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julho 18, 2018

7.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO




FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



Hoje publicámos o 
7.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO. 


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julho 13, 2018

A ÁFRICA NÃO SE VÊ, SENTE-SE


            
"Esperava não levar nada de África e não deixar lá nada; 
dou-me conta de quanto estava a ser ingénuo"

Na sequência de um terrível drama familiar, e a fim de superar a sua mágoa, o doutor Kurt Krausmann aceita acompanhar um amigo às Comores. O seu veleiro é atacado por piratas, ao largo do litoral somali, e a viagem "terapêutica" do médico transforma-se num pesadelo. Feito refém, espancado, humilhado, Kurt vai descobrir uma África de violência e de miséria insuportáveis onde "os deuses já não têm pele nos dedos de tanto lavarem as mãos". Com o seu amigo Hans e um companheiro de infortúnio francês, descobrirá Kurt a força necessária para superar esta provação?
Numa viagem da Somália ao Sudão, uma África alternadamente selvagem, irracional, circunspecta, orgulhosa, digna e infinitamente corajosa, este romance descreve a lenta e irreversível transformação de um europeu, cujos olhos se vão abrir, pouco a pouco, para a realidade de um mundo até então desconhecido para ele.
Um hino à grandeza de um continente entregue aos predadores e aos tiranos genocidas.



Cada Dia É Um Milagre
Escrito por Yasmina Khadra
Editado pela Bizâncio




Vive cada manhã como se fosse a primeira
E deixa o passado, os remorsos e as más ações,
Vive cada noite como se fosse a última
Porque ninguém sabe de que será feito o amanhã.



Traduzido em mais de 40 países, Yasmina Khadra, pseudónimo de Mohammed Moulessehot, nasceu a 10 de janeiro de 1955 no Saara argelino. Hoje é uma das vozes mais importantes do mundo árabe e um digno embaixador da língua francesa.
Cada Dia é um Milagre inscreve-se no prolongamento da trilogia consagrada à nossa época desfigurada pelo choque de culturas e de mentalidades.
Deste autor, para além do romance acima mencionado, o Leitor encontrará os seguintes títulos para empréstimo domiciliário:
  • Com que sonham os lobos
  • As sirenes de Bagdade
  • O que o dia deve à noite
  • Os anjos morrem das nossas feridas



Boa Leitura



junho 28, 2018

INSTANTÂNEOS

(...)
Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo ...

Eu não tenho filosofia: tenho sentido ...
Se falo da Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar ...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar ...


(...)
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o  meu corpo deitado na realidade, 
Sei a verdade e sou feliz.

(...)
O que nós vemos das coisas são as coisas.
Porque veríamos nós uma coisa se houvesse outra?
Porque é que ver e ouvir seria iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?

O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.

(...)
in, Poemas de Alberto Caeiro
Obra Poética de Fernando Pessoa









junho 05, 2018

SE ESCOLHER A PESSOA ERRADA JAMAIS IRÁ RESULTAR




Em 2019 Nicole Kidman vai protagonizar uma nova série para o canal norte-americano HBO. Vai interpretar Grace Sachs, a protagonista de uma minissérie baseada no livro "You Should Have Known, da escritora Jean Hanff Korelitz.

Mas enquanto essa série não chega a nossas casas, o Leitor pode antecipar a sua curiosidade e requisitar este "thriller cuja leitura se tornou uma obsessão" segundo Entertainment Weekly.


Já Devias Saber... Agora é tarde demais
Escrito pela Jean Hanff Korelitz
Editado pela Editorial Presença



Grace Reinhart Sachs é terapeuta conjugal e, por comparação com a sua experiência clínica, considera a sua vida perfeita. Tem um casamento sólido que não a impede de desenvolver os seus projetos pessoais, o marido é um oncologista pediátrico prestigiado e o filho de ambos, Henry, é um jovem talentoso. Juntos, desfrutam de tudo o que é necessário para pertencer à elite de Manhattan, onde vivem. As pessoas que Grace atende são maioritariamente mulheres e, após anos a ver como muitas delas se iludem em relação aos homens que escolhem, Grace decide escrever um livro dissecando os mecanismos afetivos que fazem das mulheres as principais vítimas de relações infelizes. Porém, a poucas semanas do lançamento desse livro, a sua existência é abalada por um acontecimento inesperado, que vem pôr em causa tudo aquilo em que acredita.




