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novembro 28, 2025

CANÇÃO DO PROFETA

 


Paul Lynch nasceu a 9 de maio de 1977, em Limerick, Irlanda.
É conhecido pela sua prosa intensa, poética e profundamente emocional. Antes de se dedicar totalmente à ficção, foi crítico de cinema e jornalista.
Autor de vários romances premiados, venceu em 2023 o Booker Prize, um dos mais importantes prémios britânicos para livros em língua inglesa, com o romance Canção do Profeta, a nossa sugestão de leitura para o fim de semana.
Escrito quase sem pausas, com descrições imagéticas e sensoriais, o romance cria uma República da Irlanda num regime totalitário após a ascensão da extrema-direita ao poder.

Segundo os jurados, a obra "é um triunfo da narrativa emocional, estimulante e corajosa. Com grande vivacidade, Canção do Profeta capta as ansiedades sociais e políticas do nosso momento atual. Os leitores acharão isso comovente e verdadeiro, e não esquecerão tão cedo os seus avisos."

Em 2024, foi nomeado Distinguished Writing Fellow da Universidade de Maynooth e eleito para a Aosdána, a academia irlandesa das artes que honra artistas distintos. Os seus romances estão traduzidos em mais de 30 línguas.


Numa noite escura e chuvosa em Dublin, a cientista e mãe de quatro filhos Eilish Stack abre a porta de sua casa e depara-se com dois oficiais da recém-formada polícia secreta da Irlanda que pretendem interrogar o seu marido, um sindicalista. Depois do marido, também o seu filho mais velho desaparece.
A Irlanda está a desmoronar-se. O país está sob o domínio de um governo que se inclina para a tirania e Eilish só pode assistir impotente enquanto o mundo que conhecia desaparece.
Até onde irá ela para salvar a sua família? E o que - ou quem - está disposta a deixar para trás para o conseguir?


"Eu estava a tentar ver o caos atual. A agitação nas democracias ocidentais. O problema da Síria - a implosão de uma nação inteira, a escala da sua crise de refugiados e a indiferença do Ocidente. A invasão da Ucrânia nem sequer tinha começado. Não consegui escrever diretamente sobre a Síria, por isso simulei o problema na Irlanda." 


"(...) Não tenho o direito de entrar nesta casa. Certo. Isso pensa você. Não sou eu que penso, é um facto perante a lei. Um facto. Sim, há um Estado de direito, não pode infringir os nossos direitos desta maneira. Um Estado de direito. Exatamente. Diz essa palavra, direito, como se compreendesse o que significa, ora diga-me lá que direitos nasceram com o homem, mostre-me lá em que tábuas estão inscritos, onde é que a natureza decretou que é assim."



"Um dos romances mais importantes desta década."
                                                                                                      Ron Rash


novembro 14, 2025

SÓ NESTE PAÍS

"Chorávamos de tanto rir conforme nos íamos lembrando de mais histórias esquecidas da política portuguesa. Foi um jantar épico, ainda na década de 2010 (por sinal, num restaurante japonês, como se ali me fosse adivinhado o futuro), e assim se fez a três o acordo, por unanimidade e aclamação, de que voltaríamos a fazer um livro em conjunto, desta vez sobre o labo B da política portuguesa (B de bizarro, boçal, balbúrdia, bárbaro, bobo, banzé, biltre, burlesco, biruta, bazófia, barafunda, baderna, bagunça, bem-humorado)."


"Cada um tem a Marinha Grande que merece. No caso de Mário Soares, em janeiro de 1986, foi na Marinha Grande, e em grande: um estalo em cheio na cara, mais dois guarda-costas agredidos por operários das fábricas de vidro, enquanto o socialista dava o corpo ao manifesto. No caso de André Ventura, em janeiro de 2021, foi em Setúbal, e em pequeno: manifestantes que protestavam à distância acertaram no candidato do Chega... com uma caixa de pastilhas. Para Soares, foi a sorte grande - esse foi o momento de viragem para a sua vitória. Para Ventura, não foi sequer a terminação."


