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15/09/2017

PARA SEMPRE É MUITO TEMPO

Para a sua leitura de fim de semanasugerimos uma das autoras de maior sucesso a nível mundial e também uma das preferidas dos nossos leitores.


"Alma ia ter pela frente muitos anos para analisar com serenidade os seus atos de 1955. Nesse ano teve consciência da realidade e as tentativas para atenuar a vergonha imensa que a atormentava foram inúteis. A vergonha da irresponsabilidade de ficar grávida de Ichimei, de amar Ichimei menos do que a si mesma, do seu horror à pobreza, de ceder à pressão social e aos preconceitos raciais, de aceitar o sacrifício de Nathaniel, de não se sentir à altura da amazona moderna que fingia ser, do seu carácter pusilânime, convencional e mais meia dúzia de epítetos com os quais se castigava."
                                                                                                                In, O Amante Japonês




O Amante Japonês percorre diversas épocas e lugares, que fizeram história no século XX. A Segunda Guerra Mundial, o genocídio judeu, os campos de concentração americanos para os japoneses e nipo-americanos, a sida, a homossexualidade, woodstock, as drogas...

Mas voltemos ao princípio ...
Em 1939, quando a Polónia capitula sob o jugo dos nazis, os pais da jovem Alma Belasco enviam-na para casa dos tios, uma opulenta mansão em São Francisco. Aí, Alma conhece Ichimei Fukuda, o filho do jardineiro japonês da casa. Entre os dois brota um romance ingénuo, mas os jovens amantes são forçados a separar-se. Na sequência do ataque a Pearl Harbor, Ichimei e a família - como milhares de outros nipo-americanos - são declarados inimigos e enviados para campos de internamento.
Alma e Ichimei voltarão a encontrar-se ao longo dos anos, mas o seu amor permanece condenado aos olhos do mundo.
Décadas mais tarde, Alma prepara-se para se despedir de uma vida emocionante. Instala-se na Lark House, um excêntrico lar de idosos, onde conhece Irina Bazili, uma jovem funcionária com um passado igualmente turbulento. Irina torna-se amiga do neto de Alma, Seth, e juntos irão descobrir a verdade sobre uma paixão extraordinária que perdurou por quase setenta anos.



"- Para sempre é muito tempo, Alma. 
Creio que voltaremos a encontrar-nos em circunstâncias mais adequadas ou noutras vidas."                                                                                                                                                                              
                                         


Isabel Allende nasceu a 2 de agosto em Lima, no Peru.
Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Começou por trabalhar como jornalista, no Chile e na Venezuela. Em 1982, o seu primeiro romance, A Casa dos Espíritos, baseada nas recordações da sua infância, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos eles êxitos internacionais.
A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Já foi galardoada, em 2010, com o Prémio Nacional de Literatura do Chile e homenageada, em 2014, pelo antigo Presidente dos EUA, Barack Obama, com a Medalha Presidencial da Liberdade.


"Ninguém conta histórias sobre mulheres fortes de um modo tão apaixonante como Isabel Allende"
                                                                                                                    Cosmopolitan


Pintura de Didier Lourenço



Bom Fim de Semana e Boas Leituras 




28/07/2017

DESCULPE, SENHOR INSPETOR HOUVE UM CRIME.


É sexta-feira, vem aí mais um Fim de Semana que, para muitos de nós, é também o começo das tão desejadas Férias, mas . . . não se está a esquecer de nada, Caro Leitor?

Ilustração de Denis Zilber


Para que o Leitor não tenha de se preocupar com a leitura, 
aceite a nossa sugestão de leitura de fim de semana que tem como 
pano de fundo o Portugal contemporâneo, um país traído por uma elite política corrupta, 
que sofre sob o peso dos seus próprios erros históricos.



A SENTINELA
Escrito por Richard Zimler
Editado pela Porto Editora


6 de julho de 2012. Henrique Monroe, inspetor-chefe da Polícia Judiciária, é chamado a um luxuoso palacete de Lisboa para investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um abastado construtor civil. Depois de interrogar a filha da vítima, Monroe começa a acreditar que Coutinho foi assassinado ao tentar defender a perturbada adolescente do violento assédio sexual de algum amigo da família. Ao mesmo tempo, uma pen que o inspetor descobre escondida na biblioteca da casa contém alguns ficheiros com indícios de que a vítima poderá também ter sido silenciada por um dos políticos implicados na rede de corrupção que o industrial montara para conseguir os seus contratos.


"Todo o assassinato é um sinal de fracasso - fracasso em perdoar, em compreender, em conseguir justiça de outra maneira. Em encontrar uma porta de saída.
Por isso pergunto-me que fracasso se esconderá ensopado em sangue no tapete de Coutinho.
O mais provável é que um dos seus amigos ou conhecidos, com cuja mulher ou namorada Coutinho ..."


Para chegar ao desfecho deste crime, 
só tem que vir à Biblioteca Municipal e requisitar o livro.