Jean Hanff Korelitz nasceu a 16 de maio de 1961 em Nova Iorque. Estudou na Faculdade de Darmouth, nos Estados Unidos da América, e no Clare College, na Universidade de Cambridge, Reino Unido. É autora de vários romances entre os quais Admission, obra já adaptada ao cinema. Tem colaborado com a imprensa, nomeadamente para as publicações Vogue, Newsweek, More e Travel and Leisure, entre outras.
Casado com o poeta irlandês Paul Muldoon, vive em Princeton, New Jersey.
Os direitos de publicação deste romance estão vendidos para 15 países.





BOA LEITURA






maio 09, 2018

5.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO




FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
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abril 24, 2018

A VIRAGEM DE PORTUGAL PARA O MUNDO MODERNO COMEÇOU NO DIA 25 DE ABRIL DE 1974


"Quando se deu o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, a população portuguesa mal ascendia aos nove milhões, e a vinda dos retornados representou um dos maiores desafios da era pós-Revolução. Lisboa não via tantos desalojados desde a vaga de refugiados que invadira a cidade durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, em 1975, as coisas eram diferentes. Ao contrário dos refugiados da guerra  de 1939-1945, que beneficiaram de residência temporária enquanto aguardavam por uma passagem para fora da Europa, a vasta maioria dos retornados chegou a Lisboa para aí permanecer".

1975, Aeroporto de Lisboa, Fotografia de Alfredo Cunha
"A Revolução aconteceu no auge da Guerra Fria,  menos de um ano após a Guerra Israel-Árabe de 1973, e ao mesmo tempo que os Estados Unidos estavam a perder gradualmente a guerra no Vietname.
Também sucedeu numa era em que os Estados Unidos e a União Soviética ocupavam o topo de um sistema internacional bipolarizado, no qual rivalizavam por parceiros e influência. Nem os Estados Unidos nem a União Soviética iam ficar sentados à espera enquanto assistiam à agitação pós-Revolução em Portugal como meros espectadores."



Neil Lochery escreveu
Editado pela Editorial Presença
Portugal saído das sombras




Tendo como início a Revolução dos Cravos, em abril de 1974, e contextualizando com o fim do Estado Novo (que vigorava desde 1933), o novo período da democracia, a presidência portuguesa da União europeia e a crise económica que atingiu o país em 2010, este livro é um contributo fascinante e profundamente envolvente para o conhecimento de Portugal nas últimas décadas do século XX e inícios do século XXI.
Com um acesso sem precedentes a fontes diplomáticas privilegiadas, incluindo altos funcionários do Departamento de Estado norte-americano, bem como diplomatas britânicos e portugueses, o autor apresenta um relato de leitura aliciante dobre um país atualmente mais conhecido como destino de férias e como um membro pobre da União Europeia.

Fotografia de Alfredo Cunha, Portugal, 1974

"(...) o país sobrevivera à crise, e a má publicidade gerada pelos casos BES e Sócrates haveria de passar e de ser dissimulada pelo talento de figuras portuguesas no palco mundial.
Desde Cristiano Ronaldo e José Mourinho no futebol até Manoel de Oliveira no cinema (que infelizmente faleceria em 2015 com uns surpreendentes 106 anos de vida), passando por Paula Rego na pintura e Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura na arquitectura, Portugal continuava a produzir histórias de sucesso individual à escala mundial".