"Por muito bizarros, extravagantes ou inacreditáveis que pareçam os episódios
 que aqui contamos, estão documentados e registados.
 São património nacional, como os políticos que os protagonizaram. 
Isto só neste país."

Leitura descontraída que também ensina, ou recorda, os momentos mais desconcertantes e inesperados da política em Portugal.
É a nossa sugestão para o seu fim de semana.


Os autores, Filipe Santos Costa e Liliana Valente, jornalistas experientes e profundos conhecedores dos meandros políticos nacionais, passaram horas a folhear jornais, recolhendo histórias improváveis, inverosímeis, insólitas, mas nunca insossas.


"Diz-se que rir é o melhor remédio, qualquer que seja a maleita. Não faltam diagnósticos sobre o estado da nossa democracia e, na generalidade, o prognóstico é reservado. O futuro é incerto, o presente é instável, e o passado não é brilhante. E no entanto, chegámos aqui."


Tem curiosidade sobre a política portuguesa? 
Este livro é para si.



outubro 31, 2025

O QUE TERÁ JANTADO ...

"(...) Comecei a questionar-me sobre o que poderiam dizer aqueles que estavam na cozinha em momentos chave da História. O que poderia estar a borbulhar nos tachos enquanto se jogavam os destinos do mundo? 
(...) Rapidamente, surgiram outras perguntas. O que terá comido Saddam Hussein depois de ter mandado gasear dezenas de milhares de curdos? Não terá tido dores de barriga? E o que comia Pol Pot na época em que quase dois milhões de Khmers morriam à fome? E o que jantou Fidel Castro quando pôs o mundo à beira de uma guerra nuclear? qual deles gostava de comida picante? Quem comia muito e quem se limitava apenas a debicar o que punha no prato? (...)
Não tinha escolha. Tantas eram as perguntas à espera de resposta que tive de ir à procura dos cozinheiros dos ditadores."


Witold Szablowski é um premiado jornalista e escritor polaco nascido em 1980. É conhecido pelas suas reportagens que cruzam história, política e experiências humanas marcantes. Trabalhou como repórter no jornal Gazeta Wyborcza, onde se destacou pelo olhar sensível e crítico sobre a realidade pós-comunista.


"(...) Levei quase quatro anos a escrever este livro. Durante esse tempo, passei por quatro continentes: desde uma aldeola esquecida por todos na savana queniana, às ruínas da antiga Babilónia no Iraque, ou à selva do Camboja, onde se esconderam os últimos Khmers Vermelhos.
(...) Foi-me difícil convencê-los a conversar comigo. Alguns ainda não tinham recuperado do trauma de trabalhar para alguém que podia matá-los a qualquer momento.
 (...) Graças às conversas com os cozinheiros, compreendi como os ditadores aparecem no mundo. É um conhecimento importante num tempo em que, segundo o relatório da organização americana Freedom House, há quarenta e nove países governados por ditadores. Ainda por cima, este número tem crescido constantemente. O ambiente atual é favorável a ditadores e vale a pena sabermos o mais possível sobre eles."

Para leitura no seu fim de semana, escolhemos um livro que apresenta as histórias
 dos cozinheiros que trabalharam para Saddam Hussein (Iraque), Idi Amin Dada (Uganda), 
Enver Hoxha (Albânia), Fidel Castro (Cuba) e Pol Pot (Camboja). 

O livro mostra-nos que até na cozinha dos ditadores há histórias 
que dizem muito sobre o século XX e sobre a condição humana.



 
Um livro de leitura compulsiva a que não falta, 
mesmo sob um pano de fundo de horrores, uma pitada de humor.




outubro 03, 2025

COMO PODIA AQUILO TER ACONTECIDO?