Richard Zimler nasceu a 1 de janeiro de 1956 em Roslyn, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco.
Em 1990 foi viver para o Porto, onde lecionou jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. No últimos 19 anos, publicou 10 romances, uma coletânea de contos e dois livros para crianças, que rapidamente entraram nas listas de bestsellers de vários países (Portugal, Brasil, EUA, Inglaterra, Itália, ...).
O autor tem atualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa.
A 9 de julho deste ano recebeu a Medalha Municipal de Honra da Cidade do Porto e confere ao agraciado o título de "Cidadão do Porto".


Richard Zimler já ganhou diversos prémios:
  • Em 1994 o National Endowment of the Arts Fellowship in Fiction (EUA)
  • Em 1998 o Prémio Herodotus (EUA) para o melhor romance histórico
  • Em 2009 o Prémio literátio Alberto Benveniste 
  • Em 2009 o seu livro Os Anagramas de Varsóvia foi nomeado o Melhor Livro de 2009 pela revista LER e pelos alunos das escolas secundárias de Portugal - Prémio Marquês de Ouro
  • Ainda em 2009, o autor escreveu o guião para a curta-metragem O Espelho Lento, baseado num dos seus contos. O filme foi realizado nesse mesmo ano pela realizadora sueco-portuguesa Solveig Nordlund e venceu o Prémio de Melhor Filme Dramático no Festival de Curtas-Metragens de Nova Iorque em maio de 2010.



" Richard Zimler é um escritor emblemático e de indispensável leitura"
                                                                   Helena Vasconcelos



Ilustração de Iban Barrenetxea


Boas Leituras





08/05/2017

MELHOR LIVRO DE FICÇÃO NARRATIVA


Foi no passado dia 15 de março, no Grande Auditório de Centro Cultural de Belém, que J. Rentes de Carvalho recebeu o Prémio Autores 2017 na categoria Melhor Livro de Ficção Narrativa, com o romance O Meças.


"O melhor de um livro de Rentes de Carvalho é tudo"
                                                                                            Sara Figueiredo Costa, Time Out



Romance inédito que conta a história de António Roque, homem atormentado, possesso do demónio de funestas memórias. As imagens do passado que regularmente se apoderam dele transformam-no num monstro capaz dos piores atos. Mas a obscura história da irmã e do homem abastado que se servia dela e que, apesar de morto, continua a instigar-lhe um ódio devastador não é exatamente como ele pensa que se lembra.
Depois de anos emigrado na Alemanha, o Meças regressa à sua aldeia de origem. Com ele vivem o filho (a quem detesta) e a nora (a quem deseja, mas inferniza a vida), atemorizando de resto a todos os que com ele se cruzam.
Uma história de violência, em que a progressiva definição dos contornos da memória revelará novas e dolorosas verdades.


"Coisas do Meças". Dizem aquilo e encolhem os ombros, mas mexericam, danam-se de não saber, pois nem os segredos de confessionário costumam durar tanto.
Sempre de cara torcida, ultimamente vêem-no pouco, raro aparece nos cafés, pensaram que andasse metido nalguma e estivesse outra vez preso, como quando numa zaragata na Covilhã, com tanta porrada que lhe dera, tinha deixado um cigano às portas da morte.
Não lhe faz mossa o que pensam ou cochicham, mais o aflige sentir que, à medida que os anos passam, o casulo em que de pequeno se meteu às vezes lhe tira o ar".
                                                                                                                   In, O Meças



J. Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris, trabalhando em vários jornais. Em 1956 passou a viver em Amesterdão, onde se licenciou e foi docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988. Dedica-se, desde então, exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias.

Para além do Prémio acima mencionado, recebeu em:
  • 2012 Grande Prémio de Literatura Biográfica APE com o livro Tempo Contado
  • 2013 Grande Prémio de Crónica APE com o livro Mazagran


O Leitor pode encontrar na nossa Biblioteca Municipal 
para empréstimo domiciliário os seguintes títulos:
  • Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia
  • A Sétima Onda
  • Ernestina
  • O Meças
  • Portugal a Flor e a Foice









13/04/2017

SE PUDERES, AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE


"O beijo de Judas Iscariotes, o beijo mais célebre da História, não foi de modo 
algum o beijo de um traidor: os emissários dos sacerdotes do Templo 
que vieram prender Jesus no final da Última Ceia não
 precisavam minimamente que Judas Iscariotes lhes apontasse o mestre." 
                                                                                                                       In Judas



Amos Oz, escritor israelita mais conhecido e lido do mundo, co-fundador do movimento pacifista Paz Agora,  nasceu em Jerusalém a 4 de maio de 1939. Em 1917 os seus pais fugiram de Odessa, na Ucrânia, para Vilnius, na Lituânia, e daí foram, em 1933, para o Mandato Britânico da Palestina. Em 1954 entrou para o Kibbutz Hulda.
Estudou Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém, entre 1960 e 1963, tendo publicado nessa altura os seus primeiros contos.
Amos Oz participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur e fundou na década de 70, juntamente com outros elementos, o movimento pacifista israelita Schalom Achschsw- Paz Agora.
Atualmente dedica-se à militância a favor da paz entre palestinianos e israelitas e é professor de literatura na Universidade Ben-Gurion, no deserto do Neguev.
A sua vasta obra, que inclui romances e ensaios, está traduzida em mais de 30 línguas, alguns dos quais o Leitor pode encontrar na sua Biblioteca:
  • Uma Pantera na Cave
  • Não Chames à Noite Noite
  • O Mesmo Ar
  • Conhecer uma Mulher
  • Contra o Fanatismo
  • Uma história de Amor e Trevas