Neill Lochery é professor catedrático de Estudos do Médio Oriente e do Mediterrâneo na University College London (UCL) e um conceituado especialista em história moderna e política de Israel, do Médio Oriente e do Mediterrâneo. É autor de vários livros aplaudidos pela crítica sobre Portugal.
"Ao escrever este livro sobre os primeiros quarenta anos de Portugal democrático pós-ditadura, tentei manter um espírito aberto em relação às dificuldades políticas e económicas que assolaram o desenvolvimento de país desde 1974"



Boa Leitura

abril 20, 2018

4.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO




FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



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abril 16, 2018

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - PREMIADOS




Após terem sido realizadas as provas da Fase concelhia do Concurso Nacional de Leitura, que tiveram lugar na Biblioteca Municipal da Marinha Grande, nos dias 11 e 12 de abril, damos os nossos parabéns a todos os participantes e, em especial, aos premiados em cada um dos níveis de ensino.

1º CEB
1º Classificado - Rafael Pontes (EB1 Comeira - 4º ano - Agrupamento Nascente) 
2º Classificado - Maria Emídio (EB1 João Beare - 4º ano - Agrupamento Nascente)
3º Classificado - Luana Santos (EB1 Francisco Veríssimo - 4º ano - Agrupamento Poente)


2º CEB
1º Classificado - João Heleno (EB2 Padre Franklim - 6º ano - Agrupamento Vieira Leiria) 
2º Classificado - Érica Pereira (EB2 Guilherme Stephens - 6º ano - Agrupamento Poente)
3º Classificado - Margarida Gaspar (EB2 Padre Franklim - 5º ano - Agrupamento Vieira Leiria)

3º CEB
1º Classificado - Beatriz Crespo (EB3/Sec José Loureiro Botas - 7º ano - Agrupamento Vieira Leiria) 
2º Classificado - Abril Medina (EB3/Sec Calazans Duarte - 9º ano - Agrupamento Poente)
3º Classificado - Ariana Roque (EB3/Sec Calazans Duarte - 9º ano - Agrupamento Poente)

SECUNDÁRIO
1º Classificado - Lara Soares (EB3/Sec Pinhal do Rei - 10º ano - Agrupamento Nascente) 
2º Classificado - Mariana Ventura (EB3/Sec Pinhal do Rei - 10º ano - Agrupamento Nascente) 
3º Classificado - Jéssica Pêcego (EB3/Sec Pinhal do Rei - 10º ano - Agrupamento Nascente) 



Os 1ºs classificados em cada nível de ensino irão representar o concelho na fase seguinte do Concurso Nacional de Leitura - Fase intermunicipal, em data a anunciar.














março 22, 2018

E SE MATT DAMON LHE DISSER QUE TEM DE ESPERAR 6 HORAS POR UM COPO DE ÁGUA?


22 de março - Dia Mundial da Água



Matt Damon, um dos fundadores da Water.org, uma organização não governamental multinacional que trabalha com a concessão de crédito para pequenas obras de infraestrutura hídrica, juntou-se à cerveja belga Stella Artois e, com câmaras ocultas, filmou em vários países, entre eles o Brasil, Argentina e os Estados Unidos, as imagens que o Leitor acabou de visionar. 


Impressionantes, não são?




Todos os dias, mulheres e crianças dos países em desenvolvimento gastam 200 milhões de horas à procura de água potável para as suas casas e famílias. E mais uma vez, são as mulheres e crianças que gastam 6 horas das suas vidas por dia, para encontrarem água.
Os números são da Unicef e revelam o quanto a falta de água vitima as mulheres de forma desproporcional em relação aos homens.  
 E porque "gastam" todo esse tempo à procura de água não têm tempo para fazer mais nada. Não têm tempo para  ir à escola, não têm tempo para ter um trabalho, uma profissão.


E em Portugal?


"A seca dos últimos meses fez soar a campainha: a água não é um bem adquirido. Nas nossas casas, cada um vai fazendo mais ou menos para poupar este recurso, mas, nas nossas cidades, a gestão da água vai muito além do poupar na torneira. É, sim, lidar com uma força da natureza.