Continuamos a dar destaque às novas aquisições e hoje 
sugerimos para leitura do seu fim de semana,
 o romance de estreia de Leonor Sampaio da Silva,
 finalista do Prémio Leya em 2023

Passagem Noturna



Certa noite, um fenómeno natural súbito e inexplicável deixa um hotel completamente isolado e rodeado por uma cratera funda, o que não só resulta numa perda de liberdade de movimentos para os hóspedes (que não podem sair e têm de passar a ocupar posições específicas para não desequilibrarem um edifício em perigo de derrocada), mas também num convívio forçado entre pessoas de contextos e gerações muito diferentes que eventualmente nunca chegariam a conhecer-se.
O "sinistro"- como virá a ser referida a catástrofe - é pressentido pela filha do Engenheiro responsável pela construção do hotel, uma pré-adolescente que perdeu a mãe em circunstâncias pouco claras dois anos antes; leitora voraz e de imaginação fértil, a Menina Sem Sorte Nenhuma crê que recebeu a mensagem do abalo e, cansada das namoradas do pai, resolve lançar-se numa aventura, pondo-se em contacto com a Guia Turística que se encontra sitiada no hotel.




"No dia seguinte, ninguém sobreviveu. Assim poderia começar este livro - com a história de um crime em tudo oposto à ficção de Saramago. Mas não foi dessa maneira que as autoridades competentes classificaram o acontecimento. Uma catástrofe. Uma tragédia. Um credo na ponta da língua. Uma desgraça, meu Deus, nas pontas de outras línguas. Um agora-é-arregaçar-as-mangas-e-aprender-com-os-erros-do-passado, nas línguas mais práticas. Diria Saramago que aprenderam sobretudo os que não sobreviveram e que pouco nos valerá a lição, pois não estarão cá para no-la contar. Mas eu estou e, tendo sobrevivido, contarei a minha versão."



Leonor Sampaio da Silva é natural de Ponta Delgada, ilha de São Miguel.
É professora Associada no Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade dos Açores. Além do seu trabalho académico, dedica-se à escrita literária, contando com várias obras publicadas, nos géneros do conto e da poesia. Estreou-se como escritora com o livro de contos Mau Tempo e Má Sorte - contos pouco exemplares, que foi distinguido com o Prémio de Humanidades Daniel de Sá em 2014.
Passagem Noturna é o seu romance de estreia e foi finalista do Prémio LeYa em 2023.

"Do outro lado da cratera, o Senhor Engenheiro fez uma recomendação surpreendente: pediu ao Diretor do Hotel que mandasse todos os hóspedes para os seus quartos. Com o peso dos turistas concentrados no lóbi, o edifício inclinara-se para sul e ele ainda não decidira se essa seria a melhor direção da derrocada"


BOA LEITURA



setembro 05, 2025

JÁ LEU ESTES LIVROS?

 


E estes também?




Venha conhecer o novo romance de
uma das autoras mais lidas na nossa biblioteca





É a nossa sugestão para leitura do seu fim de semana

Entrelaçando passado e presente, O vento conhece o meu nome conta-nos a história de duas personagens inesquecíveis, ambas em busca da família e de um lar. É uma sentida homenagem aos sacrifícios que fazemos em nome dos filhos e uma carta de amor às crianças que sobrevivem a perigos inimagináveis - sem nunca deixar de sonhar.

Viena, 1938. Samuel Adler tem apenas 5 anos quando o pai desaparece, na infame Noite de Cristal - a noite em que a sua família perde tudo. Para garantir a segurança do filho, a mãe consegue-lhe lugar num comboio que transporta crianças judias para fora do país, agora ocupado pelo regime nazi. Samuel embarca sozinho, deixando a família para trás, tendo o seu violino como única companhia. 

Arizona, 2019. Anita Díaz e a mãe tentam entrar nos EUA, fugindo à violência que reina no seu país, El Salvador. No entanto, são separadas na fronteira, ao abrigo de uma nova lei que regulamenta a emigração, forçando à separação das famílias. A mãe desaparece sem deixar rasto e Anita é colocada em sombrias instituições de acolhimento. O caso desperta a atenção de Selena Durán, uma californiana de ascendência latina, e de Frank Angileri, um promissor advogado, que tudo farão para reunir de novo mãe e filha. Juntos, vão conhecer de perto a violência que muitas mulheres sofrem em silêncio, sem que dela consigam escapar.