Os seus livros têm recebido as mais importantes distinções internacionais:
  • 1988 - Prémio Femina
  • 1992 - Prémio da Paz dos Livreiroa Alemães
  • 1998 - Prémio Israel de Literatura
  • 2005 - Prémio Goethe
  • 2007 - Prémio Príncipe das Asturias
  • 2013 - Prémio Franz Kafka


"Precisamos de líderes israelitas, palestinianos e árabes com coragem para tomar decisões
 vistas como "traição" pelo seu próprio povo. Se estes líderes vão aparecer, não sei. 
É difícil ser profeta na terra do profeta. 
Por aqui há muita competição no negócio das profecias". 
                                                                                                                     Amos Oz



O seu mais recente romance, e que hoje sugerimos para as suas mini-férias de Páscoa,
publicado o ano passado pela Dom Quixote, foi galardoado  com o
Prémio Internacional de Literatura  - Casa das Culturas do Mundo 2015 (Alemanha) 
e é um dos finalistas do Prémio Man Booker Internacional deste ano.


É um romance sobre traidores e amantes, pais e filhos, mulheres e homens. Numa prosa sensível e bem-humorada, evoca conflitos pessoais e políticos, teologia e heresia, lealdade e traição, explorando o lado sombrio da história judaico-cristã e o legado trágico da história judaico-árabe. Uma obra-prima perfeita e necessária, nas palavras de Alberto Manguel.


No inverno de 1959-1960, em Jerusalém, quando esta se encontra ainda dividida entre Israel e Jordânia - e uma cerca de arame farpado atravessa a terra de ninguém separando as duas metades inimigas -, a vida de Samuel Asch está prestes a sofrer uma reviravolta. Samuel é um rapaz tímido, sensível, socialista, de entusiasmo fácil e desilusão imediata, estudante da Universidade Hebraica. Ainda longe de terminar a sua tese de doutoramento, "Jesus visto pelos judeus", com particular fascínio pela personagem e o mistério de Judas, o seu mundo começa a desabar: a namorada abandona-o, os pais declaram falência e ele já não pode subsidiar os seus estudos.
Samuel encontra refúgio e emprego numa antiga casa de pedra situada num extremo de Jerusalém. Durante algumas horas diárias a sua função é servir de interlocutor a Gershom Wald, um septuagenário com uma vasta cultura. Mas aí mora também Atalia Abravanel, uma mulher enigmática e sensual.
Quem é realmente Atalia? O que a liga a Gershom? Quem é o dono da casa onde vivem? Que histórias escondem aquelas paredes? Ao mesmo tempo, Samuel retoma a pesquisa para a sua tese e a misteriosa e maldita figura de Judas Iscariotes - a suposta encarnação da traição e da maldade - vai absorvendo-o irremediavelmente e ganhando uma visão inovadora e impressionante. 


"A traição de Judas não ocorreu quando alegadamente beijou Jesus à chegada dos guardas. 
A sua traição, se é que existiu traição, aconteceu no momento da morte de Jesus na cruz. 
Foi nesse momento que Judas perdeu a fé.
 E ao perder a fé, perdeu igualmente o gosto de viver".
                                                                                                                    In Judas













24/02/2017

IR PARA A FOLIA OU FICAR NO SOFÁ?


Carnaval de Carybé (1911-1997)

É já este fim de semana que se vai "Brincar ao Carnaval".
Para quem gostar da Folia, não vale a pena falar em leitura de fim de semana.

Mas... há sempre um ou outro Leitor
ansioso pelo fim de semana para ficar no sofá, com uma bebida quente e ... UM LIVRO;
ou, então, sentar-se no sofá e ver uma "maratona" de Séries.

A Rainha do Sul diz-lhe alguma coisa?
Teresa Mendoza, sabe quem é?
Epifanio Vargas sabe o que faz?
Joaquim de Almeida consegue apanhar a agenda de Güero?

Joaquim de Almeida, no papel de Epifanio Vargas

Na série A Rainha do Sul, que é transmitida todas as quintas-feiras no canal Fox Life, pelas 23h05, Teresa Mendoza, interpretada pela atriz Alice Braga, sobrinha da nossa conhecida Sonia Braga, contracena com Joaquim de Almeida, no papel de Epifanio Vargas.
Foi baseada no romance do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, editado pelas Edições ASA, e que o Leitor pode requisitar para leitura do seu fim de semana.



