Angola e por Cabo Verde José Luís Tavares, distinguiram por unanimidade o escritor cabo-verdiano Germano de Almeida.
"Estou feliz. É o reconhecimento do trabalho que a gente faz.
Embora eu considere que escrever não seja trabalho, é prazer".
Germano de Almeida é um dos escritores mais lidos e traduzidos de Cabo Verde e é o segundo escritor daquele país a ser distinguido com o prémio Camões. Em 2009 o galardoado foi o poeta Arménio Vieira.
"Não sinto qualquer pressão pelo facto de só escrever em português. Cabo Verde tem uma necessidade imperiosa de cultivar a língua portuguesa porque é o nosso instrumento de contacto com o mundo."
"O meu olhar sobre Cabo Verde é meu, é o olhar do Germano, do cabo-verdiano. Há nele muita complacência e muita compreensão. Sou um homem profundamente cabo-verdiano, que ao escrever está a traduzir uma cultura. E o cabo-verdiano é um povo que apesar de todos os problemas, continua a manter um grande sentido de humor. Isso caracteriza-nos, mas há outra coisa: o amor e a esperança nunca morreram em Cabo Verde.
Do premiado deste ano, o Leitor encontrará na Biblioteca Municipal para empréstimo domiciliário os seguintes títulos:
Boas Leituras
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