Isabel Allende é uma das escritoras latino-americanas mais lidas e traduzidas em todo o mundo. Nasceu a 2 de agosto de 1942, em Lima, no Peru, onde o seu pai, Tomás Allende, era diplomata chileno.
Após a separação dos pais, mudou-se ainda criança para o Chile, país com o qual se identifica profundamente.
Trabalhou como jornalista em revistas e televisão antes de se dedicar à literatura. Em 1981, após o golpe militar de Pinochet, partiu para o exílio na Venezuela, experiência essa que marcou fortemente a sua obra.
A estreia literária aconteceu em 1982 com o romance A Casa dos Espíritos, que rapidamente se tornou um "clássico contemporâneo" e um exemplo do realismo mágico latino-americano.  A obra deu lugar a um filme, realizado por Bille August, com Jeremy Irons, Meryl Streep, Winona Ryder e Antonio Banderas como protagonistas, tendo grande parte do mesmo sido filmado em Lisboa e no Alentejo.

A sua escrita cruza ficção histórica, memória pessoal e critica social, sempre com personagens femininas fortes, explorando temas como o exílio, a identidade, a liberdade e a justiça. Está traduzida em 40 línguas e vendeu mais de 75 milhões de exemplares, sendo a escritora mais lida em língua espanhola.

Recebeu mais de 60 prémios internacionais:
  • Prémio Nacional de Literatura do Chile em 2010, 
  • Prémio Hans Christian Andersen em 2012 na Dinamarca
  • A Medalha da Liberdade nos Estados Unidos atribuída por Barack Obama em 2014
  • Em 2018 tornou-se a primeira escritora de língua espanhola premiada com a medalha de honra do National Book Award, nos Estados Unidos, pelo seu enorme contributo para o mundo das letras.

Atualmente vive nos Estados Unidos, onde fundou a Fundação Isabel Allende, dedicada a causas sociais e de defesa dos direitos das mulheres e das crianças.


Ler é sempre uma boa ideia





agosto 08, 2025

O QUE É QUE ELES TÊM EM COMUM?

 


Gostam de GATOS


Hoje, dia 8 de agosto, celebra-se o Dia Internacional do Gato
É uma data que visa homenagear esses companheiros elegantes, misteriosos e carinhosos que há séculos fazem parte da nossa vida. Muito mais do que simples animais de estimação, os gatos conquistaram um lugar especial nas famílias, oferecendo companhia, afeto, momentos de ternura e tranquilidade.



Ter um gato em casa é ter um amigo silencioso (às vezes) que respeita o nosso espaço (nem sempre), mas que também sabe aninhar-se no colo (sempre) e ronronar em sinal de afeto. 
Estudos mostram que a presença de um gato em casa pode ajudar a reduzir o stress e a ansiedade, além de proporcionar alegria e bem-estar aos seus tutores.
Discretos, elegantes e carinhosos à sua maneira, os gatos são muito mais do que animais de estimação. Eles são parte da família.





Este fim de semana deixe-se envolver pelo ronronar de boas histórias.



Sabia que 
escritores como  Haruki Murakami, Ernest Hemingway, Doris Lessing e T.S. Eliot, e muitos outros, eram apaixonados por gatos
E que em muitas das suas obras o gato é o protagonista?









Venha à Biblioteca Municipal e escolha um livro cujo protagonista é um gato ou autores  que encontraram nos gatos a sua melhor companhia e que não viveriam sem eles.



Porque um bom livro com um gato ao colo fazem qualquer dia mais feliz







Se ainda não tem um gato ... 
talvez esteja na hora de deixar um conquistar o seu coração.