Teresa Mendoza é uma mulher solitária que constrói um império a partir do nada num mundo implacável inteiramente dominado por homens, o mundo do narcotráfico.
Uma história de corrupção, amor e morte que nos revela o que de melhor e de pior existe no ser humano.
Teresa vê-se forçada a fugir do México quando o namorado, que trabalhava para um cartel de droga, é assassinado. Este vai ser o momento de viragem na sua vida. Pobre e analfabeta, estava longe de imaginar que acabaria por se converter numa lenda do narcotráfico espanhol.
No final, aquela que regressa à sua terra natal para ajustar contas com o passado será uma Teresa muito diferente da que fugiu doze anos antes.
Um romance onde não há bons nem maus, mas que é o reflexo de um universo cruel onde matar, morrer, enganar, corromper, trair, subornar e traficar faz parte do quotidiano. Um mundo em que a moralidade é em absoluto impraticável e onde a chave do sucesso reside, ironicamente, na falta de esperança.

"Não escrevo para que o mundo seja melhor.
Eu escrevo romances em legítima defesa."


Arturo Pérez-Reverte, nasceu em Cartagena a 24 de novembro de 1951. Antigo repórter de guerra, dedica-se exclusivamente à escrita desde 1980. O seu grande êxito, A Tábua de Flandres, foi publicado em 1990, foi um sucesso de vendas, mereceu o Grande Prémio francês para a categoria de romance policial, faz parte do Plano Nacional de Leitura como sugestão de leitura para o ensino secundário e,  pode ser requisitado pelo Leitor.
Em 2003 foi eleito membro da Real Academia Espanhola.
Da sua vasta bibliografia, para além dos romances acima mencionados, o Leitor encontra na Biblioteca Municipal, ainda, os seguintes títulos: Território Comache, Um Dia de Cólera, A Pele do Tambor, galardoado com o Prémio Jean Monnet para a Literatura Euripeia.
Como repórter de guerra, durante mais de vinte anos, esteve no Líbano, Nicarágua, Moçambique, Eritreia, Jugoslávia, entre  outros países em conflito.

"A História permite-nos compreender melhor o presente. O novo não é mais do que o passado que já esquecemos. Tudo já aconteceu. Quem não leu a Guerra de Tróia, não compreende Sarajevo, quem não leu Xenofonte não compreende a guerra dos mercenários em Angola, em 1978."

Tem uma visão pessimista do mundo, odeia o humanismo cristão, " O problema da Europa neste momento é que não tem líderes. O melhor que conseguimos é Merkel. Rajoy é um medíocre. Portugal está como está. (..) Dentro de 20 anos chegarão os fascismos. Haverá movimentos neonazis vitoriosos por toda a Europa. (...) Mas eu já não vou cá estar, já não me importa."



Ficou indeciso entre ir para a rambóia
ou ficar quentinho no sofá com a nossa sugestão de leitura.

Qualquer que seja a sua escolha
Tenha um bom fim de semana.




08/02/2017

FAZES-ME FALTA, INÊS.


Assassínio de Dona Inês
Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929)


"Fazes-me falta, Inês.
Fazes-me falta como o sol pode fazer falta ao verão, o mar fazer falta ao navio. Bem sei que a muralha que Dona Constança ergueu entre nós não tem brechas, que permanece altiva, lançando uma sombra que se estende sobre toda a minha vida e sobre tudo o que me rodeia. O nosso amor foi condenado ao exílio. Mas haverá coisa mais teimosa do que o amor? (...)
Fazes-me falta, Inês. (...)


Ela chama-se Inês de Castro.
 Ele é D. Pedro, o herdeiro da Coroa portuguesa. 
Têm ambos 20 anos e amam-se. Estamos em 1340.

Sem o saberem, escreverão uma das mais belas páginas do grande livro dos amores lendários.
Apanhados nas malhas de uma tremenda conjura, serão dilacerados pela oposição entre as razões do Estado e as razões do coração.
De Portugal à planície veneziana, de Castela ao palácio dos papas, Gilbert Sinoué transporta-nos ao coração de um fabuloso fresco onde a pureza de sentimentos se confronta com a crueza dos tempos e o amor devorador com as ambições políticas.
Entre ficção e realidade, entre tragédia e conspiração, o autor leva-nos à célebre e mítica história de uma louca paixão: o amor entre dois seres que nem a morte poderá separar.


Escrito por Gilbert Sinoué
Editado pela Difel
A Rainha Crucificada


Dom Pedro reinou durante dez anos, tendo morrido em Estremoz, em 1367. De acordo com os seus desejos, foi levado para Alcobaça, onde repousa, desde então, junto a Inês. Antes de morrer, teve o cuidado de designar como seu sucessor Dom Fernando, o filho nascido do seu casamento com Dona Constança.



Gilbert Sinoué
, filho de pai egípcio e de mãe grega, nasceu a 18 de fevereiro de 1947, no Cairo, Egito, país que deixou aos 18 anos depois dos seus estudos nos jesuítas. Decididamente multifacetado, trabalha num jornal francófono, experimenta a pintura, conhece Brel, parte para Beirute, chega a Paris em 1968, corre os cabarés da Rive Gauche, grava discos, dá aulas de guitarra. Autor-compositor-intérprete, chegou mesmo a participar num festival de Spa. Todavia, tem necessidade de escrever. Um primeiro manuscrito não encontra editor. Mas obstina-se e com razão: La Pourpre et l'olivier foi editado em 1987 e é galardoado com o Prémio de Romance Histórico.
Voltou a ser galardoado, em 2001 com o Grande Prémio do Romance e em 2004, com o Grande Prémio da Literatura Policial.