Pela primeira vez desde há algum tempo, a possibilidade de um racionamento de água bateu à porta dos portugueses. No território nacional, uma das situações mais complexas viveu-se em Viseu. Os portugueses acompanharam o episódio de Viseu com mais atenção do que é costume e a palavra "seca" tornou-se habitual nos media.

"Temos mesmo de nos adaptar a um tempo com menos água, menores recursos hídricos e com maior irregularidade da sua distribuição", palavras do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes."
In, Smart Cities


O artigo completo, Água: Cidades sob Pressão pode ser lido na Sala de Periódicos da Biblioteca Municipal. Aí o Leitor encontrará toda a informação sobre este e outros temas da atualidade.






Visite-nos e Mantenha-se Informado






março 12, 2018

3.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO




FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
O presente vive-se, o futuro há-de vir, mas o passado fica sempre: é a nossa identidade e o nosso Património.



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3.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO. 


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março 08, 2018

A PRIMEIRA ELEITORA



"Aquilo que hoje é banal era ontem inimaginável ou uma utopia de sonhadores. O século XIX, época de grandes mudanças, foi a época em que o movimento feminista conquistou as suas primeiras grandes vitórias, estimuladoras de muitas combatentes dos Direitos da Mulher. O direito ao voto foi concedido, pela primeira vez na História (que se saiba), em 1869, no Wyoming, EUA, enquanto o sufrágio feminino universal surgiu apenas em 1893, na Nova Zelândia. O ritmo, inicialmente lento, acelerou-se no início do século XX, antes da Primeira Guerra Mundial. Em Portugal, Carolina Beatriz Ângelo deixou a sua marca nessa longa luta, embora mais simbólica do que prática.
Nascida na Guarda, em 1877 ou 1878, sem ser bela, era uma mulher de feições simpáticas e risonhas. (...) Quando entrou num liceu misto na Guarda, em 1891, pertencia a um grupo muito restrito: em 280 alunos, somente dez eram raparigas. Carolina Beatriz Ângelo é conhecida como a primeira médica diplomada de Portugal, mas nem sempre a reputação e a realidade convergem: a honra já pertencia a Augusta da Conceição de Andrade, formada na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1889. (...) Não sendo aceitável uma mulher despir-se diante de um homem sem laços de parentesco, escolheu uma especialidade onde os homens não podiam queixar-se de lhes roubar o lugar, precedendo muitas médicas muçulmanas modernas - tornou-se ginecologista.


"Nós somos feministas, mas muito femininas."



Aderiu à Liga Republicana das Mulheres e, em 1907, à Maçonaria, tornando-se mestre eleita do Rito Francês em 1910, sob o nome de Ligia. Militou entusiasticamente a favor da educação da mulher, da legalização do divórcio e da educação infantil. (...)
A nova lei eleitoral desiludiu muitas mulheres: o direito de voto era reservado aos cidadãos maiores de 21 anos, chefes de família e capazes de ler e escrever. Nenhuma menção ao género sexual.
Carolina Beatriz Ângelo requereu nos tribunais o direito de votar, alegando preencher as condições legais, incluindo a de ser chefe de família, definição aplicável a viúvas com filhos, como era o seu caso. (...) O caso foi publicitado pela imprensa, incluindo as suas refutações relativas ao "eterno argumento" sobre as mulheres não possuírem educação suficiente para se envolverem na política. Se um homem analfabeto não podia votar devido a tal motivo, porque razão uma mulher pertencente à minoria letrada e universitária era excluída do mesmo direito? (...)
Carolina Ângelo foi votar no dia 29 de maio de 1911, no Clube Estefânia, na atual Freguesia de Arroios. Um gesto público e observado, qual ritual religioso, terminando em aplausos gerais. (...)

"Eu não vejo porque seremos menos mulheres se nos tornarmos 
economicamente independentes do homem".