Visite uma associação e adote um gato




abril 24, 2025

DO 25 DE ABRIL DE 1974 AO 25 DE NOVEMBRO DE 1975

 

"O 25 de Abril de 1974 surpreendeu os serviços de informação ocidentais, até então relacionados com a DGS, da qual recebiam as informações sobre a situação portuguesa. Ao não terem sido avisados por esta polícia política de que algo iria acontecer, esses serviços compartilham com a DGS o mesmo tipo de ignorância. (...)
Na manhã de 25 de Abril, tanto o embaixador Nash Scott, como o consulado norte-americano em Ponta Delgada, nos Açores, começaram por informar o SD de que tudo estava "tranquilo" e apenas às 9:50h o embaixador enviou um primeiro telegrama. Intitulado "Distúrbios em Portugal", o telegrama descrevia a presença de carros de combate nas ruas de Lisboa, sedes de ministérios cercadas pelos militares, bem como os apelos à calma feitos pelos oficiais sublevados, através da rádio. (...)



E iniciaram-se os acontecimentos militares do dia 25 de novembro de 1975. A partir da madrugada, paraquedistas ocuparam a Base Escola de Tancos, bem como as bases aéreas de Monte Real e do Montijo. Avançando sobre Lisboa, ocupam o Depósito Geral de Material de Guerra e o Comando da 1º Região Aérea, em Monsanto, por volta das 7h da manhã. Aqui detiveram o general Pinho Freire e exigiram a demissão do CEMFA, general Morais e Silva"




"(...) o texto que aqui apresento é uma análise pessoal de episódios entre os finais da ditadura e o 25 de Novembro de 1975, com destaque para o que aconteceu à ex-polícia política e para a ação dos EUA, França e Alemanha nesse período relativamente a Portugal".


É da análise dos acontecimentos ocorridos ao longo de cerca de ano e meio
que surge este livro, essencial para o conhecimento da nossa História recente, 
que hoje divulgamos e sugerimos para 
Leitura do seu Fim de Semana




Irene Flunser Pimentel é uma historiadora portuguesa nascida a 2 de maio de 1950 em Lisboa.
Investigadora do Instituto de História Contemporânea, é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre e doutora em História Institucional e Política do Século XX pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
O seu trabalho centra-se na análise crítica da repressão política durante o Estado Novo, com destaque para a atuação da PIDE, o papel das mulheres no regime, o exílio e a oposição à ditadura.
Também investigou o papel de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente o acolhimento de refugiados judeus e na atividade de espionagem em território português.
A sua investigação tem contribuído significativamente para o entendimento crítico da ditadura portuguesa e da memória histórica do seculo XX em Portugal.
  • Em 2007 foi galardoada com o Prémio Pessoa
  • Em 2009 foi galardoada com o Prémio Seeds of Science
  • Em 2015 foi condecorada pelo governo francês  com as insígnias Chevalier da Ordem Nacional da Legião de Honra.

"Pessoalmente, como muitos e muitas, agradeço aos militares de Abril, que, em 1973 e 1974 se reuniram, primeiro para lutarem por interesses corporativos, e, depois, com uma crescente consciência de que a Guerra Colonial tinha de ser resolvida politicamente, tiveram a audácia e a coragem de arriscar a vida e a liberdade, ao saírem à rua, com tanques e armas , em 25 de abril de 1974. Muito obrigada, oficiais do MFA, capitães de Abril, e às portuguesas e aos portugueses que contribuíram para a conquista da nossa democracia."










fevereiro 21, 2025

NA REALIDADE, OS ALIMENTOS NUNCA PARARAM DE VIAJAR

 