A que depois de morta foi rainha
Lima de Freitas (1927-1998)

"Cem trombetas encheram os ares, apoiadas por novo rufar do tambor.
Quando voltou a fazer-se silêncio, ele ordenou:
- Instalai Dona Inês no trono! (...)
- A coroa! (...)
- Senhores! Vinde prestar homenagem à vossa rainha! A rainha crucificada!"















03/02/2017

FELIZ ANIVERSÁRIO PAUL AUSTER

Paul Auster por André Carrilho

"A literatura é essencialmente solidão. Escreve-se em solidão, lê-se em solidão e,
 apesar de tudo, o ato de leitura permite uma comunicação entre dois seres humanos."
                                                                                                                 Paul Auster

Nome cimeiro da literatura norte-americana dos nossos dias, Paul Auster nasceu a 3 de fevereiro de 1947 em Newark, Nova Jersey. Em 1970 licenciou-se na Universidade de Columbia e residiu durante quatro anos em França, antes de se radicar em Nova Iorque. A sua proximidade à literatura francesa haveria de marcá-lo para sempre. É admirador de André Breton, Paul Éluard, Stéphane Mallarmé, Sartre e Blanchot, alguns dos quais traduziu para a língua inglesa. Além destes consagrados autores franceses, Paul Auster refere ainda Dostoiévski, Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Holderlin, Beckett e Proust, como autores que influenciam a sua obra.
Apaixonado também pelo cinema, em 1998 realizou o seu primeiro filme, Lulu on the Bridge.
Paul Auster já foi traduzido em mais de 40 línguas e vendeu milhões de livros (ficção, poesia, ensaio) e nosso país foram mais de 220 mil exemplares vendidos.
Venceu em 2003 o Prémio Médicis e em 2006 o Prémio Princesa das Astúrias.
Hoje é editado entre nós o seu mais recente romance "4 3 2 1" e, enquanto não chega às prateleiras da Biblioteca Municipal, tem o Leitor, para leitura do seu fim de semana, a bibliografia de Paul Auster à sua disposição na nossa mostra bibliográfica no átrio de entrada.


"Escrever já não é para mim um ato de livre vontade, é uma questão de sobrevivência."


É membro da Academia norte-americana de Artes e Letras, da de Artes e Ciências e presidente do PEN América, cargo que aceitou para liderar a oposição dos escritores americanos ao novo presidente norte-americano, Donald Trump. "Vou falar tanto quanto puder, caso contrário não consigo viver comigo mesmo".
Em setembro deste ano, Paul Auster irá estar em Portugal para participar no próximo Festival Internacional de Cultura de Cascais.

John Singer Sargent

Bom Fim de Semana com Boas Leituras




29/11/2016

NÃO HÁ DITADORES BONS



"La diferencia entre el sistema comunista y el capitalista, 
es que en el primero cuando te dan una patada en el culo tiens que aplaudir,
 en el segundo puedes gritar."
                                                                        Reinaldo Arenas
                                                                                In Antes que Anoiteça


"Antes que Anoiteça, é a voz de um homem, desgraçadamente não livre, e é por isso que a sua autobiografia é, acima de tudo, um solilóquio apaixonado sobre a liberdade e a sua privação. (...)
Fica a vida, a de um guerrilheiro castrista aos quinze anos, homossexual assumido aos vinte, dissidente e escritor aos vinte e cinco, prisioneiro político de direito comum aos trinta (a figura é híbrida, mas o regime de Castro conseguiu inventá-la), exilado aos trinta e cinco, vítima de SIDA dez anos depois."
                                                                                                 António Mega Ferreira


Para finalizar o mês de novembro, vamos divulgar um livro retirado da nossa mostra bibliográfica "De Livro a Filme"  e que o realizador Julian Scnabel adaptou ao cinema, tendo recebido O Grande Prémio do Júri e o Prémio Melhor Ator ( Javier Bardem) no Festival de Veneza em 2000. O elenco conta ainda com a participação de Sean Penn, Johnny Depp (que interpreta dois personagens) e Hector Babenco, recentemente falecido.
Javier Bardem, no papel de Reinaldo Arenas, foi também nomeado para o Oscar de Melhor Ator em 2001.