O grande feito de Carolina Beatriz Ângelo foi o seu canto de cisne, pois morreu de ataque cardíaco em 3 de outubro de 1911, aos 34 anos, falhando por pouco o primeiro aniversário da República. (...) 
Ora, as enormes esperanças desfizeram-se em cinzas quando foi enunciada a Lei Eleitoral de 1913:o direito de voto exigia requisitos como ser-se do sexo masculino. Contudo, assim como a corrente de um rio não pode ser invertida, a luta continuou a obter novos sucessos, estimulados pelo crescimento da mão de obra feminina devido à Primeira Guerra Mundial, apesar do sufrágio geral feminino ter sido alcançado somente logo após o 25 de abril de 1974. A médica sufragista não mudou a sociedade, mas forneceu um símbolo para as gerações futuras, exemplificador do valor da persistência."
In, 100 Heróis e Vilões que Fizeram a História de Portugal, 
de Pedro  Rabaçal








fevereiro 21, 2018

A EDUCAÇÃO DE ELEANOR


Em 2017 venceu o Costa First Novel para melhor romance de estreia.

Foi um dos livros mais destacados na feira do livro de Frankfurt de 2015,
 tendo direitos de tradução cedidos para 26 países.

Para o Daily Express é "Um prazer absoluto! De rir às gargalhadas. E muito comovente".

Segundo o The Observer é um livro "Que tem tanto de perspicaz e de sério quanto de 
divertido e de cativante".



Gail Honeyman vive e trabalha em Glasgow e o romance que hoje divulgamos, A Educação de Eleanor, foi o seu primeiro livro.
Entre nós foi editado em maio de 2017 pela Porto Editora.




"Sou uma sobrevivente solitária: sou Eleanor Oliphant. Não preciso de mais ninguém: não há nenhum grande vazio na minha vida, não falta peça nenhuma no meu puzzle particular. Sou uma entidade autónoma. Pelo menos, foi o que sempre assegurei a mim própria. Porém, ontem à noite, encontrei o amor da minha vida. Quando o vi entrar em palco, simplesmente soube. Ele trazia um chapéu muito elegante, mas não foi isso que me atraiu. Não; não sou assim tão superficial. Vestia um fato de três peças, com o botão de baixo do colete desabotoado. Um verdadeiro cavalheiro nunca abotoa o último botão, foi o que a mamã garantiu - é um dos sinais a procurar, pois indica um homem sofisticado e elegante, da classe e posição social apropriadas. O rosto atraente, a voz... Enfim encontrara um homem que podia ser descrito, com algum grau de certeza, como "um bom partido".
A mamã ia ficar felicíssima."   

Mas quem é afinal Eleanor Oliphant?

É uma mulher com uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.
Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.
A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o seu coração.


Para ficar a conhecer a Eleanor e a sua história, 

Visite-nos





fevereiro 16, 2018

QUAL É O SEGREDO PARA SE TER SUCESSO NAS REDES SOCIAIS?


Uma rede social tem o objetivo de partilhar informações, 
experiências e os teus conhecimentos e interesses.



A maioria de nós tem conta de Facebook, Instagram, se calhar até no Twitter e Linkedln,
 mas será que usamos estas redes sociais a nosso favor?


Vivemos na Era Digital, onde tudo é muito mais instantâneo, onde a tecnologia e as novidades tecnológicas se vão apoderando dos nossos interesses. É inevitável: o mundo não está a mudar, o mundo já mudou.





Por que motivo preciso das redes sociais?
Onde devo estar e porquê?
Que informação devo partilhar?
Como criar um bom perfil? 
Quais os riscos e perigos do mundo virtual?


Para se tornar um guru das redes sociais só precisa de nos visitar e 
requisitar este livro que o Miguel Raposo escreveu
 e que a Manuscrito editou.



O objetivo deste livro é ser um descomplicador das redes sociais e de tudo o que envolve o universo digital, um mundo cheio de possibilidades, mas que também acarreta alguns riscos que convém conhecer.
Este universo digital permite a muita gente criar um pequeno negócio sem grande investimento. Permite que um desconhecido se torne uma celebridade a nível mundial. Permite que um artista dê a conhecer ao mundo a sua música sem ter de passar por uma editora e que uma dona de casa partilhe as suas receitas com o universo e ainda ganhe dinheiro com isso.