"A comida é uma coisa cheia de passado - de temperos e técnicas que passaram de avós para netos, de tias para sobrinhas, de chineses para portugueses, de peruanos para espanhóis, de filipinos para americanos, de mães para filhos, de turcomanos para eslavos do norte, de antepassados para vindouros. E de acasos, circunstâncias (vejam-se o sucesso da batata frita, do molho de soja ou do döner Kekab) (...)
Além da enorme lista de benefícios para a humanidade, isto é útil por dois motivos. Em primeiro lugar, as fronteiras diluíram-se e não é necessário ir à Coreia para provar Kimchi ou à China para reconhecer a invenção do ramen; basta irmos até ao fundo da rua, ao outro lado da cidade. Em segundo lugar, deixaram de existir cozinhas puras (o que é um festim de melancolia) e reconhecemos que, sendo conveniente conhecermos bem as nossas raízes, tudo o resto é empréstimo, troca e renovação. A cozinha dos portugueses sabe isso pelo que beneficiou e pelo que enriqueceu a mercearia do mundo."  
                                                                                                              Francisco José Viegas,
                                                                                                              In Posfácio A Mercearia do Mundo


Com uma feijoada, um churrasco, um caril, 
uma chávena de chá de rooibos, 
um copo de cerveja
 ou uma taça de champanhe, 
vamos levá-lo a viajar pelo mundo.
É a nossa 
sugestão de leitura para o seu fim de semana


Num país em que todos falam de comida e se apaixonam pela "cozinha do mundo" (do sushi ao poke, dos dim sum ao ramen, do Vinho do Porto ao melhor azeite e ao ceviche ou às especiarias mais raras), estas páginas explicam segredos de cada ingrediente e o modo como cada prato nos chegou à mesa, do século XVIII até hoje.
Se a popularidade do ramen não atinge ainda as proporções da do döner kebab ou do hambúrguer, já o azeite, a pizza, a pimenta, a margarina, o chá, o chili com carne, o sal, a vodca ou o açúcar e o champanhe fazem parte da história da humanidade como nós a conhecemos - a comer dim sum ou cuscuz, feijoada ou sardinhas de conserva, ostras ou corn flakes, mas também beber gin ou whisky, laranjada ou cerveja.
Todas as primeiras frases de cada capítulo incluem uma data e um lugar: são o ponto de partida para fazer a história de 88 produtos (molhos, bebidas, queijos, pratos tradicionais, ingredientes, frutos e sementes) que temperam, iluminam, alimentam ou satisfazem os apetites, as papilas de um mundo sem fronteiras, desejoso de saborear e inventar. Eis como mudámos o nosso mundo e o tornámos mais saboroso.



"A história da globalização também passa pelo estômago.
O livro faz com que o gin, os bagels ou o sushi falem para contar
a história da sua globalização de uma forma acessível.
É a aposta bem-sucedida dos dois historiadores."
                                                            24 Heures








janeiro 31, 2025

OLÁ, LINDA

Com dúvidas em escolher um livro para o seu fim de semana?



O livro que hoje sugerimos para si
foi selecionado para o clube de leitura da apresentadora Oprah Winfrey,
foi leitura de verão em 2023 de Barack Obama,
está no top de vendas do New York Times e da Amazon,
foi escolhido como o melhor romance do ano da Amazon.


William Waters cresceu numa casa silenciada pela tragédia, na qual os seus pais mal conseguiam olhar para ele, muito menos amá-lo; mas quando conhece a vivaz e ambiciosa Julia Padavano, é como se o seu mundo se iluminasse. E com Julia vem a sua família, pois ela e as três irmãs são inseparáveis: Sylvie, a sonhadora, é feliz com o nariz enfiado nos livros; Cecelia é um espirito livre, apaixonada pelas artes; Emeline cuida pacientemente de todos eles. Com os padavanos, William experimenta um novo sentimento: ter um lar, pois cada momento naquela casa é repleto de caos amoroso. 

É então que a escuridão do passado de William vem à tona, colocando em risco não apenas os planos cuidadosamente pensados por Julia para o futuro de ambos, mas também a inexorável devoção das irmãs umas pelas outras. O resultado é uma desavença familiar que muda irremediavelmente as suas vidas.
Será a inabalável lealdade que outrora os ligava forte o suficiente para voltar a reuni-los quando é mais importante?