ANTES QUE ANOITEÇA
de Reinaldo Arenas
Publicado pelas Edições ASA



Reinaldo Arenas nasceu a 16 de julho de 1943, em Holguín, Cuba. Aí passou parte da sua infância até ter participado num concurso literário onde o seu primeiro romance "Celestino Antes del Alba" ter ganho uma menção honrosa. A diretora da Biblioteca Nacional ofereceu-lhe emprego e mudou-se então para Havana onde continuou a escrever.
Segui-se o romance "O Mundo Alucinante" que voltou a ser distinguido, mas o escritor do regime Alejo Carpentier, que fazia parte do júri, recusou atribuir-lhe o primeiro prémio. Esse romance nunca foi publicado em Cuba, mas Reinaldo Arenas conseguiu que o manuscrito saísse da ilha e chegasse às mãos do editor da Seuil. O livro foi publicado em França e recebeu o Prémio Médicis para o melhor romance estrangeiro. A reação do governo cubano não se fez esperar: perdeu o emprego e passou a ser vigiado pela polícia.
Em 1970, o autor e outros intelectuais foram enviados para uma plantação de cana-de-açúcar. "A maior parte da nossa juventude perdeu-se a cortar cana-de-açúcar, em guardas inúteis, a assistir a discursos infinitos, onde se repetia sempre a mesma cantiga."
Reinaldo Arenas acaba por ser preso em Castillo del Morro, uma das mais sórdidas prisões de Cuba. Depois de várias mudanças de prisão, de uma breve tentativa de fuga , frustrada, de chegar à base americana de Guantanamo para pedir asilo político, é libertado em 1976.
Em 1980 consegue autorização para sair de Cuba, numa altura em que o regime se queria ver livre dos homossexuais. Teve que assinar um documento em que afirmava que partia devido a problemas pessoais, porque "era uma pessoa indigna de viver numa Revolução tão maravilhosa como aquela".
Passou algum tempo em Miami, viajou por alguns países europeus onde deu conferências em universidades. Mudou-se para Nova Iorque, onde descobriu que era portador do vírus da Sida.
A 17 de dezembro 1990, após concluir esta autobiografia, suicidou-se com uma dose excessiva de álcool e de drogas.
Em 2015, o concurso literário Cabrera Infante passou a chamar-se Prémio de Narrativa Reinaldo Arenas em sua homenagem.


"Deixo-lhes, pois, como legado, todos os meus terrores, mas também a esperança de que em breve Cuba será livre. (...)
Ponho fim à vida voluntariamente porque não posso continuar a trabalhar. (...) Só existe um responsável: Fidel Castro. (...)
Exorto o povo cubano, tanto no exílio como na Ilha, a que continue a lutar pela liberdade. A minha mensagem não é uma mensagem de derrota, mas de luta e de esperança.
Cuba há-de ser livre. Eu já o sou."
                                                                                                    Reinaldo Arenas,
                                                                                                    In Antes que Anoiteça




Boas Leituras e Bons Filmes





16/11/2016

A ELVIRA JÁ ESTÁ PRONTA . . .

... para ver Tom Payne, Stellan Skarsgard e Ben Kingsleyno filme  O Físico, realizado por Philipp Stolzl e que estreou entre nós a 11 de setembro de 2014.


No âmbito da exposição, patente ao público no átrio da entrada da Biblioteca Municipal, durante este mês de novembro, que coloca em evidência uma seleção de livros que deram origem a filmes, vamos hoje destacar um desses exemplos.

O Físico 
romance escrito por Noah Gordon, 
editado pela Bertrand Editora, 
deu origem ao filme com o mesmo nome que pode ser requisitado para empréstimo domiciliário  na Biblioteca Municipal. 


No cenário de superstição e esplendor do século XI, desenrola-se a história absorvente de Rob J. Cole. Órfão e sem dinheiro, Rob foi abençoado com um dom que, nos tempos da bruxaria, enviava um homem para a fogueira: tinha a capacidade de sentir a gélida mão da morte quando esta pousava nos vivos. Esta sua capacidade aumentava com a potência do conhecimento e ele sabia que nascera para curar e ser físico.
A sua busca levá-lo-ia das rudes estradas e ruas agitadas da Bretanha às cortes sumptuosas e corruptas da Pérsia e à escola do maior físico de seu tempo. Disfarçado de judeu, trabalhando arduamente como cirurgião de guerra nos conflitos de confusos impérios orientais, seria ajudado por poderosos protetores e ameaçado pela peste e pelo preconceito cruel de mullahs e clérigos.
E ao lado da chama pura da erudição, sempre ardeu uma paixão igualmente intensa pela beleza de olhos fogosos da mulher que ele nunca pode deixar.

O Físico é o primeiro livro da trilogia de Noah Gordon 
que conta a história da Família Cole através dos séculos, 
seguem-se Xamã e Opções, também disponíveis para empréstimo domiciliário.


Noah Gordon é um escritor americano nascido a 11 de novembro de 1926 em Worcester, Massachusetts. Trabalhou como editor científico para o Boston Herald antes de se tornar escritor. O seu primeiro livro O Rabi, publicado em 1965, foi um êxito imediato, ao qual se seguiram O Comité da Morte, O Diamante de Jerusalém, O Físico e Xamã, tendo este último ganho o James Fenimore Cooper Prize nos Estados Unidos e o Premio Selezione em Itália.
Noah Gordon também recebeu o Golden Pen Award na Alemanha e por duas vezes o Silver Basque Prize em Espanha.
A Biblioteca Municipal tem para empréstimo domiciliário todos os livros do autor publicados em Portugal.