Miguel Raposo é um profissional com uma visão global da gestão de negócios, tendo adquirido ao longo do seu percurso profissional um vasto know-how na área da comunicação e tecnologia.

"O Miguel Raposo é, neste momento, uma espécie de Zuckerberg da margem sul. (...)
Tal como na vida, também nas redes sociais há horas para tudo, há modo de dizer as coisas e há até tempo e espaço para ajudar pessoas e projetos. É aí que o Miguel entra e explica como tudo funciona".
                                                                                                                       António Raminhos







Boa Leitura




fevereiro 07, 2018

2.º FRAGMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO




FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
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janeiro 23, 2018

TODAS AS TERRAS TÊM A SUA HISTÓRIA



"(...) Todas as terras têm a sua história, e a Marinha Grande não é exceção. Mas esta história é diferente, pois é feita com o suor e lágrimas de famílias onde nasciam verdadeiros artistas, numa arte tão própria tal como o foi tardiamente reconhecida. E foi à custa do esforço de homens, mulheres e crianças (sim, crianças!), que lutaram por si e pelos seus, bem como em prol de uma melhor vida para toda um profissão - a de vidreiro."
Alexandra Luz,
In, prefácio de Marinha Grande em Carne Viva



"(...) alguém tentava fazer alguma coisa pela indústria do vidro, nomeadamente pela Nacional. Era o Engenheiro Acácio Calazans Duarte, que tinha sido poucos anos antes nomeado pelo Estado para seu diretor, e procurava modernizar a atividade, de acordo com o que aprendera ao formar-se na Suíça, e dar melhores condições aos seus trabalhadores.
Manteve durante bastante tempo uma acérrima discussão (...) com o Engenheiro António Arala Pinto, que chefiava a 3º Circunscrição Florestal (Mata de Leiria), e que era contrário à manutenção da indústria vidreira na Marinha Grande, principalmente no caso da Nacional, argumentando com a má qualidade do vidro que era então produzido."


Caro Leitor, ficou curioso? 
Todos os factos descritos neste romance fazem parte da História da nossa cidade.
Para ficar a saber um pouco mais sobre a Marinha Grande,
só tem que nos visitar e requisitar o Livro. 


Marinha Grande em Carne Viva
Escrito por Fernando Luz
Editado pela Textiverso



As famílias Sousa e Ferreira acompanham a história da Marinha Grande entre a 1º Grande Guerra e a mortal gripe pneumónica que se lhe seguiu, até à revolta dos vidreiros desempregados que em 1931 trabalhavam na abertura das estradas do pinhal, face às terríveis condições em que se encontravam. Pelo meio, nasce uma improvável amizade entre dois jovens de condições sociais e económicas completamente diferentes.




Fernando de Jesus da Luz é Procurador-Geral Adjunto jubilado. Fez a sua formação académica na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. É natural de Maceira, Leiria, mas desde 1979 que tem a sua residência habitual na Marinha Grande. 
Devido à sua profissão esteve por várias vezes deslocado noutros pontos do país, mas mantendo sempre uma ligação próxima à Marinha Grande. Foi sócio fundador do Clube de Ténis da cidade.
Um dos seus passatempos preferido é a leitura, sendo um leitor assíduo da Biblioteca Municipal.
Na Marinha Grande receita da venda deste livro reverteu para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da cidade e, em Leiria, a receita foi para a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral.


Boa Semana Boa Leitura






janeiro 17, 2018

FRAGMENTOS







FRAGMENTOS é a denominação de uma nova página, que passará a encontrar nos nossos blogues. No ano em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, a Biblioteca Municipal irá publicar 12 fragmentos do nosso património concelhio, um por mês. Desta forma, pretendemos dar o nosso contributo para incentivar a pesquisa e o conhecimento, dando a conhecer ou relembrando acontecimentos, lugares, memórias, daquilo que nos identifica e que, historicamente, nos une enquanto comunidade. 
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