"Olá Linda" é exatamente isso: lindo, perspicaz, melancólico. 
É uma história sobre família e amizade, sobre como as pessoas
 a quem estamos ligados também nos podem libertar. Adorei.
                                                                                                           Miranda Cowley Heller




Ann Napolitano é uma escritora norte-americana, nascida no dia 21 de outubro de 1971.
Possui um MFA pela New York University. Foi editora associada da revista literária One Story entre 2014-2020, e ensinou escrita de ficção no programa MFA da Brooklyn College, na New York University's School of Continuing and Professional Studies e no Gotham Writers Workshop.
Em 2019, a autora foi nomeada para o Prémio Literário Simpson/Joyce Carol Oates.
O romance que hoje divulgamos já vendeu os direitos de tradução para 21 países.


Pintura de Joseph Lorusso


Poderá o amor curar uma pessoa ferida?



janeiro 10, 2025

LIVRO DO MÊS


"Todo o poder vem do povo.
Mas para onde é que vai?"
                                                                      Bertolt Brecht



Jan-Werner Müller, nascido em 1970, é um famoso cientista político e teórico político alemão, conhecido pelas suas contribuições no estudo da democracia, do populismo e da política contemporânea. 
Atualmente é professor de Política na Universidade de Princeton, no Estados Unidos da América, onde leciona Teoria Política e História das Ideias.

Iniciamos este novo ano com uma sugestão de leitura para o seu fim de semana, com o Livro do Mês, do politólogo alemão Jan-Werner Müller, cuja obra tem sido uma referência para se entender os atuais desafios como o autoritarismo, a crise da democracia e o papel das instituições políticas no mundo contemporâneo.

O que é o Populismo?

Donald Trump, Beppe Grillo, Marine Le Pen e Nicolás Maduro - os populistas estão em alta no mundo inteiro. Mas, exatamente, o que é o populismo? São populistas todos os críticos de Wall Street e da União Europeia? E qual a diferença entre o populismo de direita e o de esquerda? Os movimentos populistas propõem governos mais próximos do povo ou são uma ameaça à democracia? E já agora: quem é "o povo" que se menciona tanto? E quem pode falar em seu nome?
Estas questões nunca fora tão prementes como na atualidade. 


Neste livro, o autor explica que o populismo é fundamentalmente a rejeição do pluralismo. Que os populistas acham que eles - apenas eles - representam o povo e os seus verdadeiros interesses. E esclarece que, contrariamente à sabedoria convencional, os populistas podem governar na convicção de que são os representantes morais exclusivos do povo. Ou seja, se os populistas tiverem poder suficiente, acabarão criando um Estado autoritário que exclui todos os que não forem considerados parte do "povo".
Este livro propõe ainda um conjunto de estratégias concretas para as democracias liberais se oporem aos populistas e, em particular, combaterem a ideia de que eles falam exclusivamente para a "maioria silenciosa" e para as "pessoas reais".



"Nós somos o povo. Quem são vocês?"
                                                                                                       Recep Tayyip Erdogan


"Neste livro essencial, Müller define as características mais salientes do populismo 
- antielitismo, antipluralismo, exclusivismo.
É de leitura rápida, e vale a pena ler cada página".
                                                                              The Washington Post






dezembro 13, 2024

ERA UM DIA DIFERENTE DE TODOS OS OUTROS ...



"Um mergulho encantador na fantasia, 
um livro fascinante de que gostei muito."
                                                                                            Papa Francisco



 
Christian é um importante agente imobiliário que guia um Porsche e mora numa vivenda de luxo. No dia em que fecha um negócio de milhões, não consegue sentir a satisfação que esperava e pergunta-se, pela primeira vez, se o dinheiro, a ambição e o sucesso estarão mesmo na origem da felicidade.
Nessa altura começa a receber umas misteriosas mensagens anónimas que o levam a empreender uma viagem física e espiritual a uma montanha belíssima, sempre acompanhado de Joshua, o gato ruivo que lhe apareceu em casa a pedir festas e não o deixa sozinho um só instante.
Mergulhado num ambiente natural cheio de paz e beleza, Christian vai subindo a montanha e encontrando algumas figuras entre o sagrado e o profano que o farão refletir sobre a perfeição que ele sempre tentou alcançar e também na nova vida, calma e feliz, que um simples gato o vai ajudar a ter.