Boa Semana 
com Bons Livros e Bons Filmes




09/11/2016

OS ACONTECIMENTOS TIVERAM INÍCIO EM 1858, NA CIDADE DE BOLONHA



No sábado passado, 5 de novembro, celebrou-se o Dia Mundial do Cinema.

A sétima arte a a literatura sempre estiveram ligados e muitas das melhores obras cinematográficas são baseadas em livros.
Muitos dizem, que os livros são e serão sempre melhores que o filme. Literatura e cinema têm formas de comunicar diferentes, mas andam e andarão sempre juntas, até porque uma adaptação cinematográfica é uma maneira diferente de contar uma história.
Agatha Christie, autora consagrada de romances policiais, tem as suas personagens Hercule Poirot e Miss Marple adaptadas ao cinema e a séries para televisão.
Stephen King é talvez o autor com mais adaptações para cinema.


Estes são só dois autores que viram as suas obras adaptadas ao cinema. 
Mas até ao fim deste mês, na nossa mostra bibliográfica 
no Átrio de Entrada da Biblioteca Municipal,
o Leitor encontrará muitas mais e o respetivo filme,
 que pode ser visionado na Sala de Audio/Vídeo.


Mas caso o Leitor se queira antecipar ao novo filme de Steven Spielberg que irá ser filmado já no primeiro trimestre de 2017, só precisa de nos visitar e requisitar o livro, que em 1997 foi indicado para o Prémio Pulitzer.

O protagonista irá ser Mark Rylance, no papel do Papa Pio IX, que este ano ganhou o Óscar para melhor ator secundário no filme de Spielberg, A Ponte dos Espiões.


Estamos a falar do Livro escrito por 
David I. Kertzer
Editado em 2000 pela Temas e Debates
O Sequestro de Edgardo Mortara


Bolonha, 1858: A polícia, a mando de um inquisidor católico, invade a casa de um comerciante judeu, arranca-lhe o filho de seis anos dos braços e leva-o numa carruagem para Roma. A mãe fica tão destroçada que os seus gritos se ouvem do outro lado da cidade. 
À medida que os pais tentam recuperar a criança, compreendem a razão por que Edgardo foi escolhido entre os seus oito filhos. Anos antes, uma criada católica, que servia a família, temente de que o menino morresse de doença, batizara-o em segredo. Assim que esta história chegou aos ouvidos da Inquisição de Bolonha, a decisão foi, pois, enviá-lo para o mosteiro onde os judeus se convertiam em bons católicos.
O caso Edgardo Mortara tornou-se internacionalmente um paradigma. Embora estes sequestros fossem relativamente comuns em comunidades judaicas na Europa da época, o destino deste rapazinho acabou por simbolizar a campanha revolucionária de Mazzini e Garibaldi para pôr fim ao domínio da Igreja Católica e fundar em Itália um estado moderno.

Pintura de Moritz sobre o Sequestro de Edgardo Mortara


David I. Kertzer nasceu em Nova Iorque a 20 de fevereiro de 1948. É membro da Fundação Guggenheim desde 1986 e recebeu duas vezes o Prémio Marraro da Sociedade de Estudos de História da Itália. Atualmente é professor nas Universidades Paul Dupee e Brown, onde leciona as cadeiras de Ciências Sociais e Antropologia. Venceu em 2015 o Prémio Pulitzer de Biografia com o livro O Papa e Mussolini. Vive em Providence, nos Estados Unidos.



Boa Semana
Com Bons Filmes e Boas Leituras



27/10/2016

"TODO O ESCRITOR ESCREVE SOBRE AQUILO QUE LHE DÓI"

Presidido por Manuel Alegre, o júri do Prémio Leya, que conta com a participação de José Carlos Seabra Pereira, José Castello, Lourenço do Rosário, Nuno Judice, Pepetela e Rita Chaves, decidiu por unanimidade, este ano, não atribuir o galardão literário. Entre as 449 obras apresentadas a concurso não havia nenhuma com a "qualidade exigida" pelo júri.

Não foi o que aconteceu em 2014
Também por unanimidade, o mesmo júri, decidiu premiar o romance que "trata de um tema delicado, que poderia suscitar uma visão sentimental e vulgar: a relação entre dois irmãos, um deles com síndrome de Down. A realidade é trabalhada de uma forma objetiva e com a violência que estas situações humanas podem desenvolver, dando também um retrato social que evita tomadas de decisões fáceis. Há no entanto uma tonalidade lírica na relação que se estabelece entre dois deficientes e que salva, através de apontamentos de poesia e de humor, o desconforto de quem vive este problema.

O júri em 2014 leu e gostou e,
 certamente o leitor também irá ler e gostar.

Só tem de nos visitar e requisitar o romance

Escrito por Afonso Reis Cabral
Editado pela Leya
O Meu Irmão


Com a morte dos pais, é preciso decidir com quem fica Miguel, o filho de 40 anos que nasceu com síndrome de Down. É então que o irmão - um professor universitário divorciado e misantropo - surpreende (a até certo ponto alivia) a família, chamando a si a grande responsabilidade. Tem apenas mais um ano do que Miguel, e a recordação do afeto e da cumplicidade que ambos partilharam na infância leva-o a acreditar que a nova situação acabará por resgatá-lo da aridez em que se transformou a sua vida e redimi-lo da culpa por tantos anos de afastamento. Porém, a chegada de Miguel traz problemas inesperados - e o maior de todos chama-se Luciana.
Numa casa de família, situada numa aldeia isolada do interior de Portugal, o leitor assistirá à rememoração da vida em comum destes dois irmãos, incluindo o estranho episódio que ameaçou de forma dramática o seu relacionamento.

"Tenho quatro irmãs mais velhas e um irmão mais novo, que tem síndrome de Down.
 A proximidade com o meu irmão fez-me conhecer bastante bem a doença. 
O livro não é um testemunho da minha vida, até porque é ficção.
 Mas todo o escritor escreve sobre aquilo que lhe dói."
                                                                                        Afonso Reis Cabral



Nascido em Lisboa a 31 de março de 1990, Afonso Reis Cabral cresceu no Porto. A escrita é uma paixão antiga, já que escreve desde os 9 anos. "Dizia aos meus pais que o meu sonho era escrever um livro."
Em 2005 publicou Condensação, no qual reuniu escritos até aos 15 anos. Publicou textos em diversas publicações periódicas  e em 2008 ficou em 8º lugar no 7th European Student Competition in Ancient Greek Language and Literature, entre mais de 350  concorrentes de 551 escolas europeias e mexicanas. Foi o único português a concorrer.
É licenciado em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo recebido o Prémio Mérito e Excelência atribuído ao melhor aluno do curso. Na mesma instituição fez o mestrado em Estudos Portugueses com a dissertação A Orquestra Oculta - Os Estudos da Consciência e a Literatura.
Foi bolseiro no Centro de História da Cultura, onde desenvolveu investigação sobre a editora Romano Torres.
Trabalhou como revisor e atualmente é editor adjunto na Alêtheia.

"É uma vergonha, e é muito português: o último parágrafo do livro foi escrito
 na manhã em que o enviei por correio, apenas dois dias antes da data limite. 
Quando o telemóvel tocou, revelando a voz de Manuel Alegre, 
reagi como qualquer pessoa: Não acredito, não acredito".
                                                                                                  Afonso Reis Cabral



" No terraço em frente da entrada sobrou apenas o abandono.
 O tempo cobriu-o com uma camada de folhas."






21/10/2016

A CARTA QUE MUDARIA TUDO CHEGOU NUMA TERÇA-FEIRA


"Harold pensou em todas as coisas na vida que deixara escapar. Os pequenos sorrisos. As ofertas de cerveja. As pessoas por quem passava vezes sem conta, na rua ou no parque de estacionamento da fábrica de cerveja, sem sequer erguer a cabeça. Os vizinhos cujas novas moradas nunca guardara. Pior: o filho que não lhe falava e a mulher que ele traíra. Lembrou-se do pai no lar e da mala da mãe junto à porta. E, agora, aparecia-lhe uma mulher que, vinte anos antes, demonstrara ser sua amiga. Então era assim que as coisas se passavam? No preciso momento em que queria fazer alguma coisa, era sempre demasiado tarde?"

Será demasiado tarde?

É o que o Leitor vai descobrir ao requisitar
a nossa Sugestão de Leitura de Fim de Semana

Escrito por Rachel Joyce
Editado pela Porto Editora

A Improvável Viagem de Harold Fry


Para Harold Fry os dias são todos iguais. Nada acontece na pequena aldeia onde vive com a mulher Maureen, que se irrita com quase tudo o que ele faz. Até que uma carta vem mudar tudo: Queenie Hennessy, uma amiga de longa data que não vê há vinte anos, e que está agora doente numa casa de saúde, decide dar notícias. Harold responde-lhe rapidamente e sai para colocar a carta no marco do correio. No entanto, está longe de imaginar que este curto percurso terminará mil quilómetros e 87 dias depois. 
E assim começa esta improvável viagem de Harold Fry. Uma viagem que vai alterar a sua vida, que o fará descobrir os seus verdadeiros anseios há tanto adormecidos e sobretudo vai ajudá-lo a exorcizar os seus fantasmas.



Rachel Joyce nasceu em 1962 em Londres. Atualmente vive numa quinta do Gloucestershire, em Inglaterra com o marido e os quatro filhos. Durante vinte anos escreveu argumentos para rádio, televisão e teatro. Passou também pelo palco o que lhe valeu alguns prémios.
A nossa sugestão de leitura para o seu fim de semana foi o seu primeiro romance. A obra recebeu o National Book Award, na categoria New Writer of the Year, e um lugar entre os finalistas do prestigiado Man Booker Prize.
A Improvável Viagem de Harold Fry tem direitos de tradução vendidos para 35 países e já se venderam mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo. Vários meios de comunicação consideraram-no um dos melhores livros de 2012.




"Assombroso, inesperado e inspirador, Rachel Joyce faz-nos sentir
 que devíamos sair de casa, caminhar e descobrir a vida".
                                                                               The Times 













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