Thomas Leoncini nasceu a 31 de maio de 1985 em La Spezia, Itália.
É escritor, psicólogo e jornalista, além de autor de vários livros, entre os quais Nados Líquidos, com Zygmunt Bauman, e Deus é Jovem, com o Papa Francisco. 
Faz ainda palestras sobre Psicanálise na Escola de Medicina Psicomédica.



O livro que hoje sugerimos para leitura do seu fim de semana,
 O Homem que queria Ser Amado e o Gato que Se Apaixonou por Ele,
 é a sua primeira incursão na ficção.


O romance que teve o Papa Francisco entre os seus primeiros leitores, 
é uma obra ideal para os tempos cínico e velozes que vivemos, 
em que, para muitos, parece ser importante o que se tem, e não o que se é.





"O maior agradecimento é dirigido ao Papa Francisco, que me honra com a sua preciosa e luminosa proximidade e que foi o primeiro leitor deste romance (um teste com um leitor muito exigente!). (...)
Ainda um último agradecimento: a todos os gatos do mundo, inspiradores que se movem em silêncio, delicados e agressivos, felinos e um pouco humanos, com olhares tão antigos que seduzem a eternidade."
                                                                                                                             Thomas Leoncini



outubro 04, 2024

O LIVRO DO MÊS

 

Colleen Hoover é uma autora norte-americana responsável por enormes sucessos de vendas um pouco por todo o mundo. Os seus livros estão traduzidos em cerca de 30 línguas e já vendeu mais de vinte milhões de exemplares, chegando mesmo em 2022, a ultrapassar o número de vendas da Bíblia.
A sua conta de Instagram tem mais de 2 milhões de seguidores,  a do TikTok 1,3 milhões e é a segunda autora mais seguida no Goodreads, logo a seguir a Stephen King. Em 2023 foi considerada a pessoa mais influente pela revista Time
Colleen Hoover nasceu em Sulphur Springs, Texas, a 11 de dezembro de 1979.
Cresceu numa quinta no Texas, casou-se quando tinha 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Proteção de Menores, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil.
Vive com o marido e os três filhos no Texas. 
Em 2015 criou The Bookworm, um clube de subscrição de livros autografados pelos respetivos autores e cujos fundos se destinam a instituições de solidariedade social.


Do fundo bibliográfico da Biblioteca Municipal fazem parte os seguinte títulos: 
  • Isto começa aqui
  • Tudo me lembra de ti
  • Isto acaba aqui
  • Talvez agora
  • Nunca jamais
  • Talvez um dia 

Escolhemos para Livro do Mês e para leitura do seu fim de semana, 
o livro Finalista do Prémio Goodreads para melhor romance 

Talvez um Dia 




Por altura do seu 22º aniversário, Sydney parece ter tudo para uma vida feliz. Conjuga os estudos na faculdade com um emprego estável, tem uma relação invejável com Hunter e partilha casa com Tori, a sua melhor amiga. Mas tudo isto acaba por se desmoronar num abrir e fechar de olhos, deixando-a sem rumo e completamente destroçada emocionalmente.
A braços com um desgosto amoroso e uma enorme desilusão, é na amizade  e companheirismo de Ridge, o seu misterioso vizinho, que Sydney irá encontrar algum consolo e tentar reencontrar-se a si própria através da música, a grande paixão que os une.
No entanto, embora seja evidente o bem que ele lhe faz, há coisas na vida de Ridge que Sydney não pode ignorar, sob pena de se transformar naquilo que mais despreza...







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